| Mês: outubro de 2026

Seminário realizado em Jundiaí abordou Planos de Segurança da Água, doenças relacionadas ao saneamento e boas práticas laboratoriais, além de apresentar projetos desenvolvidos nas Bacias PCJ

A aplicação do conhecimento técnico na prevenção de riscos à saúde e na gestão dos recursos hídricos foi o foco do IX Seminário de Saúde Ambiental dos Comitês PCJ, realizado nesta terça-feira, 27 de outubro, no auditório da DAE S/A, em Jundiaí (SP). Com o tema “Saúde Ambiental na Prática: da Prevenção à Gestão de Riscos”, o evento promoveu discussões, compartilhou experiências e aprofundou conhecimentos sobre questões relacionadas à saúde ambiental.

Promovido pela Câmara Técnica de Saúde Ambiental (CT-SAM) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o seminário contou com três imersões técnicas sobre a elaboração de Planos de Segurança da Água (PSA), as Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) e as boas práticas em laboratórios de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA). A programação reforçou a importância da integração entre conhecimento técnico, planejamento e ações preventivas para promover a saúde e proteger os recursos hídricos.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a relevância de se discutir o tema. “As Bacias PCJ possuem 6 milhões de habitantes, distribuídos em 15 mil quilômetros quadrados de área. Isso traz problemas relacionados à alta densidade populacional. Eventos como esse trazem para a sociedade a necessidade de se discutir as questões de gestão de riscos relacionadas à segurança da água. O seminário ressalta a necessidade de cada município elaborar seu Plano de Segurança da Água, de forma com que toda a região ganhe com isso”, observou.

Para a coordenadora da CT-SAM, Roseane Garcia, o evento foi importante, especialmente pelas discussões sobre gestão de riscos. “Nosso seminário trouxe palestrantes que orbitaram sempre no Plano de Segurança da Água, tema em que a CT-SAM foca muito e que é uma metodologia de gestão de risco. Eu mesma apresentei a revisão do Guia do Plano Municipal de Segurança da Água, publicação nossa, que, por sinal, é inédita em um comitê de bacia. Com isso, a gente entrega esse documento para a sociedade e para os participantes dos comitês de bacia e sugere para os Sistemas de Abastecimento de Água que façam seus planos de segurança da água à luz desse guia. Foi uma publicação que deu muito trabalho, mas muito prazer. Um documento que, inclusive, participou um professor internacional (José Manuel Pereira Vieira, da Universidade do Minho, em Portugal). Então, isso foi muito bom”, destacou Roseane.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o seminário faz parte da história do saneamento nas Bacias PCJ. “Esse evento da CT-SAM é mais um momento importante na história do saneamento na região porque permite a discussão sobre as doenças veiculadas pela água. Isso é parte fundamental do saneamento e da nossa vida. Por isso, aprender, conversar e planejar mais é sempre muito importante para os nossos serviços de saneamento. Parabéns à nossa Câmara Técnica de Saúde Ambiental. As discussões que tivemos aqui são muito importantes para a gente avançar cada vez mais na segurança da água”, comentou.

Imersões técnicas abordam segurança da água e saneamento

A primeira imersão técnica abordou a elaboração e a implementação dos Planos de Segurança da Água (PSA), com apresentação de Roseane Garcia. Também participaram Diego de Oliveira Pinto, da Assemae/Sanasa, Karen Tasaka, da DAE Jundiaí, e Claudoaldo dos Santos, do DAE Santa Bárbara d’Oeste, que trataram de ferramentas para levantamento da situação dos planos e de orientações para sua contratação, além do questionário elaborado pela CT-SAM, para que a CT possa fazer uma ação mais concentrada no que os municípios e serviços de saneamento querem com relação ao PSA.

Na sequência, Alexandre Pessoa Dias, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abordou as Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), com enfoque na identificação e utilização de dados para orientar ações nos territórios. “O encontro de hoje foi muito potente. Acho que o ponto forte foi exatamente relacionar o tema que eu apresentei com o Plano de Segurança da Água e os outros temas que foram abordados, porque todos eles estão muito integrados e, diante das mudanças climáticas, mais do que nunca, é uma justificativa central no sentido de avançar com os PSA, que os DRSAI possam estar dentro desses planos, para que a gente fortaleça as ações de planejamento e de melhoria da condição de vida da população do nosso país. A CT-SAM está de parabéns”, comentou Dias.

A terceira imersão foi conduzida por Rogério Santamaria, da Assemae/Sanasa, e tratou de boas práticas em laboratórios de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), com destaque para a qualidade e a confiabilidade dos resultados.

Pitch apresenta experiências do território PCJ

A programação também incluiu o “Pitch de Saúde Ambiental: Experiências do território PCJ”, moderado pela professora da Unicamp e coordenadora-adjunta da CT-SAM, Cassiana Coneglian. A atividade abriu espaço para a apresentação de projetos, soluções e boas práticas desenvolvidos na região, incentivando o compartilhamento de conhecimentos e experiências.

Foram apresentados três projetos. O primeiro, “Sistema Cantareira: monitoramento da seca e previsão/projeção hidrológica como ferramentas de apoio à segurança hídrica”, foi apresentado por Elisangela Broedel, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Na sequência, Taciana Rodrigues, da empresa Contazul, apresentou o programa “EPA – Eliminar Perdas de Água: ação, conscientização e preservação”. Por fim, Milena Ricardo, da Unicamp, falou sobre o “Plano de Segurança da Água: Ferramenta para a Gestão de Riscos nos Mananciais de Abastecimento em Iracemápolis (SP)”.

Cassiana ressaltou a importância das experiências compartilhadas. “A apresentação sobre monitoramento hidrológico do Sistema Cantareira foi extremamente importante nesses momentos de eventos extremos que estão acontecendo, pois precisamos saber a quantidade de água que teremos para os usos múltiplos. O segundo pitch, sobre o controle de perdas hídricas, também foi extremamente importante, visto que segurança de água está relacionada com qualidade e quantidade de água. Perda de água significa perda econômica, perda de um bem tão importante. Tratar a água e depois ela se perder durante a distribuição, isso é extremamente complicado. O Brasil ainda tem um índice muito elevado, então, empresas que trabalham com esse índice de perdas, favorecem muito a qualidade e a saúde ambiental. O terceiro pitch é um trabalho que está sendo desenvolvido em um município pequeno, do qual se está fazendo a avaliação de risco, e os primeiros passos para elaborar um plano de segurança da água. Esse trabalho mostra a importância de ter uma ferramenta preditiva. O PSA significa água segura, que, por sua vez, significa saúde para toda a população”, destacou.

Seminário realizado em Jundiaí abordou Planos de Segurança da Água, doenças relacionadas ao saneamento e boas práticas laboratoriais, além de apresentar projetos desenvolvidos nas Bacias PCJ

A aplicação do conhecimento técnico na prevenção de riscos à saúde e na gestão dos recursos hídricos foi o foco do IX Seminário de Saúde Ambiental dos Comitês PCJ, realizado nesta terça-feira, 27 de outubro, no auditório da DAE S/A, em Jundiaí (SP). Com o tema “Saúde Ambiental na Prática: da Prevenção à Gestão de Riscos”, o evento promoveu discussões, compartilhou experiências e aprofundou conhecimentos sobre questões relacionadas à saúde ambiental.

