| Mês: julho de 2026

Inovações para ampliar o acesso à água e ao saneamento em áreas rurais foram apresentadas por Anna Luísa Santos, diretora executiva da SDW for All

24 de julho de 2026

Em um contexto em que o meio rural enfrenta desafios muito maiores em relação ao saneamento quando comparado ao ambiente urbano, tecnologias que contribuam para o tratamento de água e para melhorias sanitárias de baixo custo tornam-se fundamentais. Com esse propósito foi criada, em 2015, a SDW for All, empresa que desenvolve soluções para levar água limpa e saneamento a populações em situação de vulnerabilidade, principalmente no Nordeste do Brasil. 

A convite da Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água no Meio Rural (CT-Rural), a cientista Anna Luísa Santos, fundadora e diretora executiva da SDW for All, apresentou o trabalho da empresa durante a 171ª Reunião Ordinária da CT-Rural, realizada em 24 de julho, por videoconferência. Premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), reconhecida pela revista Forbes e há 13 anos dedicada à democratização do acesso à água e ao saneamento, Anna Luísa compartilhou a experiência da empresa no desenvolvimento de tecnologias voltadas às comunidades em situação de vulnerabilidade. 

Anna Luísa iniciou a apresentação explicando o conceito de sistema ultra-frugal. Diferentemente dos sistemas convencionais, desenvolvidos para uma realidade ideal, os sistemas ultra-frugais partem das condições existentes e buscam resolver problemas complexos com soluções simples, de baixo custo, alta durabilidade e adaptadas às realidades locais. 

Na sequência, apresentou a metodologia de atuação da empresa, composta por quatro etapas: diagnóstico, com a identificação das famílias que necessitam das tecnologias e a realização de análises da qualidade da água; treinamento, com ações de educação ambiental e orientações sobre a utilização das soluções; implantação, com a instalação das tecnologias; e monitoramento, por meio de entrevistas e da avaliação dos resultados obtidos após a adoção das soluções. 

A palestrante também detalhou os principais produtos desenvolvidos pela empresa. Entre eles está o Aqualuz, única tecnologia do mundo para tratamento da água de cisternas utilizando apenas a luz solar, com custo mínimo de manutenção, restrito à limpeza com água e sabão, sendo necessária apenas a disponibilidade de luz solar para garantir maior eficiência no tratamento. Também fazem parte das soluções o Aquafiltro, que realiza a ultrafiltração de grandes volumes de água para comunidades; o Aquatorre, destinado ao armazenamento, filtragem e distribuição de água tratada; o Totem, que amplia o acesso remoto à água potável; o Sanuseco, banheiro seco com separação de resíduos; e o Sanutare, sistema voltado ao tratamento coletivo de esgoto e águas cinzas. 

Segundo dados apresentados pela SDW for All, as tecnologias desenvolvidas pela empresa já beneficiaram cerca de 46 mil pessoas e contribuíram para uma redução de 92% nos casos de doenças de veiculação hídrica. Os resultados também refletem na redução dos gastos com tratamentos de saúde, além do aumento da frequência escolar e da assiduidade no trabalho. 

Ao final da apresentação, os membros da CT-Rural esclareceram dúvidas, elogiaram as soluções desenvolvidas pela empresa e destacaram sua importância para a melhoria da qualidade de vida das populações rurais. Também manifestaram interesse em viabilizar parcerias para a implantação e o monitoramento das tecnologias apresentadas na região. 

A próxima reunião ordinária da CT-Rural será realizada no dia 25 de setembro, às 9h30, na Associação de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e Geologia (AERC), em Rio Claro.

Evento da Câmara Técnica de Saneamento reunirá especialistas, gestores e operadores para debater soluções em hidrometria, telemetria e gestão ativa dos sistemas de abastecimento

A busca por soluções capazes de reduzir as perdas de água nos sistemas de abastecimento será o foco do Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”, promovido pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) dos Comitês PCJ, com o apoio da Agência das Bacias PCJ, Ares-PCJ e Consórcio PCJ. O evento será realizado no dia 13 de agosto de 2026, das 9h às 12h15, no Auditório Planeta Água, na sede administrativa da DAE Jundiaí, em Jundiaí (SP).

