Engajamento e uniformidade!

Estar atento às iniciativas dos nossos pares é fundamental para mantermos a excelência dos nossos trabalhos, pois, por essência, trabalhamos com planejamento. A busca por um caminhar cada vez mais engajado foi a grande motivação para criarmos este espaço de difusão das nossas providências aos membros dos Comitês PCJ.

O avançar de cada Câmara Técnica, de cada Grupo de Trabalho, o andamento geral de temas globais, merecem ser vistos por todos, para motivação conjunta e também para a convergência dos trabalhos. Acompanhe periodicamente nesta newsletter os acontecimentos dos Comitês PCJ e boa leitura!

| DESTAQUES

Webinar marca as comemorações pelo Dia do Rio Jundiaí

Evento promovido pela CT-OL contou a história e os desafios da gestão de um dos principais mananciais das Bacias PCJ

26 de setembro de 2022

Para marcar as celebrações pelo Dia do Rio Jundiaí, comemorado em 23 de setembro, os Comitês PCJ realizaram na data, o 3º Webinar ‘Conversando sobre o Rio Jundiaí’ (…)

Webinário sobre segurança hídrica destaca força dos Comitês PCJ nessa área

Programação foi das 9h até as 17h no formato online

14 de setembro de 2022

A segurança hídrica nas Bacias PCJ foi o principal tema abordado no webinário dos Comitês PCJ promovido nesta quarta-feira, dia 14 de setembro, pelo Grupo de Trabalho (GT) “Operação Estiagem 2022” (…)

| ÚLTIMAS

15ª Reunião do GT-Previsão Hidrometeorológica debate efeitos do La Niña

Participantes abordaram a questão das chuvas na área de abrangência da Bacias PCJ

29 de setembro de 2022

Conforme o calendário de reuniões dos Comitês PCJ, na tarde de 29 de setembro de 2022, foi realizada a 15ª Reunião do GT-Previsão Hidrometeorológica (CT-MH). O encontro, promovido por meio de videoconferência, debateu, especialmente, os efeitos do fenômeno climático La Niña e seus reflexos para o cenário hidrometeorológico com uma análise especial para a área de abrangência das Bacias PCJ.

Jorge Mercanti (GT-Previsão) iniciou sua fala destacando as condições hidrometeorológicas e os reservatórios. No Sistema Cantareira o índice de reserva em 29 de setembro de 2022 era de 39%. Há exatamente um ano, em 29 de setembro de 2021, o índice era de 44%. De acordo com a Sabesp, o nível dos reservatórios da Grande São Paulo, sem a reserva técnica são os seguintes: Cantareira 981 hm³; Alto Tietê 560 hm³; Guarapiranga 171 hm³; Rio Grande 112 hm³; São Lourenço 89 hm³; Alto Cotia 17 hm³; e Rio Claro 14 hm³.

Na sequência, Arlan Scortegagna, do Simepar, a previsão segue com chuvas abaixo da média, com tendência de normalização. “A previsão hidrológica, do ponto de vista da estiagem, indica que a seca tem dois componentes, de monitoramento e previsão. Não podemos afirmas que o ‘sinal está verde’ justamente pela incidência do La Niña em que há indicações que ele está sendo mantido. Um verão com pouca chuva traz problemas, além do fato de que anomalia de chuva no inverno não influencia em nada. Diria que estamos com sinal laranja, o que indica cautela na utilização dos recursos hídricos”, afirmou.

Scortegagna prosseguiu com sua análise. “Tenho acompanhado nas últimas previsões de La Niña e em março de 2022, a previsão era de que nem teríamos a La Niña esse ano. Em abril houve os primeiros sinais que ele ocorreria, mas já em agosto e setembro, os gráficos indicam uma certa previsibilidade. Os meses centrais são os de verão, dezembro, janeiro, fevereiro até março. Como não estamos tendo nenhum enfraquecimento, pelo contrário, estamos tendo reforços que haverá La Niña no verão. A situação está melhorando, mas o dever é manter o cuidado e a cautela. Não estamos com verão com a ideia de que o estaremos livres da seca mais crítica”, disse.