Promovido pela Câmara Técnica de Saúde Ambiental (CT-SAM) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o seminário contou com três imersões técnicas sobre a elaboração de Planos de Segurança da Água (PSA), as Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) e as boas práticas em laboratórios de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA). A programação reforçou a importância da integração entre conhecimento técnico, planejamento e ações preventivas para promover a saúde e proteger os recursos hídricos.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a relevância de se discutir o tema. “As Bacias PCJ possuem 6 milhões de habitantes, distribuídos em 15 mil quilômetros quadrados de área. Isso traz problemas relacionados à alta densidade populacional. Eventos como esse trazem para a sociedade a necessidade de se discutir as questões de gestão de riscos relacionadas à segurança da água. O seminário ressalta a necessidade de cada município elaborar seu Plano de Segurança da Água, de forma com que toda a região ganhe com isso”, observou.

Para a coordenadora da CT-SAM, Roseane Garcia, o evento foi importante, especialmente pelas discussões sobre gestão de riscos. “Nosso seminário trouxe palestrantes que orbitaram sempre no Plano de Segurança da Água, tema em que a CT-SAM foca muito e que é uma metodologia de gestão de risco. Eu mesma apresentei a revisão do Guia do Plano Municipal de Segurança da Água, publicação nossa, que, por sinal, é inédita em um comitê de bacia. Com isso, a gente entrega esse documento para a sociedade e para os participantes dos comitês de bacia e sugere para os Sistemas de Abastecimento de Água que façam seus planos de segurança da água à luz desse guia. Foi uma publicação que deu muito trabalho, mas muito prazer. Um documento que, inclusive, participou um professor internacional (José Manuel Pereira Vieira, da Universidade do Minho, em Portugal). Então, isso foi muito bom”, destacou Roseane.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o seminário faz parte da história do saneamento nas Bacias PCJ. “Esse evento da CT-SAM é mais um momento importante na história do saneamento na região porque permite a discussão sobre as doenças veiculadas pela água. Isso é parte fundamental do saneamento e da nossa vida. Por isso, aprender, conversar e planejar mais é sempre muito importante para os nossos serviços de saneamento. Parabéns à nossa Câmara Técnica de Saúde Ambiental. As discussões que tivemos aqui são muito importantes para a gente avançar cada vez mais na segurança da água”, comentou.

Imersões técnicas abordam segurança da água e saneamento

A primeira imersão técnica abordou a elaboração e a implementação dos Planos de Segurança da Água (PSA), com apresentação de Roseane Garcia. Também participaram Diego de Oliveira Pinto, da Assemae/Sanasa, Karen Tasaka, da DAE Jundiaí, e Claudoaldo dos Santos, do DAE Santa Bárbara d’Oeste, que trataram de ferramentas para levantamento da situação dos planos e de orientações para sua contratação, além do questionário elaborado pela CT-SAM, para que a CT possa fazer uma ação mais concentrada no que os municípios e serviços de saneamento querem com relação ao PSA.

Na sequência, Alexandre Pessoa Dias, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abordou as Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), com enfoque na identificação e utilização de dados para orientar ações nos territórios. “O encontro de hoje foi muito potente. Acho que o ponto forte foi exatamente relacionar o tema que eu apresentei com o Plano de Segurança da Água e os outros temas que foram abordados, porque todos eles estão muito integrados e, diante das mudanças climáticas, mais do que nunca, é uma justificativa central no sentido de avançar com os PSA, que os DRSAI possam estar dentro desses planos, para que a gente fortaleça as ações de planejamento e de melhoria da condição de vida da população do nosso país. A CT-SAM está de parabéns”, comentou Dias.

A terceira imersão foi conduzida por Rogério Santamaria, da Assemae/Sanasa, e tratou de boas práticas em laboratórios de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), com destaque para a qualidade e a confiabilidade dos resultados.

Pitch apresenta experiências do território PCJ

A programação também incluiu o “Pitch de Saúde Ambiental: Experiências do território PCJ”, moderado pela professora da Unicamp e coordenadora-adjunta da CT-SAM, Cassiana Coneglian. A atividade abriu espaço para a apresentação de projetos, soluções e boas práticas desenvolvidos na região, incentivando o compartilhamento de conhecimentos e experiências.

Foram apresentados três projetos. O primeiro, “Sistema Cantareira: monitoramento da seca e previsão/projeção hidrológica como ferramentas de apoio à segurança hídrica”, foi apresentado por Elisangela Broedel, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Na sequência, Taciana Rodrigues, da empresa Contazul, apresentou o programa “EPA – Eliminar Perdas de Água: ação, conscientização e preservação”. Por fim, Milena Ricardo, da Unicamp, falou sobre o “Plano de Segurança da Água: Ferramenta para a Gestão de Riscos nos Mananciais de Abastecimento em Iracemápolis (SP)”.

Cassiana ressaltou a importância das experiências compartilhadas. “A apresentação sobre monitoramento hidrológico do Sistema Cantareira foi extremamente importante nesses momentos de eventos extremos que estão acontecendo, pois precisamos saber a quantidade de água que teremos para os usos múltiplos. O segundo pitch, sobre o controle de perdas hídricas, também foi extremamente importante, visto que segurança de água está relacionada com qualidade e quantidade de água. Perda de água significa perda econômica, perda de um bem tão importante. Tratar a água e depois ela se perder durante a distribuição, isso é extremamente complicado. O Brasil ainda tem um índice muito elevado, então, empresas que trabalham com esse índice de perdas, favorecem muito a qualidade e a saúde ambiental. O terceiro pitch é um trabalho que está sendo desenvolvido em um município pequeno, do qual se está fazendo a avaliação de risco, e os primeiros passos para elaborar um plano de segurança da água. Esse trabalho mostra a importância de ter uma ferramenta preditiva. O PSA significa água segura, que, por sua vez, significa saúde para toda a população”, destacou.

Documento será apreciado pela CT-PL em 6 de novembro e submetido à votação plenária em 4 de dezembro

A aprovação da minuta de revisão da Política de Recuperação, Conservação e Proteção dos Mananciais no âmbito da área de atuação dos Comitês PCJ foi o destaque da 15ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Conservação e Proteção dos Mananciais (CT-Mananciais), realizada na quarta-feira, 21 de outubro, no Centro de Estudo e Cultura Ambiental de Santa Bárbara d’Oeste (SP).

As próximas etapas da revisão serão a apreciação do documento pela Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL), em reunião por videoconferência no dia 6 de novembro, e a votação em reunião plenária dos Comitês PCJ, marcada para 4 de dezembro, em Amparo (SP). Com a aprovação definitiva, a CT-Mananciais, em conjunto com a Agência das Bacias PCJ, elaborará um Manual de Procedimentos Operacionais (MPO), com previsão de lançamento até abril de 2027. O objetivo é facilitar e ampliar a execução das ações da Política de Mananciais PCJ, criada pelos Comitês PCJ em 2015.