Voltado a gestores públicos, engenheiros, técnicos de operadoras de saneamento, especialistas do setor, estudantes e demais interessados, o encontro reunirá profissionais para discutir tecnologias e estratégias que contribuem para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento de água, além de apresentar as soluções mais modernas do mercado de micromedição e no controle do consumo de água tratada.

Nas Bacias PCJ, o controle das perdas de água é um dos principais desafios para a gestão dos recursos hídricos. Além de comprometer a eficiência operacional dos serviços de abastecimento, as perdas aumentam a pressão sobre a disponibilidade hídrica da região. Nesse contexto, o evento busca apresentar ferramentas e experiências capazes de auxiliar os municípios e prestadores de serviços na modernização de seus sistemas.

Segundo o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, o encontro foi planejado para disseminar conhecimento técnico e promover a troca de experiências entre os prestadores de serviços de saneamento. “Este encontro tem como objetivo apresentar boas práticas e metodologias para orientar os prestadores de serviços de saneamento das Bacias PCJ sobre quando substituir os hidrômetros e qual tecnologia é a mais adequada para cada perfil de consumidor. Além da capacitação técnica, o evento fortalece a troca de experiências entre os municípios. Ao ampliar e padronizar o conhecimento sobre o combate às perdas de água, os serviços de saneamento ganham eficiência operacional, aumentam sua sustentabilidade financeira e garantem que a água tratada cumpra seu papel social e ambiental, em vez de ser desperdiçada por falhas de medição”, afirma.

A programação contará com painéis dedicados à hidrometria, à aplicação de tecnologias de transmissão de dados, como telemetria e Internet das Coisas (IoT), e à gestão ativa das redes de abastecimento. Os especialistas convidados abordarão critérios técnicos para a escolha do hidrômetro mais adequado a diferentes perfis de consumidores, desde ligações residenciais até grandes usuários industriais, além de apresentar um panorama das tecnologias atualmente disponíveis no mercado.

Outro destaque será a importância do monitoramento em tempo real dos dados de consumo, recurso que tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para identificar vazamentos ocultos, reduzir submedições, detectar fraudes e apoiar a tomada de decisões pelos operadores dos sistemas de abastecimento.

Para o secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, o encontro contribui diretamente para fortalecer a segurança hídrica da região. “As Bacias PCJ são uma região densamente povoada, onde a maior pressão sobre os recursos hídricos decorre da demanda pelo abastecimento público. Nesse contexto, este encontro representa uma importante oportunidade para que especialistas, operadores, gestores públicos, fabricantes e a academia compartilhem conhecimentos e desenvolvam soluções inovadoras para enfrentar um dos principais desafios apontados no Plano das Bacias PCJ: a redução das perdas de água. A hidrometria se mostra uma ferramenta estratégica para a gestão do abastecimento, pois permite monitorar o consumo em tempo real, identificar perdas e fraudes e subsidiar decisões mais precisas. Além disso, a escolha adequada dos equipamentos de medição aumenta a confiabilidade das informações, aprimora a eficiência operacional, reduz a necessidade de captação nos mananciais e fortalece a resiliência hídrica das Bacias PCJ, especialmente nos períodos de estiagem”, destaca.

GRATUITO

O Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas” é gratuito. Para participar, é necessário realizar inscrição pelo link: https://bit.ly/Inscricao_CT-SA2026.