José Saad, do Consórcio PCJ proferiu uma frase sucinta, mas muito elogiada pela precisão de sua análise. “Estamos sendo salvos pelas anomalias meteorológicas”, afirmou ao comentar as condições excepcionais que possibilitaram minimizar os prejuízos decorrentes de uma eventual estiagem com características drásticas.

Por fim, Marco Jusevicius, também do Simepar salientou que as chuvas, resultantes do La Niña não permitem afirmar que estarmos livre dos problemas. “Dentro de uma anomalia, do que a gente espera para o La Niña está com um comportamento diferente. Não podemos bater o martelo para nada. No monitoramento, porém, estamos surpreendidos positivamente no que diz respeito às chuvas”, disse.

Hidrobr apresenta cronograma para elaboração da atualização de valores da cobrança

Empresa venceu licitação e foi contratada para revisão da cobrança pelo uso da água

27 de setembro de 2022

As discussões sobre a atualização dos valores relacionados à cobrança pelo uso da água foram debatidas durante a 7ª Reunião do GT-Cobrança (CT-PB), realizado em formato de videoconferência, na manhã de terça-feira, 27 de setembro. Durante a reunião, foi apresentado o plano de trabalho referente à contratação, pela Agência das Bacias PCJ, de um estudo para fundamentação para a revisão das Cobranças PCJ.

No encontro houve a apresentação dos estudos visando ao aperfeiçoamento do instrumento de cobrança, mediante à revisão dos mecanismos e valores da Cobrança pelo uso de recursos hídricos de domínio Estadual Paulista e da União nas Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Este trabalho será executado pela Hidrobr Consultoria Ltda, empresa contratada pela Agência das Bacias PCJ, por meio do contrato nº 022/2022.

A reunião foi coordenada por André Navarro, secretário executivo dos Comitês PCJ e coordenador do GT-Cobrança que em sua fala inicial detalhou o plano estratégico dos Comitês PCJ que têm como uma de suas prerrogativas a iniciativa de revisar o plano de cobrança. “A contratação da Hidrobr representa um importante passo e sabemos que temos um grande desafio pela frente, por tratar-se de um tema crucial para a boa gestão dos recursos hídricos”, afirmou.
Gabriel Gonçalves nobre, analista ambiental, que ficou responsável pela apresentação do planejamento e do cronograma de ações. Em sua fala, destaque para a iniciativa de criar um aplicativo web de simulação da cobrança. “Este aplicativo será disponibilizado para consulta dos usuários no site da Agência das Bacias PCJ e dos Comitês PCJ e seguirá os princípios da simplicidade, didática e fácil manuseio”, afirmou Gabriel.

O diretor presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, ocupou a palavra e deu ênfase para a importância da atualização dos valores da cobrança, o que será feito com respeito aos prazos e transparência. “O PCJ já aprendeu, desde 2005, lá com a implementação da primeira cobrança que nunca devemos ter pressa. É preciso respeitar o tempo de maturação que for necessário e agora, com os 30 anos dos Comitês, estou certo de que nossas ações são muito mais objetivas e assertivas. Estamos, com a revisão da cobrança, em busca de um novo patamar”, disse.

A próxima etapa do projeto será a entrega do Relatório de Análise Crítica do Plano das Bacias PCJ, previsto para ocorrer dentro do terceiro mês, conforme o cronograma.

CT-Rural cria GT para análise de Planos Municipais de Saneamento Rural

Reunião também contou com palestra sobre manejo do fogo em uma área prioritária em Atibaia

23 de setembro de 2022

Um Grupo de Trabalho Transitório para análise de Planos Municipais de Saneamento Rural foi criado durante a 149ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água no Meio Rural (CT-Rural). O encontro ocorreu nesta sexta-feira, dia 23 de setembro, por meio de videoconferência.

O GT ficou formado por Miguel Milinski (DAAE Rio Claro); Denis Herisson (CATI/SAA); Ana Lúcia Brasil (ABES-SP); Petrus Weel (Cooperativa de Holambra); João Baraldi (Sindicato Rural de Rio Claro), coordenador da CT-Rural; e Adriana Sacioto (APTA/SAA). A apresentação sobre a formação do GT-Análise de Empreendimentos e sobre a seleção de empreendimentos de 2023, especificamente em relação às ações de Saneamento Rural, foi realizada pela equipe da Coordenação de Projetos da Agência das Bacias PCJ.