“Fico extremamente feliz de ter participado desde o início. Fiz parte de toda a origem, das primeiras versões e atualizações, então é um privilégio poder continuar trabalhando. Acho que essa atualização, diferente das anteriores, representa realmente uma mudança estrutural importante. O corpo da estrutura da deliberação que aprovamos hoje tem algumas alterações importantes, mas, conceitualmente, não muda tanto. A grande mudança está na forma como vamos executar essa política, que agora ganha essa versão de manual, de MPO”, ressaltou o coordenador da CT-Mananciais, João Demarchi.

Ele destacou, ainda, que o trabalho continuará nos próximos meses para aprimorar e finalizar o manual e definir as regras de execução. “Tanto nós, da Câmara Técnica, quanto a Agência e os Comitês estamos cientes de que precisamos fazer algumas alterações importantes na forma de execução, para que ganhemos escala e efetivamente consigamos avançar com a proteção dos mananciais e a segurança hídrica. Ainda temos um bom trabalho pela frente, mas acho que estamos no caminho certo”, completou.

O processo de revisão e as alterações realizadas na minuta da deliberação foram apresentados pela diretora-técnica da Agência PCJ, Patrícia Barufaldi, e pela analista técnica da Assessoria Ambiental, Bruna Petrini. Patrícia explicou o trabalho desenvolvido e a decisão de criar o MPO, que permitirá atualizar procedimentos com mais flexibilidade, sem alterar os princípios da Política.

“A Agência, a Assessoria Ambiental, junto com o GT-Política da CT-Mananciais, promoveu essa revisão em função dos 10 anos de implementação da Política. Fomos verificando os gargalos que temos enfrentado, inclusive pelos próprios municípios, e as dificuldades relacionadas aos procedimentos. Como tudo isso estava previsto em uma deliberação dos Comitês PCJ, qualquer alteração para melhorar esses processos necessitava de aprovação de uma nova deliberação”, explicou. “Então, pensou-se em manter as regras, diretrizes, objetivos e programas na deliberação, com o aval dos Comitês, e deixar os procedimentos, a documentação e todo o processo em um manual. Assim, ao longo da implementação de novas ações, caso sejam identificados gargalos, teremos mais flexibilidade para fazer alterações e agilizar os processos”, acrescentou Patrícia.

Segundo a diretora-técnica, as mudanças também deverão contribuir para acelerar a execução das ações e ampliar a participação de instituições locais. “A gente só vai alterar formas de execução para atingir o mesmo objetivo. Acho que esse manual vai ajudar a agilizar toda a implementação, que hoje é morosa. Outra mudança é que, na deliberação vigente, somente a prefeitura pode receber recursos para implementar a ação. Ela precisa ser a principal responsável pela organização e pela governança do território. Agora, estamos abrindo espaço para a participação de outros entes, porque existem muitas instituições locais que já trabalham nesses territórios”, afirmou.

A proposta prevê aproximar essas instituições das Unidades Gestoras de Projetos (UGPs), que continuarão como ferramentas da Política. “Com isso, outros atores conectados à comunidade local poderão atuar conjuntamente e receber recursos, inclusive para ampliar as ações”, concluiu.

O coordenador-adjunto da CT-Mananciais, Miguel Milinski, também destacou a importância da aprovação da minuta, especialmente pela possibilidade de financiar ações de conservação do solo. “Hoje foi um dia importante. Uma das inovações da Política é a questão do financiamento de ações de conservação do solo. Concluímos que, para a produção de água a curto prazo, a conservação do solo significa muito mais do que simplesmente plantar árvores. É essencial. Então, a inovação da nova Política é justamente financiar ações de conservação do solo”, afirmou.

Apresentações

A reunião contou ainda com três apresentações, realizadas por representantes do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) PCJ, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Santa Bárbara d’Oeste.

O promotor de Justiça Rodrigo Sanches Garcia, do Gaema PCJ Campinas, apresentou os resultados de dois eventos promovidos neste ano pelo Ministério Público: o Encontro Regional de Municípios – Planejamento e Estratégias de Recomposição Florestal e o seminário Estratégias para o Aumento da Disponibilidade de Água nas Bacias PCJ.

Já o biólogo Fábio Vicentin Diniz, chefe da Divisão de Fiscalização e Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santa Bárbara d’Oeste, apresentou as principais ações e os projetos desenvolvidos pela pasta no município, considerado referência para outras cidades da região.

Claudoaldo dos Santos e Felipe Gasparotto, representantes do DAE de Santa Bárbara d’Oeste, falaram sobre o trabalho realizado pela autarquia, com destaque para o tratamento de água e a proteção dos mananciais. Entre as iniciativas apresentadas esteve o programa “Águas Bárbaras”, voltado à proteção e à recuperação de nascentes e mananciais, premiado no Estado de São Paulo por sua atuação na preservação ambiental e no uso sustentável dos recursos hídricos do município.

Novos membros

Durante o encontro, também foram aprovados dois novos integrantes da CT-Mananciais: a Prefeitura de Jundiaí, representada por Martim de França Silveira Ribeiro (titular) e Maria Helena Flávio de Souza Tiraboshi (suplente), e a Associação dos Ex-Alunos da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Adealq), representada por Maurício Magossi.

Próxima reunião

A 16ª Reunião Ordinária da CT-Mananciais está agendada para 3 de dezembro, a partir das 9h, por videoconferência.

Participantes compartilharam experiências e sugestões para aprimorar o projeto durante reunião virtual

20 de outubro de 2026

Ações em andamento e novos projetos na área de educação ambiental planejados pelos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, foram debatidos durante a 140ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), realizada por videoconferência nesta terça-feira, 20 de outubro. O encontro foi conduzido pela coordenadora da CT-EA, Ana Lúcia Floriano.

No início da reunião, a coordenadora de Gestão da Agência PCJ, Kátia Gotardi, apresentou informações sobre o andamento das ações de educação ambiental acompanhadas pela Fundação Agência das Bacias PCJ, por meio da Coordenação de Gestão. Segundo ela, três novas frentes estão em planejamento. Uma delas prevê o desenvolvimento de um jogo no estilo Role-Playing Game (RPG), relacionado à gestão dos recursos hídricos.

Outra proposta envolve os três Poderes — Legislativo, Judiciário e Executivo. “Envolve a questão política, entre aspas, mas o objetivo principal é despertar nesses governantes a questão da importância de se olhar para os planos municipais e para o Plano de Bacias, em termos de sustentabilidade hídrica”, explicou Kátia.

Também está sendo estudada a retomada do projeto Educadores e Educandos, voltado à capacitação de professores e ao engajamento de alunos na preservação dos recursos hídricos das Bacias PCJ. A iniciativa está relacionada ao desenvolvimento do RPG. “São três novas ações que nós estamos com a missão da construção do termo de referência e da realização da licitação para contratação de fornecedores para nos dar apoio”, explicou Kátia.

