| Mês: agosto de 2026

Encontro Técnico reuniu especialistas em Jundiaí (SP) para discutir tecnologias, critérios de medição e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento

A importância da medição adequada do consumo de água como instrumento para o controle e a redução de perdas foi destaque no Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”, realizado nesta quinta-feira (13), na DAE Jundiaí. Promovido pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, da Ares-PCJ e do Consórcio PCJ, o evento reuniu representantes de municípios, prestadores de serviços de saneamento, empresas e instituições ligadas ao setor.

Durante o encontro, os participantes acompanharam três palestras que abordaram diferentes aspectos da hidrometria. Rodrigo Leitão, da Ares-PCJ, apresentou “A Hidrometria no olhar da Regulação, critérios e normativas”, destacando a importância da medição e os critérios utilizados pela agência reguladora na fiscalização. Na sequência, Marcelo Costa, da DAE Jundiaí, abordou “A substituição de hidrômetros no olhar do prestador”, trazendo a experiência do serviço de saneamento. Já Aparecida Daniela de Oliveira, da Saga Medição, apresentou “A tecnologia dos medidores e a normatização dos hidrômetros”, com informações sobre diferentes tecnologias disponíveis e os aspectos relacionados à sua utilização. A programação foi encerrada com uma rodada de perguntas e discussões entre palestrantes e participantes.

Para o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, o encontro teve como principal contribuição apresentar diferentes perspectivas sobre a medição e mostrar que a escolha adequada do hidrômetro é fundamental para garantir dados confiáveis e contribuir para o controle das perdas. “Os três palestrantes trouxeram para nós visões diferentes: a visão do regulador, do prestador do serviço e do fabricante. A ideia foi mostrar o que cada um pode agregar quanto ao serviço de medição, ao controle e à redução de perdas”, explicou.

Segundo Arantes, existem diferentes tecnologias de medidores, e a escolha deve considerar o perfil de consumo de cada usuário. “O hidrômetro por si só não vai reduzir as perdas, mas ele vai ser um dos grandes instrumentos para poder ter a medição e o dado correto”, afirmou.

O coordenador também destacou que a CT-SA pretende avançar na discussão sobre o dimensionamento adequado dos hidrômetros para diferentes perfis de consumo. Para ele, além de contribuir para a sustentabilidade financeira dos serviços de saneamento, uma medição mais precisa pode ajudar a reduzir a necessidade de captação de água nos mananciais. “Não dá para eu falar em momento algum que é razoável uma bacia como a nossa ter mais de 30% de perdas. Estamos numa bacia de estresse hídrico e precisamos sempre economizar essa água”, ressaltou.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou que trazer a hidrometria para o âmbito dos Comitês de Bacias amplia a discussão sobre perdas, que deixa de ser apenas uma questão relacionada aos serviços de saneamento e passa a ser também uma questão de gestão dos recursos hídricos. “Essa água que o município perde dentro do sistema de abastecimento é água que estava lá no manancial. Quando trazemos esse assunto aos Comitês, trazemos também para o âmbito da gestão de recursos hídricos”, explicou.

De acordo com Denis, o controle das perdas pode gerar impactos positivos em diferentes instrumentos de gestão utilizados pelos Comitês PCJ. “Quando você faz esse controle, toda a sociedade ganha, toda a natureza ganha, porque você acaba diminuindo impactos tanto no sistema de outorgas quanto no sistema de cobrança”, afirmou.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a discussão sobre a hidrometria representa mais um passo dentro das ações desenvolvidas pelos Comitês PCJ para aumentar a eficiência no uso da água. “Ser mais eficiente é cuidar daquela água que já foi retirada do rio, já foi bombeada e já foi tratada, mas que não chega às nossas casas por conta de perdas na rede de distribuição”, destacou.

Sergio também ressaltou que a medição correta beneficia tanto os consumidores quanto os prestadores de serviços. “Medir corretamente é um direito do cidadão, um direito do consumidor e uma boa medida também para a empresa, porque ela vai cobrar exatamente aquilo que o cidadão usou”, afirmou.

Segundo ele, a troca de experiências e a disseminação de conhecimento são fundamentais para que os serviços de saneamento avancem na eficiência. “Precisamos melhorar a eficiência dos serviços de saneamento, não só do PCJ, mas do Brasil inteiro, mas especialmente do PCJ, para ser mais eficiente na água que retira lá do rio e trata para chegar nas nossas casas”, completou.