Na reunião houve também uma palestra sobre “Simbiose” entre Sociedade Civil e Poder Público para o manejo do fogo em uma área prioritária para a conservação da natureza: o caso do município de Atibaia. A apresentação foi feita por Vinícius Gaburro de Zorzi, da TNC (The Nature Conservancy Brasil) e voluntário na Simbiose, uma ONG de prevenção e combate à incêndios.

Zorzi iniciou com um levantamento sobre monitoramento de incêndios ocorridos na região das Bacias PCJ, o que gerou um debate entre os participantes sobre prevenção e combate à incêndios. Como a conexão do palestrante caiu logo no começo da apresentação, a palestra deverá ser remarcada para a próxima reunião.

Os membros da CT-Rural ainda puderam assistir uma apresentação sobre o Programa Nacional de Agricultura Irrigada “IRRIGA + BRASIL”, feita por Denis Herisson da Silva, da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), da SAA/SP (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

No encontro, também foram definidas a agenda das reuniões presenciais em 2022 e 2023. A próxima será a 150ª Reunião Ordinária, no dia 25 de novembro deste ano, no auditório do Museu da Água, em Indaiatuba (SP). Em 2023, haverá duas reuniões presenciais: no dia 26 de maio, em Rio Claro (SP) e no dia 24 de novembro, em Charqueada (SP).

GT-Integração debate implementação do Planejamento Estratégico dos Comitês PCJ

Orçamento das Câmaras Técnicas e reuniões presenciais de 2023 também foram discutidos

22 de setembro de 2022

O acompanhamento da implementação de Iniciativas Estratégicas previstas no Planejamento Estratégico dos Comitês PCJ foi um dos principais assuntos discutidos durante a 8ª Reunião do GT-Integração de Ações das Câmaras Técnicas (GT-Integração) dos Comitês PCJ. O encontro, por meio de videoconferência, ocorreu na manhã desta quinta-feira, dia 22 de setembro.

O Planejamento Estratégico é formado por três perspectivas. Dentro de cada perspectiva há dois a três temas. Dentro de cada tema, há dois ou três objetivos e dentro de cada objetivo há diversas iniciativas estratégicas que serão implementadas ao longo dos próximos anos, até 2025.

Quatro das seis câmaras técnicas anfitriãs (CT-OL, CT-EA, CT-RN e CT-PB), responsáveis por grupos de trabalho do Planejamento Estratégico, fizeram apresentações sobre como estão sendo as discussões dos trabalhos. “É mais um compartilhamento com as demais câmaras técnicas para a gente fazer alinhamentos na condução desse processo”, definiu o secretário-executivo do CBH-PCJ e PCJ FEDERAL, André Navarro. “Nosso compromisso é discutir essas questões e dar encaminhamentos”, completou.

Na Perspectiva de Pessoas, Gestão e Governança, os temas são Atração e engajamento de instituições e capacitação dos participantes (Tema 1); Aperfeiçoamento da implementação dos instrumentos de gestão de recursos hídricos (Tema 2); e Melhoria contínua do modelo de governança institucional (Tema 3).

Na Perspectiva de Organização, Estrutura e Processos Internos, os temas são Busca de atuação integrada entre as instâncias internas e articulada com demais atores dos sistemas de gerenciamento de recursos (Tema 4); Manutenção e aprimoramento da estrutura organizacional e do suporte ao seu funcionamento (Tema 5); e Processos internos bem definidos, transparentes e ajustados às normas e marcos regulatórios aplicáveis (Tema 6).

Na Perspectiva de Sociedade e Usuários, os temas são Envolvimento da sociedade na gestão dos recursos hídricos (Tema 7) e Promoção constante de diálogo e conciliação entre usuários de recursos hídricos (Tema 8).

Na reunião, os membros do GT-Integração também debateram sobre Orçamento das Câmaras Técnicas (CTs) para o exercício 2023; e a programação para as reuniões presenciais das CTs em 2023.  Quanto ao orçamento, a deliberação sobre o assunto deverá ser analisada na CT-PL de 4 de novembro e aprovada na Plenária de dezembro.