Entre os projetos em andamento, a coordenadora destacou o movimento “Jovem, Vem para o PCJ”, que já realizou encontros formativos a distância em 22 de julho, 5 e 19 de agosto e 9 de setembro, além de uma visita técnica relacionada ao monitoramento hidrometeorológico do Rio Piracicaba, no dia 23 de setembro. A programação prevê mais cinco encontros formativos, uma visita técnica em janeiro de 2027, com opções variadas, e o encerramento em 19 de maio de 2027. Também estão previstos três encontros para simulações de reuniões plenárias dos Comitês PCJ.

Kátia também apresentou avanços do projeto “Propriedade Rural Amiga da Água”, com destaque para o cadastro técnico municipal, que busca mapear informações sociais, técnicas, econômicas e ambientais das áreas rurais. O lançamento dos resultados do cadastro está previsto para 2 de dezembro, na Cati(SAA), em Campinas (SP). Já o cronograma de capacitações teóricas e práticas sobre mapas e conservação de estradas rurais está programado para o período de 17 de fevereiro a 2 de setembro de 2027.

Outro projeto educacional em andamento é o Escola da Água, desenvolvido pela Agência PCJ em parceria com o Consórcio PCJ e a Ares-PCJ, a partir de diretrizes definidas por um grupo formado por representantes de diferentes câmaras técnicas. Atualmente, está em curso a Capacitação para Operadores e Gestores de Sistemas de Tratamento de Água e Esgoto, iniciada em agosto.

“Que alegria, estamos vendo que está crescendo esse apoio. Vocês que são membros devem saber que foi uma conquista imensa a educação ambiental ter um apoio da Agência PCJ. Isso foi um cuidado muito especial, graças ao Sergio Razera (presidente da Agência) e ao Denis (Herisson da Silva), secretário-executivo dos Comitês PCJ”, ressaltou Ana Lúcia.

Depoimentos

Um dos destaques da reunião foi a participação de cinco integrantes do movimento “Jovem, Vem para o PCJ”, que compartilharam suas experiências e impressões sobre a iniciativa. Os depoimentos foram organizados por Stefani Barros, analista técnica da Coordenação de Gestão da Agência PCJ.

A primeira participante foi Isabela Volpato Teixeira, de 27 anos, engenheira florestal e mestranda no Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), onde trabalha com adolescentes de 12 a 17 anos em escolas da região do Sistema Cantareira. “A cada passo das coisas que eu estou aprendendo no projeto, percebo que existe um mundo muito maior do que eu imaginava, um mundo de complexidades e de coisas muito maiores. E tem sido bom assim entender essa grandiosidade e complexidade até para falar com os adolescentes”, comentou Isabela, que afirmou que recomendaria o movimento a outros jovens.

Josué Gonçalves, operador de estação de tratamento no Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Santa Bárbara d’Oeste e formado em Engenharia Química, afirmou que a participação no programa superou suas expectativas ao ampliar sua visão sobre a preservação dos recursos hídricos. “Conhecer todas essas instituições voltadas a estudar para preservar a qualidade, a disponibilidade dos recursos ambientais, principalmente os hídricos, é reconfortante. A minha expectativa no movimento — e que está sendo cumprida — é ampliar os meus conhecimentos nessa área, sejam em legislações, sejam em questões práticas, mesmo que são fora do meu universo de autarquia de saneamento”, afirmou.

Jainy Santos, de 23 anos, vinculada à Secretaria de Planejamento Ambiental de Vinhedo e formada em Biologia, relatou que a complexidade da gestão dos recursos hídricos nas Bacias PCJ trouxe desafios iniciais para assimilar as informações, especialmente diante do ritmo quinzenal das capacitações. “Foi uma surpresa positiva, para mim, ver que, apesar desses desafios, dessa complexidade, as Bacias PCJ são muito organizadas no sentido de estruturação, porque para mim é uma área muito grande, mais de 15.000 km². São muitas câmaras técnicas, mais de 700, 800 membros e ainda assim existe uma organização, uma estrutura que funciona”, elogiou. “Nas formações que tivemos aqui, conseguimos construir uma macrovisão da condição do estresse hídrico que a bacia vive, que antes eu não tinha de uma forma aprofundada”, concluiu.

Bruno Prado, de 40 anos, gestor e analista ambiental em Vinhedo, sugeriu vincular os jovens a projetos práticos específicos de cada câmara técnica, facilitando a compreensão gradual do funcionamento dos Comitês PCJ. “Eu acho que, concretamente, o que mais me pegou foi ter tido uma noção melhor de todos os âmbitos do PCJ. Cinco instituições diferentes. Isso é uma coisa que a gente não tem nem ideia quando está do lado de fora e que, mesmo ouvindo uma vez, outras vezes, ainda fica um pouco nebuloso. Então é realmente um processo de entender”, avaliou.

Em depoimento gravado em vídeo, Carolina Damaceno Aquino, de 38 anos, colaboradora do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) de Mogi Mirim, destacou que suas expectativas foram superadas pela troca interdisciplinar de conhecimentos sobre recursos hídricos e gestão integrada. Entre os desafios, mencionou a administração do tempo e a adaptação aos termos técnicos. Ela também sugeriu ampliar as visitas técnicas e promover a participação de jovens em projetos das câmaras técnicas do início ao fim. “O movimento não é só um aprendizado profissional, é para crescimento pessoal também. Eu quero levar isso para a minha vida e também para o meu município”, disse.

Após os depoimentos, os membros da CT-EA debateram a evolução do projeto e possíveis melhorias para a quarta edição do movimento, prevista para 2028. A proposta é realizar um encontro presencial no início de 2027 para discutir o tema. “Eu entendo que esse projeto veio para ficar e com o objetivo de transformação”, observou Kátia.

GEA de Itatiba

A reunião também contou com a apresentação de Juriene Pereira da Silva, diretora da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Profª Nazareth de Siqueira Rangel Barbosa, de Itatiba (SP). Ela compartilhou experiências dos projetos de educação ambiental desenvolvidos pelo Grupo de Estudos Ambientais (GEA) da escola.

O grupo reúne estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental para desenvolver projetos práticos de sustentabilidade e preservação da natureza. As iniciativas apresentam resultados positivos e repercussão na região, e o trabalho foi elogiado pelos membros da CT-EA.

Para conhecer melhor os projetos, acesse este link.

Próxima reunião

A 141ª Reunião Ordinária da CT-EA está agendada para 1º de dezembro, a partir das 9h30, na sede do Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), em Nazaré Paulista (SP).

Reunião em Salto também abordou a recuperação do Rio Jundiaí, o enquadramento de corpos d’água e a agenda regulatória da SP Águas

16 de outubro de 2026

A criação do Grupo de Trabalho (GT) Transitório Licenciamento Ambiental Municipalizado foi o destaque da 124ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Outorgas e Licenças (CT-OL) dos Comitês PCJ, realizada na sexta-feira, 16 de outubro, no Paço Municipal de Salto (SP). O encontro foi conduzido pela coordenadora-adjunta da CT-OL, Cecília de Barros Aranha, e contou com a presença do prefeito José Geraldo Garcia e do secretário municipal de Meio Ambiente, José Antonio Luciano.