Combate às perdas

O combate às perdas de água é uma das frentes de atuação dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ. A redução dos volumes perdidos nos sistemas de abastecimento contribui diretamente para a segurança hídrica das Bacias PCJ, uma vez que permite atender às demandas da população utilizando de forma mais eficiente a água já captada dos mananciais.

Entre 1994 e 2023, os Comitês PCJ investiram mais de R$ 380 milhões em 188 obras voltadas à redução das perdas nas redes de abastecimento, por meio de repasses de recursos das cobranças PCJ Paulista e Federal e da CFURH (Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos) somados às contrapartidas dos tomadores. Atualmente, o índice médio de perdas no sistema nas Bacias PCJ é de aproximadamente 30%, e a meta estabelecida pelo Plano das Bacias PCJ 2020-2035 é reduzir esse percentual para entre 25% até 2035.

Além dos investimentos em obras, os Comitês PCJ vêm apoiando iniciativas voltadas à modernização da gestão dos sistemas de abastecimento, como o projeto Giswater, que utiliza informações geográficas para integrar dados técnicos, apoiar o planejamento operacional e contribuir para a redução das perdas de água.

Para os Comitês PCJ, o aprimoramento da medição, aliado ao uso de dados e novas tecnologias, representa uma estratégia importante para aumentar a eficiência dos sistemas, reduzir desperdícios e preservar a disponibilidade hídrica nas Bacias PCJ.

Nesse contexto, o aprimoramento da hidrometria, a escolha adequada dos equipamentos e o uso de tecnologias capazes de fornecer dados mais precisos são estratégias que podem contribuir para a identificação de perdas, a melhoria da gestão dos sistemas e a redução da necessidade de novas captações. O Encontro Técnico da CT-SA serviu para reforçar a importância da integração entre reguladores, prestadores de serviços, fabricantes e gestores de recursos hídricos para o desenvolvimento de soluções que aumentem a eficiência dos sistemas de abastecimento e contribuam para a conservação dos recursos hídricos nas Bacias PCJ.

Encontro Técnico reuniu especialistas em Jundiaí (SP) para discutir tecnologias, critérios de medição e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento

A importância da medição adequada do consumo de água como instrumento para o controle e a redução de perdas foi destaque no Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”, realizado nesta quinta-feira (13), na DAE Jundiaí. Promovido pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, da Ares-PCJ e do Consórcio PCJ, o evento reuniu representantes de municípios, prestadores de serviços de saneamento, empresas e instituições ligadas ao setor.

Durante o encontro, os participantes acompanharam três palestras que abordaram diferentes aspectos da hidrometria. Rodrigo Leitão, da Ares-PCJ, apresentou “A Hidrometria no olhar da Regulação, critérios e normativas”, destacando a importância da medição e os critérios utilizados pela agência reguladora na fiscalização. Na sequência, Marcelo Costa, da DAE Jundiaí, abordou “A substituição de hidrômetros no olhar do prestador”, trazendo a experiência do serviço de saneamento. Já Aparecida Daniela de Oliveira, da Saga Medição, apresentou “A tecnologia dos medidores e a normatização dos hidrômetros”, com informações sobre diferentes tecnologias disponíveis e os aspectos relacionados à sua utilização. A programação foi encerrada com uma rodada de perguntas e discussões entre palestrantes e participantes.

Para o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, o encontro teve como principal contribuição apresentar diferentes perspectivas sobre a medição e mostrar que a escolha adequada do hidrômetro é fundamental para garantir dados confiáveis e contribuir para o controle das perdas. “Os três palestrantes trouxeram para nós visões diferentes: a visão do regulador, do prestador do serviço e do fabricante. A ideia foi mostrar o que cada um pode agregar quanto ao serviço de medição, ao controle e à redução de perdas”, explicou.

Segundo Arantes, existem diferentes tecnologias de medidores, e a escolha deve considerar o perfil de consumo de cada usuário. “O hidrômetro por si só não vai reduzir as perdas, mas ele vai ser um dos grandes instrumentos para poder ter a medição e o dado correto”, afirmou.