SERVIÇO

Encontro Técnico “ Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”

Data: 13 de agosto de 2026 (quinta-feira)

Horário: das 9h às 12h15

Local: Auditório Planeta Água – sede administrativa da DAE Jundiaí

Endereço: Avenida Alexandre Ludke, 1500 – Vila Bandeirantes – Jundiaí (SP)

Inscrições gratuitas: https://bit.ly/Inscricao_CT-SA2026

Dúvidas: ctsa@comites.baciaspcj.org.br

Informações para a imprensa: comunicapcj@agencia.baciaspcj.org.br

Realização: CT-SA / Comitês PCJ

Apoio: Agência das Bacias PCJ, Ares PCJ e Consórcio PCJ

Programação:

9h00Boas-vindas

9h30Abertura

            DAE Jundiaí;Consórcio PCJ; Agência das Bacias PCJ; Ares PCJ; Comitês PCJ e Câmara Técnica de Saneamento

10:00 – Importância da medição e critérios da agência reguladora na fiscalização – A hidrometria no olhar da Regulação, critérios e normativas                    Rodrigo Leitão (Diretor da Ares-PCJ)

10:50 A substituição de hidrômetros no olhar do prestador –            Marcelo Costa (DAE-Jundiaí)

11:40Perguntas e Discussões

12:15Encerramento

Evento da Câmara Técnica de Saneamento reunirá especialistas, gestores e operadores para debater soluções em hidrometria, telemetria e gestão ativa dos sistemas de abastecimento

A busca por soluções capazes de reduzir as perdas de água nos sistemas de abastecimento será o foco do Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”, promovido pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) dos Comitês PCJ, com o apoio da Agência das Bacias PCJ, Ares-PCJ e Consórcio PCJ. O evento será realizado no dia 13 de agosto de 2026, das 9h às 12h15, no Auditório Planeta Água, na sede administrativa da DAE Jundiaí, em Jundiaí (SP).

Voltado a gestores públicos, engenheiros, técnicos de operadoras de saneamento, especialistas do setor, estudantes e demais interessados, o encontro reunirá profissionais para discutir tecnologias e estratégias que contribuem para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento de água, além de apresentar as soluções mais modernas do mercado de micromedição e no controle do consumo de água tratada.

Nas Bacias PCJ, o controle das perdas de água é um dos principais desafios para a gestão dos recursos hídricos. Além de comprometer a eficiência operacional dos serviços de abastecimento, as perdas aumentam a pressão sobre a disponibilidade hídrica da região. Nesse contexto, o evento busca apresentar ferramentas e experiências capazes de auxiliar os municípios e prestadores de serviços na modernização de seus sistemas.

Segundo o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, o encontro foi planejado para disseminar conhecimento técnico e promover a troca de experiências entre os prestadores de serviços de saneamento. “Este encontro tem como objetivo apresentar boas práticas e metodologias para orientar os prestadores de serviços de saneamento das Bacias PCJ sobre quando substituir os hidrômetros e qual tecnologia é a mais adequada para cada perfil de consumidor. Além da capacitação técnica, o evento fortalece a troca de experiências entre os municípios. Ao ampliar e padronizar o conhecimento sobre o combate às perdas de água, os serviços de saneamento ganham eficiência operacional, aumentam sua sustentabilidade financeira e garantem que a água tratada cumpra seu papel social e ambiental, em vez de ser desperdiçada por falhas de medição”, afirma.

A programação contará com painéis dedicados à hidrometria, à aplicação de tecnologias de transmissão de dados, como telemetria e Internet das Coisas (IoT), e à gestão ativa das redes de abastecimento. Os especialistas convidados abordarão critérios técnicos para a escolha do hidrômetro mais adequado a diferentes perfis de consumidores, desde ligações residenciais até grandes usuários industriais, além de apresentar um panorama das tecnologias atualmente disponíveis no mercado.

Outro destaque será a importância do monitoramento em tempo real dos dados de consumo, recurso que tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para identificar vazamentos ocultos, reduzir submedições, detectar fraudes e apoiar a tomada de decisões pelos operadores dos sistemas de abastecimento.