Na abertura, o prefeito destacou os investimentos do município no monitoramento da qualidade da água do Rio Jundiaí e manifestou preocupação com o fenômeno climático El Niño. “É um grande ponto de interrogação. Não está normal. Teremos grandes desafios”, comentou. Na sequência, a servidora da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Heloísa Germeniuk, apresentou o tema “Memória, transformação e futuro – Rio Jundiaí”, abordando a importância histórica do manancial para Salto.

Em 1950, o Rio Jundiaí foi considerado impróprio para uso recreativo devido à poluição de suas águas. A partir da década de 1980, porém, teve início um processo de recuperação que culminou, em 2017, no reenquadramento de toda a extensão do rio, da Classe 4 para a Classe 3. Heloísa também destacou que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Salto planeja captar água do Rio Jundiaí, ampliando as alternativas de abastecimento e contribuindo para a segurança hídrica do município.

Licenciamento ambiental municipalizado

Na sequência, foi formalizada a criação do GT-Licenciamento Ambiental Municipalizado, cuja proposta foi apresentada por Adriano Prochowski, engenheiro civil e ambiental, bacharel em Saneamento Ambiental pela Unicamp e representante da Prefeitura de Indaiatuba na CT-OL. Prochowski foi eleito coordenador do novo grupo.

Segundo ele, o objetivo é elaborar um diagnóstico regional e formular recomendações para a integração institucional relacionadas à gestão dos recursos hídricos. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de competências, dificuldades e interfaces institucionais; a escuta técnica de municípios e instituições que atuam nas Bacias PCJ; e a proposição de medidas, fluxos de trabalho e capacitações compatíveis com as atribuições dos Comitês PCJ.

“A gente percebe que os municípios da nossa região encontram muita dificuldade ainda no licenciamento municipalizado. Alguns municípios estão um pouco mais avançados, outros estão engatinhando com mais dificuldades. Então, esse grupo de trabalho, acho, vai favorecer a disseminação do conhecimento e fazer a capacitação também desses municípios para o licenciamento ambiental municipalizado. O produto está diretamente relacionado à qualidade dos nossos corpos hídricos. Se a gente tem um processo de licenciamento ambiental no âmbito do município, com uma boa qualidade, com uma boa técnica, a gente consegue manter a qualidade dos cursos hídricos e os nossos mananciais”, afirmou Prochowski.

O engenheiro ambiental explicou que a municipalização do licenciamento vem avançando ao longo dos anos. “Começou de forma tímida em 2011 e agora, em 2026, acho que a gente tem aí quase que mais da metade dos municípios paulistas fazendo o licenciamento municipalizado. São licenciamentos de impacto local. A gente tem uma deliberação do Conselho Estadual do Meio Ambiente que lá determina quais são as atividades que são passíveis de licenciamento pelo município e quais devem ser licenciadas pelo Estado, pela Cetesb no caso. Então, a gente tem uma legislação que já faz essa separação”, esclareceu.

Na avaliação de Cecília Aranha, a iniciativa é importante para incorporar as diretrizes do Plano das Bacias PCJ 2020-2035 ao licenciamento ambiental municipalizado. “O conceito de gestão de recursos hídricos por bacias hidrográficas entra definitivamente no radar dos municípios ao avaliar e entender que o impacto local poderá se transformar em regional. Sendo assim, o olhar no território passa a ser regional e coletivo”, enfatizou a coordenadora-adjunta.

As reuniões do novo GT serão realizadas por videoconferência, sempre às 14h. O primeiro encontro está agendado para 24 de novembro de 2026. Em 2027, as reuniões ocorrerão nos dias 26 de janeiro, 23 de fevereiro, 23 de março, 27 de abril, 18 de maio e 22 de junho de 2027. O novo GT conta com representantes da DAE Jundiaí; IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), Inevat (Instituto de Estudos Vale do Tietê) e das prefeituras de Jundiaí, Indaiatuba, Valinhos, Campo Limpo, Rio Claro e Itupeva. Outros interessados ainda podem se inscrever junto à CT e Secretaria Executiva nos próximos meses.

GT-Enquadramento

A reunião também abordou a atuação do GT-Enquadramento dos Corpos d’Água e definiu as datas e os horários dos próximos encontros.

Segundo a coordenadora do grupo, Nilceia Franchi, entre os temas previstos estão a continuidade das discussões sobre o enquadramento do Rio Jundiaí, a realização de um webinário em 2027 e o acompanhamento do relatório de situação referente ao cumprimento das metas de enquadramento. Também será discutida a revisão das Resoluções Conama nº 357 e nº 430, em debate no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), com a possibilidade de unificação das normas e adoção de parâmetros mais restritivos.

“Vamos ter que começar a pensar já em como vamos trabalhar as metas do enquadramento do Rio Jundiaí. E também do Ribeirão Anhumas, como o doutor Rodrigo (Sanches Garcia – Gaema PCJ Campinas) já trouxe, na reunião passada. Vamos definir qual vai ser o papel do GT-Enquadramento nesse processo do enquadramento do Anhumas e todas as tarefas que a gente vai ter que executar como GT”, explicou Nilceia.

A próxima reunião do GT-Enquadramento está agendada para as 14h do dia 3 de fevereiro de 2027, por videoconferência.

Consulta pública da SP Águas

No encerramento da reunião, Cecília Aranha apresentou informações sobre a Consulta Pública nº 04/2026, da SP Águas, referente à proposta de Agenda Regulatória para o biênio 2027-2028. O instrumento reúne os temas prioritários para a atuação normativa da agência nos próximos dois anos, com foco na previsibilidade regulatória, na segurança jurídica e na transparência do planejamento para as bacias hidrográficas do estado de São Paulo.

Um dos temas relacionados à CT-OL é a revisão da portaria de fiscalização da SP Águas. A leitura do documento da consulta pública está disponível até 23 de outubro, e o período para envio de contribuições vai de 24 de outubro a 22 de novembro, exclusivamente pela internet. Para acessar o documento, clique aqui. As contribuições devem ser enviadas por meio da plataforma de consulta pública.

Próxima reunião

A 125ª Reunião Ordinária da CT-OL está agendada para 11 de dezembro de 2026, a partir das 9h, por videoconferência.

Programação em novembro inclui orientações sobre o Plano das Bacias PCJ 2020–2035 e minicurso inédito sobre elaboração de termos de referência

A Agência das Bacias PCJ realizará, nos dias 10 e 30 de novembro, em Piracicaba (SP), oficinas voltadas a prefeituras e serviços de saneamento dos municípios inseridos nas Bacias PCJ. Os encontros terão como foco as “Metas e Ações do Plano das Bacias PCJ 2020–2035 e Oportunidades de Recursos Financeiros (Fehidro 2027), na temática de Saneamento” e ainda contarão com o minicurso “Como elaborar Termos de Referência?”.

A iniciativa tem como objetivo orientar os potenciais tomadores sobre as metas e perspectivas do Plano das Bacias PCJ 2020–2035, divulgar as ações financiáveis na área de saneamento e apresentar as regras para captação de recursos do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos de São Paulo), que é formado pela Cobrança PCJ Paulista e CFURH (Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos).