O coordenador também destacou que a CT-SA pretende avançar na discussão sobre o dimensionamento adequado dos hidrômetros para diferentes perfis de consumo. Para ele, além de contribuir para a sustentabilidade financeira dos serviços de saneamento, uma medição mais precisa pode ajudar a reduzir a necessidade de captação de água nos mananciais. “Não dá para eu falar em momento algum que é razoável uma bacia como a nossa ter mais de 30% de perdas. Estamos numa bacia de estresse hídrico e precisamos sempre economizar essa água”, ressaltou.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou que trazer a hidrometria para o âmbito dos Comitês de Bacias amplia a discussão sobre perdas, que deixa de ser apenas uma questão relacionada aos serviços de saneamento e passa a ser também uma questão de gestão dos recursos hídricos. “Essa água que o município perde dentro do sistema de abastecimento é água que estava lá no manancial. Quando trazemos esse assunto aos Comitês, trazemos também para o âmbito da gestão de recursos hídricos”, explicou.

De acordo com Denis, o controle das perdas pode gerar impactos positivos em diferentes instrumentos de gestão utilizados pelos Comitês PCJ. “Quando você faz esse controle, toda a sociedade ganha, toda a natureza ganha, porque você acaba diminuindo impactos tanto no sistema de outorgas quanto no sistema de cobrança”, afirmou.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a discussão sobre a hidrometria representa mais um passo dentro das ações desenvolvidas pelos Comitês PCJ para aumentar a eficiência no uso da água. “Ser mais eficiente é cuidar daquela água que já foi retirada do rio, já foi bombeada e já foi tratada, mas que não chega às nossas casas por conta de perdas na rede de distribuição”, destacou.

Sergio também ressaltou que a medição correta beneficia tanto os consumidores quanto os prestadores de serviços. “Medir corretamente é um direito do cidadão, um direito do consumidor e uma boa medida também para a empresa, porque ela vai cobrar exatamente aquilo que o cidadão usou”, afirmou.

Segundo ele, a troca de experiências e a disseminação de conhecimento são fundamentais para que os serviços de saneamento avancem na eficiência. “Precisamos melhorar a eficiência dos serviços de saneamento, não só do PCJ, mas do Brasil inteiro, mas especialmente do PCJ, para ser mais eficiente na água que retira lá do rio e trata para chegar nas nossas casas”, completou.

Combate às perdas

O combate às perdas de água é uma das frentes de atuação dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ. A redução dos volumes perdidos nos sistemas de abastecimento contribui diretamente para a segurança hídrica das Bacias PCJ, uma vez que permite atender às demandas da população utilizando de forma mais eficiente a água já captada dos mananciais.

Entre 1994 e 2023, os Comitês PCJ investiram mais de R$ 380 milhões em 188 obras voltadas à redução das perdas nas redes de abastecimento, por meio de repasses de recursos das cobranças PCJ Paulista e Federal e da CFURH (Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos) somados às contrapartidas dos tomadores. Atualmente, o índice médio de perdas no sistema nas Bacias PCJ é de aproximadamente 30%, e a meta estabelecida pelo Plano das Bacias PCJ 2020-2035 é reduzir esse percentual para entre 25% até 2035.

Além dos investimentos em obras, os Comitês PCJ vêm apoiando iniciativas voltadas à modernização da gestão dos sistemas de abastecimento, como o projeto Giswater, que utiliza informações geográficas para integrar dados técnicos, apoiar o planejamento operacional e contribuir para a redução das perdas de água.

Para os Comitês PCJ, o aprimoramento da medição, aliado ao uso de dados e novas tecnologias, representa uma estratégia importante para aumentar a eficiência dos sistemas, reduzir desperdícios e preservar a disponibilidade hídrica nas Bacias PCJ.

Nesse contexto, o aprimoramento da hidrometria, a escolha adequada dos equipamentos e o uso de tecnologias capazes de fornecer dados mais precisos são estratégias que podem contribuir para a identificação de perdas, a melhoria da gestão dos sistemas e a redução da necessidade de novas captações. O Encontro Técnico da CT-SA serviu para reforçar a importância da integração entre reguladores, prestadores de serviços, fabricantes e gestores de recursos hídricos para o desenvolvimento de soluções que aumentem a eficiência dos sistemas de abastecimento e contribuam para a conservação dos recursos hídricos nas Bacias PCJ.