Para o secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, o encontro contribui diretamente para fortalecer a segurança hídrica da região. “As Bacias PCJ são uma região densamente povoada, onde a maior pressão sobre os recursos hídricos decorre da demanda pelo abastecimento público. Nesse contexto, este encontro representa uma importante oportunidade para que especialistas, operadores, gestores públicos, fabricantes e a academia compartilhem conhecimentos e desenvolvam soluções inovadoras para enfrentar um dos principais desafios apontados no Plano das Bacias PCJ: a redução das perdas de água. A hidrometria se mostra uma ferramenta estratégica para a gestão do abastecimento, pois permite monitorar o consumo em tempo real, identificar perdas e fraudes e subsidiar decisões mais precisas. Além disso, a escolha adequada dos equipamentos de medição aumenta a confiabilidade das informações, aprimora a eficiência operacional, reduz a necessidade de captação nos mananciais e fortalece a resiliência hídrica das Bacias PCJ, especialmente nos períodos de estiagem”, destaca.

GRATUITO

O Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas” é gratuito. Para participar, é necessário realizar inscrição pelo link: https://bit.ly/Inscricao_CT-SA2026.

SERVIÇO

Encontro Técnico “ Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”

Data: 13 de agosto de 2026 (quinta-feira)

Horário: das 9h às 12h15

Local: Auditório Planeta Água – sede administrativa da DAE Jundiaí

Endereço: Avenida Alexandre Ludke, 1500 – Vila Bandeirantes – Jundiaí (SP)

Inscrições gratuitas: https://bit.ly/Inscricao_CT-SA2026

Dúvidas: ctsa@comites.baciaspcj.org.br

Informações para a imprensa: comunicapcj@agencia.baciaspcj.org.br

Realização: CT-SA / Comitês PCJ

Apoio: Agência das Bacias PCJ, Ares PCJ e Consórcio PCJ

Programação:

9h00Boas-vindas

9h30Abertura

            DAE Jundiaí;Consórcio PCJ; Agência das Bacias PCJ; Ares PCJ; Comitês PCJ e Câmara Técnica de Saneamento

10:00 – Importância da medição e critérios da agência reguladora na fiscalização – A hidrometria no olhar da Regulação, critérios e normativas                    Rodrigo Leitão (Diretor da Ares-PCJ)

10:50 A substituição de hidrômetros no olhar do prestador –            Marcelo Costa (DAE-Jundiaí)

11:40Perguntas e Discussões

12:15Encerramento

Iniciativa do Governo de São Paulo foi apresentada por técnico da SP Águas e prevê a elaboração integrada dos planos de bacias e do Plano Estadual de Recursos Hídricos

21 de julho de 2026

O principal item da pauta da 117ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica do Plano de Bacias (CT-PB) foi o Programa IntegraBacias, do Governo do Estado de São Paulo. O encontro, conduzido pela coordenadora Raquel Metzner (IPSA-C), foi realizado nesta terça-feira, 21 de julho, por videoconferência.

O Programa IntegraBacias é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) que busca unificar e integrar o planejamento hídrico no Estado de São Paulo. A proposta conecta os Planos de Bacias Hidrográficas ao Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH), promovendo o alinhamento com as diretrizes federais.

A iniciativa foi apresentada pelo assistente técnico da Agência SP Águas, Regis Rossetto, que explicou que a proposta é realizar uma única licitação para padronizar a elaboração dos Planos de Bacias de 19 Unidades de Gestão de Recursos Hídricos (UGRHs) paulistas e do Plano Estadual. A Semil estima investir R$ 20 milhões no programa. Os recursos são provenientes do Comitê Coordenador do Plano Estadual de Recursos Hídricos (CORHI), relacionados aos repasses da Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos (CFURH).

Segundo Rossetto, a previsão é realizar a licitação no segundo semestre deste ano. O processo está estruturado em sete etapas, que abrangem desde o planejamento e a governança até o monitoramento e a elaboração de sumários executivos.

Durante a discussão, Guilherme Theodoro de Lima, da Prefeitura de Jundiaí, questionou a estrutura da licitação e a capacidade de orçamentação para um projeto de grande escala. Rossetto esclareceu que será realizada uma única licitação para integrar os planos, evitando a descontinuidade metodológica observada em contratações separadas.