A programação também foi pensada para apoiar os municípios na preparação dos documentos técnicos necessários à apresentação de propostas. Para 2027, a estimativa é de que estarão disponíveis R$ 60 milhões para investimentos, sem contar a contrapartida dos tomadores.

Como novidade desta edição, a Coordenação de Projetos oferecerá um minicurso sobre elaboração de termos de referência, com orientações gerais para a estruturação dos documentos e a captação de recursos.

As oficinas terão a mesma programação nas duas datas. A realização em dias distintos busca ampliar as possibilidades de participação e acomodar melhor os representantes dos municípios. Cada participante deverá escolher apenas uma das datas no momento da inscrição.

Entre as ações que podem receber recursos do Fehidro estão a revisão e elaboração de planos municipais de saneamento; planos de controle e redução de perdas; planos diretores de drenagem urbana; estudos e projetos para sistemas de transporte e tratamento de esgotos; melhorias e implantação de Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs); controle de perdas em sistemas de abastecimento de água; tratamento de lodo em ETAs; ampliação de sistemas de coleta de esgotos e implantação de tecnologias de desinfecção, entre outras.

Para o orçamento de 2026, os valores mínimos e máximos de repasse do Fehidro são: para planos, estudos e projetos, de R$ 160 mil a R$ 1,5 milhão; para obras, serviços e equipamentos, de R$ 300 mil a R$ 12 milhões na modalidade reembolsável e de R$ 300 mil a R$ 8 milhões na modalidade não reembolsável.

Serviço

Oficina “Metas e Ações do Plano das Bacias PCJ 2020–2035 e Oportunidades de Recursos Financeiros (FEHIDRO 2027), na temática de Saneamento” + Minicurso “Como elaborar Termos de Referência?”

Público-alvo: prefeituras e serviços de saneamento dos municípios inseridos nas Bacias PCJ
Inscrições: até 30 de outubro de 2026
Vagas: gratuitas e limitadas
Inscrição: https://bit.ly/InscriçãoOficinaPCJFehidro2027

Apoio: Pecege e Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Piracicaba (AEAP)

10 de novembro de 2026
Local: Pecege – Rua Cezira Giovanoni Moretti, 580, Santa Rosa, Piracicaba (SP)

30 de novembro de 2026
Local: Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Piracicaba (AEAP) – Rua Ipiranga, 166, Centro, Piracicaba (SP)

Programação

MANHÃ – Plano das Bacias PCJ e regras para captação de recursos

9h às 9h30 – Recepção e café
9h30 às 9h40 – Abertura
9h40 às 10h10 – Plano das Bacias PCJ: metas e perspectivas
10h10 às 10h50 – Fehidro: captação de recursos PCJ
10h50 às 11h20 – Documentos técnicos: diretrizes básicas
11h20 às 11h40 – Dúvidas e encerramento

11h40 às 13h20 – Intervalo para almoço

TARDE – Minicurso e plantão de dúvidas

13h20 às 15h40 – Minicurso “Como elaborar Termos de Referência? Diretrizes gerais para elaboração”
15h40 às 16h40 – Dúvidas gerais

13h30 às 16h40 – Plantão de Dúvidas: atendimento específico para tomadores que já possuem uma proposta semielaborada e desejam esclarecer uma questão técnica sobre o projeto. O atendimento terá duração de 30 minutos por tomador, com seis vagas disponíveis. As dúvidas gerais poderão ser apresentadas ao final das apresentações.

Importante: a programação será repetida integralmente nos dias 10 e 30 de novembro. O tomador deverá escolher apenas uma das datas para participação.

Consulta pública, balanço dos recursos indicados em 2026 e dificuldades de abastecimento estiveram entre os temas da reunião 

8 de outubro de 2026  

A fiscalização dos serviços de saneamento, os investimentos do Fehidro e a escassez de flúor no mercado foram os principais assuntos da 136ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA), realizada nesta quinta-feira, 8 de outubro, por videoconferência. Conduzido pelo coordenador Mateus Arantes, o encontro também contou com a participação da coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Ambiental (CT-SAM), Roseane Gacia. 

O primeiro tema foi a Consulta Pública nº 10/2026, aberta pela Ares-PCJ para definir uma nova metodologia de Fiscalização Evolutiva. As contribuições podem ser enviadas até 29 de outubro, conforme as orientações disponíveis neste documento. A nova resolução deverá entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027. 

Devido a um conflito de agenda da equipe da Ares-PCJ, que participava de uma auditoria, Mateus Arantes conduziu a apresentação sobre a proposta, que prevê a transição de um modelo de fiscalização baseado na conformidade para outro voltado à maturidade dos sistemas de saneamento. A metodologia contempla 45 requisitos, distribuídos em seis faixas de maturidade, com pontuação cumulativa. 

“Hoje, a Ares faz uma fiscalização operacional dos prestadores de serviços e dos municípios, voltada ao saneamento, abrangendo água, esgoto e resíduos sólidos. A proposta é passar de uma fiscalização de conformidade para uma fiscalização da maturidade do sistema, avaliando de forma diferente os prestadores conforme seu estágio de evolução. A ideia é que todos alcancem um padrão de eficiência como o da Sanasa, não em tamanho, mas em eficiência, identificando as falhas de produção que existem no desenvolvimento institucional e contribuindo para que os sistemas avancem até atingir a maturidade”, destacou o coordenador da CT-SA. 

Na fiscalização atual, os técnicos da Ares-PCJ verificam estruturas e serviços, identificam não conformidades já existentes e atuam sobre seus efeitos. A proposta evolutiva prevê avaliar ferramentas, sistemas e práticas de gestão, classificando os prestadores por faixas de maturidade e buscando atuar nas causas das falhas. “Essa normativa da Ares vai além dessa questão de combate às perdas de água. Então, é importante à CT-SA, com um ‘olhar comitê’, apresentar as suas contribuições e entender que o comitê vai passar a olhar para isso na dimensão de direcionamento de recurso”, observou o coordenador de Projetos, da Agência PCJ, Diogo Pedrozo.  

Investimentos do Fehidro em 2026 

Na sequência, Pedrozo e a analista técnica da Coordenação de Projetos, Livia Módolo, apresentaram o balanço dos empreendimentos indicados pelos Comitês PCJ em 2026. Foram nove empreendimentos, com quase R$ 30 milhões em repasses da Cobrança PCJ Paulista. A relação dos projetos indicados e indeferidos está disponível no site da Agência PCJ. 

As análises dos projetos são realizadas pela Agência PCJ, em parceria com o Grupo de Trabalho de Análise de Empreendimentos (GT-Análise de Empreendimentos), vinculado à CT-SA. Em novembro, a Agência promoverá oficinas e minicursos voltados aos municípios interessados em participar do Edital Fehidro 2027. 

Escassez de flúor 

Os participantes também discutiram os impactos da falta de flúor no mercado e do aumento expressivo de seus preços. Entre os fatores apontados estão os conflitos no Oriente Médio, com o fechamento do Estreito de Ormuz, e a paralisação de uma fábrica no Brasil em abril. 