Fomento à pesquisa e busca por novas tecnologias são temas da 100ª CT-ID

Reunião foi realizada por meio de videoconferência e uniu academia e empresas de saneamento

19 de setembro de 2022

Com o objetivo de fomentar e estreitar ainda mais os laços existentes entre os Comitês PCJ e o meio acadêmico, foi realizada na sexta-feira, 16 de setembro de 2022, a 100ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Integração e Difusão de Pesquisas e Tecnologias. Em pauta, a apresentação e debate de Programas de Pós-graduação, um panorama de pesquisas no tema Recursos Hídricos e Saneamento nas Bacias PCJ, entre outros temas.

No início da reunião, realizada por meio de videoconferência, Tadeu Fabrício Malheiros (USP), coordenador da CT-ID, destacou o fato que, em âmbito federal, o CNPq é uma das principais fontes de pesquisa. “Todo ano a quantidade de investimento é grande. A produção de conhecimento voltada para soluções e tecnologias associadas à mitigação e adaptação às mudanças do clima visa apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico. Essas ações estão relacionadas ao avanço na fronteira do conhecimento a respeito da compreensão e modelagem do Sistema Climático Global, às vulnerabilidades, aos impactos das mudanças climáticas sobre os sistemas ambientais, sociais e econômicos. Também estão relacionados ao monitoramento e previsão de desastres naturais, à meteorologia e climatologia, em alinhamento com as políticas nacionais, às metas pertinentes aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS e à implementação da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima no Brasil e o alcance de compromissos internacionais assumidos na área de clima”, disse.

Renata Maria Salvador, assessora de DRN da secretaria de novos negócios do DAE Jundiaí explicou o objetivo do serviço no incentivo à pesquisa. “Trata-se de uma secretaria nova, e mesmo assim já começamos a fazer muitas reuniões com outras empresas como a  Sabesp e Sanasa, visando trazer novas experiencias visando transformar a DAE em uma empresa moderna. Queremos aprender com os grandes. Pretendemos implantar o ISSO (14.000; 24.000), fazer o planejamento estratégico”, disse.

Orandi Falsarella, da PUC Campinas (programa de Pós-graduação em sustentabilidade) falou sobre o panorama de pesquisas relacionadas aos recursos hídricos e saneamento nas Bacias PCJ. “Nós, enquanto pesquisadores e orientadores, temos a compartilhar uma série de temas que já desenvolvemos em relação a água e recursos hídricos. Temos muitas publicações, mas não temos percepção do que de fato está sendo usado pela sociedade em forma de desenvolvimento e inovação. As vezes sentimos a necessidade de sermos demandados. Vejo uma serie de oportunidades potenciais para desenvolvimento de pesquisas”, afirmou.

Tadeu, por sua vez, compartilhou uma questão sobre o que ocorre nos EUA. “A Universidade de Michigan realiza anualmente uma feira em que abre espaço para quem apresente as demandas e diálogo. Os programas de pós dão prioridades a partir dessas demandas, e não o contrário. É algo comum isso por lá e acho isso muito relevante até para pensarmos em trazer para nossa realidade”, afirmou.


Eloisa Helena Cherbackian, da Sabesp, citou que a questão de financiamento representa um entrave na proximidade da Sabesp com as empresas de saneamento e as universidades. “Mantemos acordos de cooperação, mas que não é possível o pagamento de bolsas sem a transferência de recursos financeiros. Podemos comprar materiais consumíveis, mas não podemos comprar equipamentos e sede-los, por exemplo. Acaba sendo mais fácil quando o financiamento ocorre por meio da Fapesp”, relatou.

Por fim, conforme a pauta, foi discutido o retorno das reuniões presenciais da CT-ID a partir de 2023, ficando pré-agendado para o dia 17 de março de 2023, ainda sem local definido.

Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico analisa boletins hidrometeorológico das Bacias PCJ

233ª Reunião Ordinária da CT-MH foi realizada por meio de videoconferência

5 de setembro de 2022

Ocorreu manhã de segunda-feira, 05 de setembro de 2022, a 233ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico. Na pauta, uma série de temas foram debatidos pelos membros, entre eles a situação dos mananciais das Bacias PCJ, informações dos usuários e das condições hidrometeorológicas do Sistema Cantareira; as ocorrências climáticas registradas durante o mês de agosto/2022; bem como a apresentação da Sala de Situação PCJ e as previsões meteorológicas  e os cenários, simulações e avaliação sobre volume disponível do Sistema Cantareira às bacias PCJ até o final do período seco 2022.