Assunto foi apresentado por coordenador de Sistemas de Informação da Agência das Bacias PCJ, na 112ª Reunião Ordinária

12 de agosto de 2026

A Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água na Indústria (CT-Indústria) realizou, no dia 12 de agosto, sua 112ª Reunião Ordinária, por videoconferência. Entre os assuntos discutidos estiveram a situação da Rede Telemétrica PCJ e o processo de Revisão do Plano das Bacias PCJ 2020 a 2035. As apresentações foram conduzidas por Eduardo Cuoco Léo, coordenador de Sistemas de Informação da Agência das Bacias PCJ.

O primeiro tópico abordado por Léo foi a Rede de Monitoramento de Águas Superficiais das Bacias PCJ. Ele detalhou o histórico, desde 1930, com a rede manual no estado de São Paulo, até 2025, com o contrato FEHIDRO para aquisição de novas estações automáticas de monitoramento e o contrato de manutenção da rede de monitoramento qualiquantitativo (CT nº 031/2025).

Falou também sobre os principais usos do sistema de monitoramento, com destaque para o embasamento das discussões e tomadas de decisão da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH); a operação do Sistema Cantareira e os serviços de saneamento, especialmente a jusante do Sistema Cantareira; o acompanhamento da Sala de Situação; a emissão de alertas para a SP-Águas, referentes a postos com riscos de cheias; a supervisão de usos automonitorados (SIDECC-R); e a emissão de boletins hidrológicos (a cada 12 horas), quantitativos (diários e mensais) e integrados de quantidade e qualidade (mensais). Os dados também subsidiam o Plano de Ação para o Rio Piracicaba, servem como base para a operação com restrição de uso e para o planejamento de outorgas, alimentam o SSD PCJ e servem para disponibilização pública dos dados. 

Apresentou a Rede Telemétrica PCJ, que conta com 37 estações automáticas de quantidade, em parceria com a SP-Águas, com previsão de instalação de mais duas estações para monitoramento de chuvas e vazões. Também apresentou a rede automática de qualidade PCJ, com cinco estações automáticas, em parceria com a CETESB, com previsão de instalação de mais três estações. Para a divulgação dos dados, é utilizado o Sistema Integrado de Monitoramento de Qualidade das Águas do Estado de São Paulo (SIMQUA).

Detalhou como estão sendo realizados os serviços de operação e manutenção das estações, por meio do Contrato nº 031/2025, celebrado em 2025 entre a Fundação Agência das Bacias PCJ e a Universidade de São Paulo/Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (USP/FCTH), visando a manutenção e o aprimoramento do sistema de monitoramento hidrológico nas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Os serviços prestados no contrato são: operação e manutenção da rede telemétrica quantitativa; medição de vazão, atualização da curva-chave, levantamento de seção transversal e nivelamento topográfico; operação e manutenção da rede telemétrica de monitoramento de qualidade; transmissão e gerenciamento de dados quantitativos e qualitativos; operação de sistema automatizado para a geração de alertas contra inundações; fornecimento de dados do radar meteorológico; monitoramento por imagem; e apoio à operação da Sala de Situação PCJ.

Entre os desafios citados pelo coordenador estão a integração entre sistemas e instituições diferentes; o alto custo para que a manutenção periódica seja assegurada; a adequação dos locais para instalação e segurança dos equipamentos; a estruturação de uma rede de colaboradores diversos; e a elaboração de um plano de monitoramento qualiquantitativo das águas subterrâneas das Bacias PCJ.

Outro assunto abordado foi a Revisão do Plano das Bacias PCJ 2020 a 2035, com detalhamento sobre a importância da revisão, o cronograma, que prevê a aprovação pelos Comitês PCJ até meados de 2028, e os atores envolvidos na elaboração do Termo de Referência. Entre as premissas da revisão estão a avaliação dos programas vigentes e a criação de novos programas (atualização do Plano de Ações e dos recursos financeiros); evitar excessos nas etapas de diagnóstico e prognóstico (legado do PBH vigente); a modernização e o aprimoramento da modelagem no SSD PCJ; a implementação de propostas da USP, baseadas no Plano de Ação vigente (modelagem qualiquantitativa das Bacias PCJ); evitar retrocessos nas metas estabelecidas para o setor de saneamento, sendo que necessidades pontuais de melhorias deverão ser aprovadas no âmbito dos Comitês PCJ, com foco no alcance das metas; manter a abordagem vigente para a vazão de referência (foco: Q7,10); manter a meta final de enquadramento; considerar, para o Cantareira, as regras operacionais vigentes ou equivalentes em termos de disponibilidade hídrica; e atualizar o balanço hídrico do SAR em razão dos estudos publicados.