“Será uma contratação única, porque é justamente esse problema de haver essas contratações separadas, como vinham acontecendo, por exemplo, um contrato em 2025 e outro contrato em 2027. Essa uniformidade metodológica é perdida”, justificou o representante da SP Águas.

Gaetan Dubois, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), questionou sobre a integração com planos interestaduais. Rossetto confirmou a existência de pactuação e diálogo com órgãos federais e outros estados.

Gonzalo Vazquez, também da ANA, destacou a importância do esforço de integração e mencionou que a construção do termo de referência do Programa IntegraBacias contou com o apoio da Agência Nacional de Águas e busca superar conflitos institucionais.

Vazquez ainda levantou preocupações sobre os riscos de continuidade do projeto e a necessidade de exigir “dedicação exclusiva” dos profissionais-chave, como coordenadores, das empresas contratadas, considerando o número limitado de proponentes qualificados no mercado. A coordenadora da CT-PB e Guilherme Lima corroboraram a dificuldade de encontrar empresas que reúnam competência técnica e conhecimento regional, o que, segundo eles, frequentemente resulta em entregas de baixa qualidade.

Revisão do Plano das Bacias PCJ

Durante a reunião, a analista técnica da Coordenação de Sistema de Informações da Agência das Bacias PCJ, Carolina Silva, apresentou o andamento da revisão do Plano das Bacias PCJ 2020-2035.

Ela explicou que o processo, iniciado no ano anterior, envolveu a publicação do edital, que passou por ajustes após questionamentos e foi republicado. A nova data para abertura dos envelopes da licitação está prevista para 29 de julho, com a expectativa de contratação do serviço ainda este ano. A previsão é que o primeiro produto seja entregue em 2026 e a revisão seja concluída até 2028.

Disponibilidade hídrica nas Bacias PCJ

Durante o encontro virtual, Bartira Elia, representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), convidou os participantes para o evento presencial “Estratégias Complementares para o Aumento da Disponibilidade de Água nas Bacias PCJ”, organizado pelo Ministério Público, por meio do Gaema PCJ, e pela Universidade de São Paulo (USP).

O evento está agendado para o dia 24 de setembro, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). As inscrições podem ser feitas neste link.

Próxima reunião

A 118ª Reunião Ordinária da CT-PB está agendada para o dia 29 de setembro, a partir das 9h30, no Museu da Água de Piracicaba.

Nova edição acompanhará 35 participantes de 20 instituições durante dez meses de formação para atuação nas Câmaras Técnicas e na gestão participativa dos recursos hídricos

Investir na formação de novas lideranças é um dos caminhos para garantir a continuidade da gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos. Com esse propósito, os Comitês PCJ lançaram, na quarta-feira, dia 8 de julho, a terceira edição do programa “Jovem, vem para o PCJ”, iniciativa que irá preparar 35 representantes de 20 instituições para conhecer, na prática, o funcionamento da governança das águas nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e atuar nas atividades das câmaras técnicas.

O evento de abertura foi realizado na sede da Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento), em Americana (SP), reunindo representantes das instituições participantes, membros dos Comitês PCJ, da Agência das Bacias PCJ e convidados.

Coordenado pela Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), com apoio da Agência das Bacias PCJ, o programa passou por uma reformulação. Nesta edição, deixa de ser um encontro pontual para se tornar uma formação continuada, com duração de dez meses. Durante esse período, os participantes terão acesso a trilhas de conhecimento, visitas técnicas, experiências práticas, mentorias e participação nas reuniões dos Comitês PCJ, promovendo a troca de experiências entre diferentes gerações de profissionais envolvidos na gestão dos recursos hídricos.

O encontro apresentou a proposta pedagógica do programa, detalhou as etapas da formação e promoveu o primeiro momento de integração entre os participantes e seus futuros mentores.