Inicialmente, Alexandre Vilella (CT-MH) informou os dados de vazão dos mananciais que integram as Bacias PCJ, entre eles os rios Camanducaia, Corumbataí, Piracicaba, Jaguari, Capivari, Jundiaí, Atibainha, Cachoeira e Atibaia. Na ocasião, representantes de algumas  autarquias e serviços de saneamento comentaram sobre a situação de seus respectivos mananciais de abastecimento. O Sistema Cantareira, em 04 de setembro (dados mais recentes), opera com 32,5% de capacidade (alerta), sendo que ano passado, nesta data, era de 36,1%. O sistema integrado da RMSP que reúne todos os reservatórios, inclusive o Sistema Cantareira, está com 44,9%, sendo que há exatamente um ano áreas esse volume era de 42,9%. Para São Paulo a reversão é de 20,9 m³/s, descarregando (Q Jus) 12,25m³/s em direção ao PCJ.

Dados da Sala de Situação PCJ, apresentados por Rafael Leite, coordenador da Sala, apontam que em alguns postos de medição as chuvas nas Bacias PCJ para agosto registraram índices acima da média histórica. No mês, 11 estações registraram acumulados acima ou muito próximos da média histórica, havendo apenas dois dias com registros acima de 5mm. O mapa de anomalia de situação, segundo Rafael, foi de chuvas acumuladas ligeiramente abaixo das normais climatológicas. “Em pequenas porções das bacias que as chuvas superaram a média do período, especialmente próximo ao Sistema Cantareira”, disse.

As informações relacionadas a previsão meteorológicas foram transmitidas por Jorge Mercanti (GT-Previsão Hidrometeorológica dos Comitês PCJ). “Fotos de satélite do Simepar de 4 de setembro, indicam chuvas no Paraná, descendo em direção ao sul do país. Dados do CPTEC indicam leve chuva no dia 6 e 8 de setembro, de cerca de 6mm. Há ainda uma outra frente-fria que se aproxima das Bacias PCJ no dia 11 de setembro. As notícias não são tão ruins, mas nem tão boas como as Bacias PCJ necessitariam”, relatou Mercanti.

Na sequência ocorreu, por convocação de Alexandre Vilella, a deliberação sobre as vazões a serem descarregadas do Sistema Cantareira para as Bacias PCJ ficando estabelecido os seguintes volumes: Cachoeira com a manutenção dos atuais 6 m³/s; Atibainha permanecendo com os 5 m³/s; e Jaguari/Jacareí sendo mantido nos atuais 1,25 m³/s.

Por fim, houve a discussão sobre as reuniões presenciais 2022 e 2023, que estabeleceu a realização da 234ª reunião ordinária por videoconferência (em 05 de outubro de 2022), e também em 05 de dezembro de 2022 (235ª reunião ordinária),e a realização de uma reunião presencial em Jundiaí (anfiteatro do Parque da Cidade), em 07 de novembro de 2022 (236ª reunião ordinária). A próxima reunião da CT-MH ocorrerá por meio de videoconferência em 5 de outubro de 2022.

CT-PL e CT-PB realizam reunião extraordinária conjunta

Encontro serviu para apreciar três minutas de deliberação referentes ao PAP-PCJ, Relatório de Situação 2022 e PA/PI

2 de setembro de 2022

A atualização do Plano de Aplicação Plurianual das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PAP-PCJ) 2021-2025, para o período 2023 a 2025 foi um dos assuntos tratados na 11ª Reunião Extraordinária Conjunta das Câmaras Técnicas de Planejamento e do Plano de Bacias (CT-PL e CT-PB). O encontro ocorreu nesta sexta-feira, dia 2 de setembro, por meio de videoconferência. Na ocasião, foi realizada também a 86ª Reunião Ordinária da CT-PL.

Quanto ao PAP-PCJ, a minuta de deliberação foi aprovada pelos membros dos Comitês PCJ. O documento traz ajustes necessários decorrentes de situações que ocorreram em 2021, principalmente em relação à regularização dos pagamentos da Sabesp e liberação de parcela do “incontroverso” em acordo entre ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Sabesp e Agência das Bacias PCJ, relacionado ao pagamento da Cobrança Federal. O “incontroverso” é a parte que não foi contestada judicialmente. O saldo previsto é de cerca de R$ 53 milhões nos próximos três anos.