Sobre os produtos previstos, Léo detalhou a entrega de nove produtos, cuja aprovação será conjunta com os Comitês PCJ, bem como o conteúdo previsto para cada um deles. Entre os produtos estão o Plano de Trabalho; a consolidação das análises sobre a situação e a gestão dos recursos hídricos da bacia; a estruturação de novos programas de investimentos; a atualização do Plano de Ações e Investimentos, de acordo com a metodologia de priorização e eventuais ajustes na ordem de priorização de municípios e áreas de contribuição; a proposta de enquadramento e o Programa de Efetivação do Enquadramento (PEE) dos corpos hídricos da porção mineira das Bacias PCJ, com definição dos indicadores de acompanhamento; o PBH PCJ atualizado e o sumário executivo; o Manual Operativo para o acompanhamento do Plano de Ações atualizado (MOP Gestão); o Manual Operativo para o acompanhamento da proposta de efetivação dos enquadramentos nos corpos hídricos da porção mineira das Bacias PCJ (MOP Enquadramento); e a base de dados.

O edital está na fase de abertura dos envelopes, e a previsão é fechar o contrato ainda em 2026, para conclusão do processo de revisão em 2028.

Também na reunião, Jorge Antonio Mercanti fez um breve relato da situação do Sistema Cantareira e das Bacias PCJ, com informações sobre a precipitação pluviométrica da EMS Replan, que registrou chuvas abaixo da média nos últimos meses; a estação pluviométrica do Sistema Cantareira, que também registrou chuvas abaixo da média; e o nível histórico do Cantareira.

A próxima reunião da CT-Indústria (113ª) está agendada para o dia 7 de outubro, às 9h, por videoconferência.

 Outras importantes minutas de deliberação também foram aprovadas pela Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ, entre elas a que institui um chamamento público para financiar ações de proteção de mananciais com recursos da Cobrança PCJ Federal

O investimento de cerca de R$ 9,5 milhões da Cobrança PCJ Paulista em empreendimentos de cinco municípios das Bacias PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) foi um dos principais temas da 100ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL), realizada nesta quinta-feira, 6 de agosto, por videoconferência. Outras importantes minutas de deliberação também foram discutidas e aprovadas durante o encontro. Os documentos seguirão para votação final na Plenária dos Comitês PCJ, marcada para o dia 27 de agosto, no Clube Mogiano, em Mogi Mirim (SP).

Na abertura da reunião, o secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a marca histórica alcançada pela CT-PL, que realizou sua 100ª reunião ordinária desde a instalação do CBH-PCJ, em 1993. “É um momento histórico, de júbilo. Uma conquista de todos. Principalmente do pessoal que está desde o começo da criação dos Comitês. Uma homenagem especial também aos que estão chegando e a todos que fazem parte dessa longa trilha”, declarou.

O diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, também ressaltou a importância da trajetória da câmara técnica. “Que coisa boa. Muita coisa produzida, muito conhecimento, muitos desafios e muitas soluções. Nosso Comitê PCJ funciona porque tem todos vocês juntos com a gente. Se não fosse assim, não avançaríamos. Parabéns e força”, afirmou.

Investimentos em saneamento

Os cinco empreendimentos indicados pelos Comitês PCJ para receber financiamento da Cobrança PCJ Paulista, por meio do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), somam investimento global de aproximadamente R$ 11,5 milhões, sendo cerca de R$ 9,5 milhões provenientes da Cobrança PCJ Paulista e R$ 2 milhões de contrapartida dos tomadores: as prefeituras de Bragança Paulista, Pedreira, Piracicaba e São Pedro, além do Departamento de Água e Esgoto de Valinhos (DAEV S.A.).

Nos quatro primeiros municípios dessa lista, os recursos serão destinados à elaboração de Planos Diretores de Macrodrenagem e/ou Manejo de Águas Pluviais. Em Valinhos, o investimento será aplicado em ações de combate às perdas de água, incluindo substituição de redes de cimento-amianto, setorização e implantação de macromedidor no Jardim Pinheiros. Confira a tabela com a lista de empreendimentos neste link.