A programação foi estruturada para proporcionar o primeiro contato dos jovens com a dinâmica da iniciativa. Um dos destaques foi a palestra “Como tudo começou – Gestão dos Recursos Hídricos nas Bacias PCJ”, ministrada pelo secretário-executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Castro Lahóz.

A apresentação resgatou a trajetória da gestão participativa da água na região e os principais desafios enfrentados ao longo das últimas décadas, aproximando os participantes da história dos Comitês PCJ e demais entidades que levam PCJ no nome. Em seguida, foram realizadas atividades de integração e troca de experiências, além de um mural com ilustrações sobre o evento e a palestra, feitas em tempo real pela jornalista e facilitadora gráfica, Vanessa de Paula.

Renovação e continuidade

A coordenadora de Gestão da Agência das Bacias PCJ, Kátia Gotardi, explicou que o programa surgiu em 2021 com o objetivo de aproximar a juventude dos Comitês PCJ, mas que a nova formatação busca ir além: preparar representantes das entidades membros para assumirem, futuramente, um papel ativo nas instâncias de decisão.

“Esse novo formato veio para preparar jovens não apenas em idade, mas em conhecimento, vinculados às entidades que já fazem parte dos Comitês. Queremos que, nos próximos mandatos, eles possam representar essas instituições e contribuir para a renovação dos Comitês”, observou.

Segundo Kátia, a palestra de abertura também teve o propósito de mostrar que a construção do futuro depende da valorização da trajetória percorrida até aqui. “Não podemos deixar o passado para trás. Precisamos conectar o legado construído pelos representantes que estão há tantos anos nos Comitês com essa nova geração. A transformação acontece justamente nessa passagem de conhecimento, para que eles continuem esse trabalho com consciência da importância da gestão das águas”, enfatizou.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o programa representa uma oportunidade de renovar ideias e fortalecer o sistema de gestão dos recursos hídricos. “O objetivo é trazer novas pessoas para esse grande movimento que são os Comitês PCJ. As entidades precisam renovar seus representantes, trazer novas ideias e novas perspectivas para temas como escassez hídrica, proteção dos mananciais e mudanças climáticas”, explicou.

Razera destacou que a renovação é essencial para garantir a continuidade da gestão das águas. “A gestão de recursos hídricos não tem data para terminar. Precisamos renovar essa energia constantemente para que todo o trabalho construído ao longo das últimas décadas continue avançando”, concluiu.

A coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), Ana Lúcia Floriano Rosa Vieira, destacou que a reformulação do “Jovem, vem para o PCJ” é resultado de um processo iniciado em 2021 e amadurecido ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o novo formato fortalece a participação dos jovens nas Câmaras Técnicas, aproximando-os das discussões e dos desafios da gestão compartilhada dos recursos hídricos.

“Esse novo formato materializa um processo iniciado em 2021, permitindo a participação ativa dos jovens nas Câmaras Técnicas. É ali que eles desenvolvem um olhar técnico sobre as demandas da gestão compartilhada dos recursos hídricos e conhecem de perto os desafios apontados pelo Plano das Bacias. A proposta é prepará-los para, no futuro, ocupar esses espaços e dar continuidade ao trabalho desenvolvido por quem já atua no sistema, aprendendo com a experiência dos atuais representantes e levando esse conhecimento adiante”, destacou.

Expectativa dos participantes

Entre os participantes, a expectativa é aproveitar a oportunidade para ampliar conhecimentos e contribuir para a gestão das águas nas Bacias PCJ. Josué da Silva Neto, representante do DAE de Santa Bárbara d’Oeste, acredita que a convivência com profissionais experientes será um dos principais ganhos da formação.”Vou aprender com pessoas que atuam nessa área há décadas. Quero aproveitar esse conhecimento para contribuir com o futuro e assumir, como cidadão, um papel mais ativo nas decisões relacionadas à gestão dos recursos hídricos”, afirmou.