Segundo os dados apresentados na reunião, a alta superior a 300% nos preços e os prazos de três a quatro meses para importação provocaram licitações fracassadas e desabastecimento em cerca de 200 municípios, conforme relatos da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae). 

O Ministério da Saúde negou o pedido de suspensão temporária da obrigatoriedade da fluoretação, apresentado em agosto pela Associação Brasileira de Empresas de Saneamento Básico (Aesbe) e pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon). 

Diante do cenário, foram apresentadas orientações aos prestadores de serviços: registrar estoques, consumo e autonomia de abastecimento; documentar tentativas frustradas de licitação e negociação; comunicar a situação às agências reguladoras e à vigilância sanitária municipal; e informar a população de maneira clara e sem alarmismo. 

Novos Membros 

A CT-SA aprovou o ingresso de dois novos membros: Águas de Holambra e Águas do Mirante. Foram indicadas como representantes titulares Isabelly Naianne Martins Gonçalves e, como suplentes, Josiane Pereira dos Santos, Maria Carolina Vasconcelos Degaspari, Carla Leandra Souza da Silva e Rafaela do Amarante Carneiro. 

“Sejam todas bem-vindas a essa câmara técnica. Esperamos que possamos ajudá-las de alguma forma e que vocês possam nos ajudar muito aqui a melhorar o saneamento nessa região onde a água é tão escassa”, afirmou Arantes. 

Próxima Reunião  

A​ 137ª Reunião Ordinária da CT-SA está agendada para o dia 10 de dezembro, a partir das 9h, também por videoconferência. 

Assunto foi apresentado por Virgínia Sodré, CEO da empresa Valor da Água, a primeira climatech brasileira especializada em inteligência hídrica

7 de outubro de 2026

A apresentação de uma plataforma tecnológica para monitoramento de riscos climáticos e gestão hídrica territorial foi o destaque da 113ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água na Indústria (CT-Indústria), realizada nesta quarta-feira, dia 7 de outubro, por videoconferência, sob a condução do coordenador Jorge Mercanti.

A ferramenta foi desenvolvida pela empresa Valor da Água — a primeira climatech (startup de tecnologia climática) brasileira especializada em inteligência hídrica — e utiliza inteligência artificial e dados geoespaciais para avaliar estresse hídrico e cascatas de risco, podendo ser utilizada por empresas e comitês de bacias. A tecnologia foi apresentada pela engenheira civil e mestre em Engenharia Hidráulica e Saneamento Virgínia Sodré, CEO e cofundadora da Valor da Água.

Virgínia apresentou o conceito corporativo de “água positiva”, que envolve devolver mais água do que a consumida, melhorar sua qualidade e garantir acesso comunitário na bacia, diferenciando o crédito de água do crédito de carbono devido à natureza territorial do recurso. Ela ressaltou que, até 2050, cerca de 8% do PIB global poderá ser perdido devido à crise hídrica, tornando a resiliência hídrica um fator de continuidade operacional.

“Se vocês colocarem hoje no Google as empresas que são ‘water positive’, esse conceito de regenerar o impacto da sua operação vem crescendo por uma questão de continuidade operacional. Não é só uma questão de ESG. Tem uma vantagem econômica para as empresas que estão olhando o território, entendendo o risco da bacia”, explicou a CEO.

Virgínia detalhou que a plataforma da Valor da Água integra visões operacional e estratégica para auxiliar na tomada de decisões diante de outorgas dinâmicas e riscos regulatórios e climáticos. A ferramenta utiliza inteligência artificial, dados de satélite e bases nacionais e internacionais para fornecer diagnósticos preditivos e avaliações de risco territorial.

Além da CEO, a apresentação contou com a participação do fundador e CTO da Valor da Água, Alex Staudt Takaoka, e dos técnicos Arthur Bispo Ferreira e Leonardo Dias. Takaoka demonstrou a arquitetura multiempresa da plataforma, que incorpora datasets do WRI Aqueduct, com 13 índices de risco e cenários futuros até 2080, dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) e o fator Aware, da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), para caracterização da pegada hídrica. Ele ainda exibiu um exemplo prático em que a inteligência artificial gerou um relatório preliminar e uma leitura contextual do entorno da unidade da ArcelorMittal em Carbonita (MG), com base em normas como ISO 14046 e GRI.

Ferreira apresentou a aplicação da plataforma na Bacia do Rio Guandu, no Rio de Janeiro, utilizando uma metodologia de avaliação de riscos em cascata baseada em ameaças externas, exposição de infraestrutura e vulnerabilidades. Segundo ele, a avaliação de estresse hídrico considera outorgas disponíveis, volume de água em aquíferos e reservatórios, além da geolocalização de estações de tratamento de água e esgoto, aterros e áreas de preservação permanente, em quatro escalas diferentes.

Dias apresentou o módulo operacional, demonstrando o monitoramento de telemetria com diversos tipos de sensores de parâmetros qualitativos e quantitativos, a construção do mapa de água para rastrear captação, reserva e uso, e a geração de diagramas de Sankey para identificar perdas hídricas em empreendimentos.

“Eu, sinceramente, fiquei empolgado porque realmente é uma ferramenta poderosa. Eu falo porque sou do tempo ainda dos dinossauros, pegava touro a unha. Com todo esse aparato tecnológico de IA e tudo mais, a gente fica abismado com a possibilidade que pode ser feito”, destacou Mercanti.

Situação do Sistema Cantareira e Bacias PCJ

No início do encontro, Mercanti fez um breve relato sobre a situação do Sistema Cantareira e das Bacias PCJ, além de apresentar previsões hidrometeorológicas para a região nos próximos meses.

Segundo o coordenador da CT-Indústria, na região do Cantareira, as chuvas atingiram 1.495 milímetros entre setembro e o início de outubro de 2026, pouco acima da média climatológica anual, de 1.491 mm. Em 2014, durante a crise hídrica, o total de precipitação foi de 964 mm. Devido ao grande volume de chuvas, o Sistema Cantareira deixou a faixa de alerta e passou para a faixa de atenção, com 41,7% do volume útil total em 7 de outubro.

Mercanti explicou o estabelecimento do fenômeno El Niño a partir de junho, com intensificação prevista até o final do ano e arrefecimento no primeiro trimestre do próximo ano. Segundo projeções, as chuvas devem se concentrar mais na região Sul e no Uruguai nos próximos meses, enquanto o estado de São Paulo deve apresentar volumes ligeiramente acima da média, embora com a formação de alta pressão quente no verão, o que dificulta a progressão de frentes frias.

“Apesar dessa chuva, nós não estamos confortáveis. Podemos ter problemas lá na frente, com um verão muito quente e seco”, alertou Mercanti. Ele também chamou a atenção para os riscos do desmatamento na Amazônia, apontando que sua destruição transformaria a região em um deserto devido à interrupção dos ventos úmidos de noroeste.

Próxima reunião

A 114ª Reunião Ordinária da CT-Indústria será realizada por videoconferência no dia 9 de dezembro, a partir das 9h.