Na mesma reunião, os membros da CT-PL aprovaram os novos valores máximos de investimento para o orçamento de 2027 do Fehidro (CFURH e Cobrança PCJ Paulista), conforme proposta da Agência das Bacias PCJ.

A partir de 2027, os valores máximos de repasse por tomador passarão a ser de R$ 12 milhões para obras, serviços e equipamentos na modalidade reembolsável e de R$ 8 milhões na modalidade não reembolsável. Para estudos, planos e projetos, permanece o limite máximo de R$ 1,5 milhão. A Agência das Bacias PCJ estima disponibilidade superior a R$ 70 milhões em recursos da Cobrança PCJ Paulista para o próximo exercício.

Proteção de mananciais

Também foi aprovada a minuta de deliberação que institui o Ato Convocatório do Chamamento Público de Projetos nº 01/2026, voltado à proteção e conservação dos recursos hídricos, para execução em 2027.

A decisão final caberá à Plenária dos Comitês PCJ, que definirá se haverá contrapartida financeira dos municípios participantes e, em caso positivo, qual será o percentual exigido. O investimento será realizado com recursos da Cobrança PCJ Federal.

As ações previstas buscam promover a recuperação, conservação e proteção dos mananciais das Bacias PCJ, contribuir para o cumprimento das metas do Caderno Temático de Uso da Água e do Solo no Meio Rural e Recomposição Florestal do Plano das Bacias PCJ 2020-2035 e incentivar iniciativas de adequação ambiental, restauração florestal, saneamento rural em áreas estratégicas e pagamento por serviços ambientais.

O período de inscrições está previsto entre 8 de setembro e 11 de dezembro de 2026, enquanto a assinatura dos contratos deverá ocorrer em outubro de 2027, após a conclusão do processo seletivo.

Protocolo de Monitoramento da Governança das Águas

A CT-PL também apreciou a proposta de adesão dos Comitês PCJ ao Protocolo de Monitoramento da Governança das Águas, apresentada por Ângelo Lima, secretário-executivo do Observatório de Governança das Águas (OGA).

A adesão tem como objetivo fortalecer o acompanhamento da governança dos recursos hídricos por meio de indicadores voltados ao aprimoramento da gestão integrada, participativa e descentralizada.

A coleta, organização e acompanhamento das informações ficarão sob responsabilidade das coordenações das câmaras técnicas dos Comitês PCJ, que também deverão acompanhar a aplicação dos indicadores e o desenvolvimento do processo de monitoramento. A formalização da adesão está prevista para a reunião plenária de 27 de agosto.

Regimento das câmaras técnicas, processo eleitoral e GT-Empreendimentos

A 100ª reunião da CT-PL também debateu temas relacionados ao funcionamento interno dos Comitês PCJ. Na ocasião, foram ratificadas as normas do Regimento Geral das Câmaras Técnicas, reforçando a segurança jurídica para o funcionamento dos colegiados. A consulta a toda a legislação interna pode ser feita neste link.

Também foi discutida a minuta que estabelece o calendário, o edital, as regras do processo eleitoral e a criação da Comissão Eleitoral para a eleição do CBH-PCJ e do PCJ FEDERAL, mandato 2027-2029. A formação da comissão foi iniciada na CT-PL e será concluída durante a plenária. Conforme deliberação recente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, os mandatos passarão a ter quatro anos a partir de 2029. O processo eleitoral atual, entretanto, seguirá com mandato de dois anos.

Também foram apreciados o referendo de pareceres técnicos emitidos pelo GT-Empreendimentos e a atualização das regras de organização, atribuições e fluxo de trabalho do grupo.

Edital de patrocínios

Ao final da reunião, a CT-PL aprovou a abertura de um edital de seleção de patrocínios para 2027, com orçamento de R$ 315 mil. Do total, R$ 80 mil serão destinados a eventos e iniciativas selecionados por edital, enquanto R$ 235 mil serão direcionados a ações promovidas por instituições do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), como o CNRH, conselhos estaduais, órgãos gestores, comitês de bacias, a ANA e agências de água.