Diante da necessidade de adequação do PAP em razão da previsibilidade de novos recursos, André Navarro, secretário executivo do CBH-PCJ e PCJ FEDERAL, considerou o momento muito importante. “Tivemos nos últimos anos um cenário de incertezas sobre o recebimento da cobrança dos valores da cobrança federal que eram devidos pela transposição do Sistema Cantareira. Naquele momento optou-se por adotar uma posição mais conservadora, e não prever essas receitas que, àquela época, ainda eram incertas. E em razão da liberação dos recursos que eram devidos, se fez necessária uma proposta de elaboração do PAP, especialmente para distribuição desses recursos para os anos de 2023 a 2025, agora na certeza dos recursos que serão recebidos”, afirmou.

O diretor presidente da Agência PCJ, Sergio Razera também comentou o ingresso financeiro e sua gestão. “Este é um assunto dos mais relevantes (a revisão do PAP), tendo em vista a atualização da situação com a Sabesp, nosso maior pagador e usuário. Felizmente, conseguimos contornar a situação e este é o momento dos Comitês dizerem onde aplicar os recursos. Agora, mais do que nunca, com base no contrato de gestão com a ANA, todas as ações previstas no PAP têm um acompanhamento de diversos segmentos da ANA – auditoria, gestão – quanto a efetiva contração, resultados que essas contratações estão ocasionando nos corpos d’água etc. Tudo deve ser feito, portanto, com muita parcimônia e responsabilidade. Saliento a grande quantidade de ações que terá que ser contratada e desenvolvida e que toda a Agência PCJ está muito empenhada para a implementação do Plano de Bacias e o PAP, bem como dos benefícios consequentes dessas ações”, disse.

Ivens de Oliveira, diretor administrativo e financeiro da Agência PCJ avaliou como ‘desafiadora’ a nova versão do PAP. “Fizemos uma avaliação muito detalhada do Plano de Bacias e suas prioridades. Essa nova versão do PAP fez com que nós tenhamos que prever os desembolsos para os próximos anos e consequentemente, a disponibilidade de recursos que temos em caixa. Certamente, nas futuras reuniões, discutiremos a adequação das metas do Contrato de Gestão no que se refere a desembolso, em virtude do novo cenário, visto que o ingresso expressivo de recursos impacta nos indicadores do contrato de gestão que até então haviam sido pactuados num cenário muito conservador e com menos recursos”, avaliou.

Na reunião conjunta, os participantes também aprovaram as minutas de deliberação que tratam do “Relatório de Situação dos Recursos Hídricos das Bacias PCJ 2022 – Ano Base 2021” e da atualização do Plano de Ação e Programa de Investimentos (PA/PI) para a gestão dos recursos hídricos nas Bacias PCJ, para o quadriênio 2020 a 2023.

86ª CT-PL

Outros sete itens de pauta foram apreciados na 86ª Reunião Ordinária da CT-PL. Entre eles, a minuta de deliberação que indica empreendimento referente ao Edital Programa II – PSA (Programa de Serviços Ambientais). O empreendimento em questão é a contratação de uma Unidade Coordenadora de Execução no âmbito do Programa Produtor de Água no Cantareira (Piracaia-SP). O tomador é a prefeitura de Piracaia. O valor global é de R$ 306.856. 

O grupo também discutiu sobre o cronograma e regras para seleção de empreendimentos de Demanda Priorizada visando à indicação para obtenção de financiamento com recursos da Cobrança PCJ Paulista pelo uso dos recursos hídricos e da CFURH, referente ao orçamento de 2023.

Foi analisada Proposta de alterações no Estatuto do CBH-PCJ e no Regimento do PCJ FEDERAL, além do calendário, regras, edital com procedimentos eleitorais e criação de Comissão Eleitoral referentes ao processo eleitoral do CBH-PCJ e do PCJ FEDERAL, para o mandato 2023-2025.