Primeira atividade desse tipo da 3ª edição do Movimento “Jovem, vem para o PCJ” apresentou equipamentos, sistemas e aplicações dos dados para a gestão das águas

No dia 23 de setembro de 2026, foi realizada a primeira visita técnica da 3ª edição do movimento “Jovem, vem para o PCJ”, que teve como tema o monitoramento hidrometeorológico. Participaram da atividade jovens e tutores representantes das entidades-membro dos Comitês PCJ que integram o movimento, referente ao período de 2025 a 2027.

Com apoio e explanação do engenheiro ambiental Carlos Souza, da SP Águas, a visita começou na Estação Hidrometeorológica de Piracicaba, localizada na Rua do Porto, onde os participantes conheceram a estrutura e os instrumentos utilizados no monitoramento quantitativo das águas do Rio Piracicaba, incluindo cota, nível e vazão, além do monitoramento pluviométrico.

Na sequência, no auditório do Museu da Água de Piracicaba, Souza apresentou as funcionalidades dos instrumentos de monitoramento, a importância dos dados gerados e sua utilização nos processos de tomada de decisão. Entre os exemplos, destacou a gestão do Sistema Cantareira pela Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico dos Comitês PCJ (CT-MH), em articulação com a Sala de Situação do PCJ (SSPCJ) e o Sistema de Suporte a Decisões das Bacias PCJ (SSD-PCJ), entre outros sistemas voltados à gestão e à sustentabilidade hídrica nas Bacias PCJ.

A programação foi encerrada com uma visita guiada ao Museu da Água, durante a qual os participantes conheceram a história do local, que abrigou a primeira estação de captação e bombeamento de água de Piracicaba. Também foram apresentados equipamentos utilizados em seu funcionamento, como bombas, tubulações e aquedutos, além da importância da estação para a comunidade local à época de sua instalação.

A visita técnica proporcionou aos jovens uma experiência prática sobre o monitoramento hidrometeorológico, ampliando conhecimentos e promovendo a troca de experiências sobre um tema fundamental para a gestão dos recursos hídricos nas Bacias PCJ.

Precipitações históricas e atípicas ficaram entre 200% e 400% acima da média; Sistema Cantareira deixou faixa de alerta e passou a operar na faixa de atenção

06 de outubro de 2026

Os efeitos do grande volume de chuvas registrado em setembro nos mananciais das Bacias PCJ e no Sistema Cantareira foram um dos principais assuntos da 284ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), realizada por videoconferência nesta terça-feira, 6 de outubro, sob a condução do coordenador Alexandre Vilella e do coordenador-adjunto Luís Filipe Rodrigues.

O encontro também contou com a participação do secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, que aproveitou a reunião para divulgar o evento on-line “Balanço parcial do Período Seco 2026 e Perspectivas 2027 nas Bacias PCJ”, promovido pela Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL), em parceria com a Ares-PCJ, no dia 11 de novembro, das 9h às 12h, com transmissão pelo canal da Ares no YouTube. Uma das palestras será apresentada por membros da CT-MH.

Com precipitações históricas e atípicas, entre 200% e 400% acima da média, as vazões dos principais rios da região aumentaram significativamente e mantiveram níveis confortáveis. No Sistema Cantareira, o cenário também melhorou, com a saída da faixa de alerta e a entrada na faixa de atenção.

De acordo com Vilella, além dos efeitos positivos, as chuvas de setembro provocaram alguns extravasamentos e enchentes e trouxeram incertezas às previsões meteorológicas sobre a possibilidade de terem antecipado o período chuvoso ou se o padrão normal de verão será mantido.

“Num momento de tantas mudanças climáticas, acho que a maior certeza é lidar com as incertezas. Esse é um dos nossos grandes desafios aqui”, observou o coordenador da CT-MH. “Embora com alguns impactos negativos em virtude de extravasamentos e enchentes, foi um mês completamente atípico. Evidentemente, isso trouxe muitos efeitos positivos, não só para o Cantareira, mas também para os outros mananciais, que conseguem fazer sua recarga, assim como o solo. Quem é mais da área da engenharia sabe que este setembro de 2026 vai entrar para a série histórica”, completou.

Apresentações

Entre os itens fixos da pauta da CT-MH, Vilella apresentou a situação dos mananciais e do Sistema Cantareira, além das condições hidrometeorológicas, informações dos usuários e ocorrências registradas em setembro. Em 5 de outubro, o Cantareira estava com 41,2% de seu volume útil. Na mesma data de 2025, o índice era de 27,3%; em 2024, de 49,7%. A média parcial de descargas do Cantareira para as Bacias PCJ em 2026 é de 7,29 m³/s. Até 5 de outubro, o volume de água utilizado do sistema era de 79,98 hm³, equivalente a 50,6% do total de 158,1 hm³ disponíveis anualmente no período seco, que vai até 30 de novembro.

Na apresentação da Sala de Situação PCJ, Carlos Henrique de Souza trouxe dados sobre as chuvas e vazões registradas em setembro de 2026 e as perspectivas para os próximos meses. Segundo ele, eram esperadas precipitações entre 25 e 75 milímetros no mês. No entanto, os acumulados variaram entre 150 e mais de 400 mm.

Souza apontou que as 21 estações telemétricas registraram chuvas acima da média. O maior acumulado foi registrado na estação Rio Atibainha Mascate, em Nazaré Paulista, com 451 mm, e o menor, na estação Rio Corumbataí Novo Batovi, com 157,2 mm. Com isso, de acordo com o Monitor de Secas da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), houve recuo da condição de Seca Grave para Seca Moderada nas Bacias PCJ. As vazões da maior parte dos rios ficaram entre 200% e mais de 400% da média histórica.

Na apresentação sobre as previsões meteorológicas, o coordenador do GT-Previsão do Tempo, Jorge Mercanti, avaliou o desempenho da previsão hidrológica de setembro e detalhou a análise meteorológica, com destaque para frentes estacionárias e linhas de instabilidade que provocaram chuvas intensas no Paraná e em São Paulo no início do mês. Mercanti apresentou as previsões do CPTEC/INPE (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), indicando chuvas para a tarde de 5 de outubro e o dia seguinte, com novas precipitações contínuas previstas para os dias 15 e 16, mantendo os níveis hidrológicos em patamares confortáveis. Ele também abordou o aquecimento global e as previsões de temperaturas acima da média histórica para os próximos meses, alertando para a possibilidade de um verão mais quente e seco.

Deliberação sobre as vazões do Cantareira

No final da reunião, os membros da CT-MH deliberaram pela redução das vazões nos reservatórios de Cachoeira e Atibainha, de 2 m³/s para 1,50 m³/s, além da manutenção da atual vazão do Jaguari-Jacareí, de 0,25 m³/s. Com isso, a vazão total para as Bacias PCJ passou a ser de 3,25 m³/s.

Próxima reunião

A 285ª Reunião Ordinária da CT-MH está agendada para 5 de novembro de 2026, a partir das 9h, na Barragem do Jaguari, em Vargem (SP).

Edições anteriores

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