Os membros também aprovaram cotas de patrocínio para o Encob 2026 (Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas), que será realizado em dezembro, em Fortaleza (CE), e para o II Fórum Latino-Americano da Água, previsto para o fim de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

Reunião abordou a situação do Sistema Cantareira, o monitoramento das chuvas e vazões, a qualidade da água e as perspectivas hidrológicas para os próximos meses

5 de agosto de 2026

Na manhã do dia 5 de agosto, a Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ realizou sua 282ª Reunião Ordinária por videoconferência. O encontro teve como foco temas estratégicos para a gestão dos recursos hídricos, como a situação dos mananciais e do Sistema Cantareira, as ocorrências registradas em julho, a apresentação da Sala de Situação PCJ, os dados de chuvas e vazões referentes a julho de 2026 e as perspectivas para os próximos meses. A reunião foi conduzida pelo 2º coordenador-adjunto da CT-MH, Luis Filipe Rodrigues, com o apoio do 1º coordenador-adjunto, Paulo Tinel. 

Foi informado que o Sistema Cantareira continua operando na faixa de alerta em agosto, registrando 36,7% de volume útil em 31 de julho, uma redução em relação aos 39,9% observados em 30 de junho. A Sabesp mantém autorização para retirar até 27 m³/s do sistema, conforme a Resolução Conjunta nº 925, de 2017. 

Em relação às ocorrências de qualidade da água, foi relatado que a BRK Sumaré comunicou, em 13 de julho, a detecção de odor fenólico e variações na concentração de nitrogênio amoniacal na captação de Paulínia, registradas nos dias 12 e 13 de julho. Também foi informado que não houve necessidade de interromper a produção de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) 2. 

Na sequência, Carlos Henrique de Souza, da SP Águas, apresentou os dados pluviométricos e fluviométricos de julho. Das 24 estações analisadas, 13 registraram precipitação acima da média histórica e 11 apresentaram índices inferiores à média. O destaque foi o rio Corumbataí, em Piracicaba, que registrou acumulado de 43 mm. 

Também foram detalhados os desvios das vazões médias em relação à série histórica nas bacias monitoradas. O rio Jaguari, em Jaguariúna, apresentou vazão 13,2% abaixo da média, enquanto o rio Atibaia, em Atibaia, registrou vazão 38,1% acima da média histórica. Além disso, foi demonstrado que o volume utilizado pelo Sistema Cantareira em 2026 foi de 24,22 hm³, representando aumento em relação ao mesmo período de 2025. 

Durante a reunião, também foi apresentado o boletim do Comitê de Integração das Agências, com a comparação entre as curvas de contingência e os dados observados. O Sistema Cantareira atingiu 36,69% de volume útil, índice superior aos 34% previstos pela curva de contingência. As médias móveis de vazão mostraram estabilidade na captação ao final do mês, mantendo-se em 25,4 m³/s. 

Jorge Antonio Mercanti apresentou o desempenho das previsões hidrológicas de julho, destacando a eficiência dos modelos em diferentes postos de monitoramento. Também foi abordado o Intervalo de Predição (IP) dos modelos. Na ocasião, a pesquisadora de hidrologia, Danieli Mara Ferreira,  explicou que o aparente paradoxo de Valinhos apresentar melhores indicadores de IP se deve à natureza mais rigorosa do intervalo historicamente construído para aquela bacia, que possui menores erros de calibração. 

Na análise das condições meteorológicas, foi informado que a sucessão de eventos recentes permaneceu concentrada na região sul do país, com a última frente fria provocando impactos marítimos no litoral. 

Jorge Mercanti e Jusevicius também analisaram a ausência de chuvas no estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais, atribuída à estabilidade atmosférica e à permanência de frentes frias sobre o Rio Grande do Sul. Durante a reunião, foi discutida a formação de um ciclone bomba no Rio Grande do Sul, acompanhado de ventos intensos, que deveria se deslocar rapidamente para o oceano. Conforme a avaliação apresentada, os impactos mais severos do fenômeno permanecem restritos ao extremo sul do Brasil, com efeitos secundários limitados nas regiões vizinhas. 

Na análise das imagens de satélite e radar, Mercanti destacou a nebulosidade sobre o Paraná, favorecendo a ocorrência de chuvas naquela região, em contraste com a ausência de precipitações no estado de São Paulo. Jusevicius observou que as formações de nebulosidade vêm apresentando comportamentos distintos entre as regiões Sul e Sudeste, reforçando o cenário de distribuição desigual das chuvas. 

Ao final do encontro, foi informado que a 283ª Reunião Ordinária da CT-MH está agendada para o dia 3 de setembro, às 9h30, de forma presencial, em local ainda a ser definido. 

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