No encontro, ainda foram debatidas as diretrizes para realização de reuniões presenciais dos Comitês PCJ e criado um Grupo de Trabalho para a elaboração de proposta de regulamentação para a distribuição de recursos financeiros na modalidade de financiamento reembolsável, o GT-Financiamento Reembolsável. O grupo deverá ser formado por Alexandre Vilella (Fiesp); Francisco Lahóz (Consórcio PCJ); Hugo Piffer (Assemae); Mateus Arantes (Prefeitura de Louveira); André Elia (Unica); Cecília de Barros Aranha (Inevat); Rodrigo Hajjar (Fórum das Américas); Raquel Metzner (IPSA-C); além das equipes da Agência das Bacias PCJ e da Secretaria Executiva dos Comitês PCJ.

Ao final da reunião, ainda foi apresentada uma proposta de encaminhamento conjunto (Consórcio PCJ, Comitês PCJ e ARES PCJ) do programa de investimentos do Plano das Bacias PCJ aos candidatos nestas eleições de 2022. O documento será analisado pelas diretorias dos Comitês PCJ.

Todas as minutas de deliberação aprovadas nas duas reuniões desta sexta-feira serão votadas na 26ª Reunião Extraordinária dos Comitês PCJ (CBH-PCJ, PCJ FEDERAL e CBH-PJ1), no dia 4 de outubro.

GT-Previsão aponta para chegada de frente fria sem chuvas na região

Massa de ar frio chegará ao estado de São Paulo a partir de 5 de setembro

de setembro de 2022

Na quinta-feira, 1º de setembro de 2022, foi realizada a 14ª Reunião do GT-Previsão Hidrometeorológica (CT-MH). No encontro, promovido por meio de videoconferência, os membros foram apresentados aos indicadores de tempo e clima e debateram a questão com foco na área de abrangência das Bacias PCJ.

Tal como foi comunicado na reunião mensal anterior, José Antônio Mercanti informou que os mapas de satélite indicam uma provável frente fria entrando pelo sul do país em direção às Bacias PCJ. Segundo o Simepar, observa-se um ‘cavado’ que vai caminhar em direção ao Paraná e São Paulo. Quanto a previsão de chuvas, poucos milímetros previstos para o dia 6. Uma frente fria entra na região das Bacias PCJ perto do dia 5 de setembro. Previsão acumulada de chuva de 6mm a partir de 6 de setembro.

Quanto às chuvas, segundo Mercanti, a Universidade de Columbia indica os meses de setembro, outubro e novembro com registros abaixo da média. Idem para outubro, novembro e dezembro. Depois disso, no trimestre que compreende novembro, dezembro e janeiro o volume de chuvas já volta a ficar dentro da média. Quanto ao CPTEC, os indicadores de chuva estão abaixo da média. “Não temos bons prognósticos pelos próximos meses”, salientou Mercanti.

Com relação ao volume pluviométrico no Rio Jaguari, no posto situado à rodovia SP-322, a média climatológica anual é de 1.377mm, sendo que em 2014, no auge da crise hídrica o índice atingido foi de 1.022mm. Por sua vez, o acumulado entre setembro de 2021 e agosto de 2022, ficou em 771 mm. A precipitação pluviométrica média em outros 10 pluviômetros da região também entre setembro de 2021 e agosto de 2022 ficou em 984mm.

No Sistema Cantareira o índice de reserva em 31 de agosto de 2022 era de 45%. Há exatamente um ano, em 31 de agosto de 2021, o índice era de 44%. De acordo com a Sabesp, o nível dos reservatórios da Grande São Paulo, sem a reserva técnica são os seguintes: Cantareira 981 hm³; Alto Tietê 560 hm³; Guarapiranga 171 hm³; Rio Grande 112 hm³; São Lourenço 89 hm³; Alto Cotia 17 hm³; Rio Claro 14 hm³.

Na mesma reunião, Jorge Mercanti apresentou os dados de precipitação pluviométrica sobre o Sistema Cantareira. A média climatológica anual é de 1.543mm. No ano de 2014, um dos ciclos em que a situação de seca ficou em condições mais agravadas, a precipitação pluviométrica no Sistema Cantareira foi de 964mm. A título de comparação, no período de 12 meses, entre setembro de 2021 e agosto de 2022, esta mesma região registrou 1.090 mm de precipitação pluviométrica.

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