Já Laura Ressel Guilherme, da Unesp de Rio Claro, espera compreender melhor o funcionamento dos Comitês PCJ e ampliar sua formação profissional. “Tenho grandes expectativas. Quero entender como funcionam as Câmaras Técnicas, a gestão da água no território e a atuação dos diferentes atores. Espero concluir o programa como uma profissional mais preparada para dialogar e atuar nessa área”, comentou.

Ao longo dos próximos dez meses, os participantes acompanharão as atividades das Câmaras Técnicas, participarão de visitas técnicas e encontros de formação, construindo uma trajetória voltada ao desenvolvimento técnico e ao fortalecimento da governança das águas nas Bacias PCJ. A iniciativa busca aproximar novas gerações dos processos de tomada de decisão e contribuir para a formação de futuros líderes comprometidos com a gestão sustentável dos recursos hídricos.

Nova edição acompanhará 35 participantes de 20 instituições durante dez meses de formação para atuação nas Câmaras Técnicas e na gestão participativa dos recursos hídricos

Investir na formação de novas lideranças é um dos caminhos para garantir a continuidade da gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos. Com esse propósito, os Comitês PCJ lançaram, na quarta-feira, dia 8 de julho, a terceira edição do programa “Jovem, vem para o PCJ”, iniciativa que irá preparar 35 representantes de 20 instituições para conhecer, na prática, o funcionamento da governança das águas nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e atuar nas atividades das câmaras técnicas.

O evento de abertura foi realizado na sede da Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento), em Americana (SP), reunindo representantes das instituições participantes, membros dos Comitês PCJ, da Agência das Bacias PCJ e convidados.

Coordenado pela Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), com apoio da Agência das Bacias PCJ, o programa passou por uma reformulação. Nesta edição, deixa de ser um encontro pontual para se tornar uma formação continuada, com duração de dez meses. Durante esse período, os participantes terão acesso a trilhas de conhecimento, visitas técnicas, experiências práticas, mentorias e participação nas reuniões dos Comitês PCJ, promovendo a troca de experiências entre diferentes gerações de profissionais envolvidos na gestão dos recursos hídricos.

O encontro apresentou a proposta pedagógica do programa, detalhou as etapas da formação e promoveu o primeiro momento de integração entre os participantes e seus futuros mentores.

A programação foi estruturada para proporcionar o primeiro contato dos jovens com a dinâmica da iniciativa. Um dos destaques foi a palestra “Como tudo começou – Gestão dos Recursos Hídricos nas Bacias PCJ”, ministrada pelo secretário-executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Castro Lahóz.

A apresentação resgatou a trajetória da gestão participativa da água na região e os principais desafios enfrentados ao longo das últimas décadas, aproximando os participantes da história dos Comitês PCJ e demais entidades que levam PCJ no nome. Em seguida, foram realizadas atividades de integração e troca de experiências, além de um mural com ilustrações sobre o evento e a palestra, feitas em tempo real pela jornalista e facilitadora gráfica, Vanessa de Paula.

Renovação e continuidade

A coordenadora de Gestão da Agência das Bacias PCJ, Kátia Gotardi, explicou que o programa surgiu em 2021 com o objetivo de aproximar a juventude dos Comitês PCJ, mas que a nova formatação busca ir além: preparar representantes das entidades membros para assumirem, futuramente, um papel ativo nas instâncias de decisão.

“Esse novo formato veio para preparar jovens não apenas em idade, mas em conhecimento, vinculados às entidades que já fazem parte dos Comitês. Queremos que, nos próximos mandatos, eles possam representar essas instituições e contribuir para a renovação dos Comitês”, observou.

Segundo Kátia, a palestra de abertura também teve o propósito de mostrar que a construção do futuro depende da valorização da trajetória percorrida até aqui. “Não podemos deixar o passado para trás. Precisamos conectar o legado construído pelos representantes que estão há tantos anos nos Comitês com essa nova geração. A transformação acontece justamente nessa passagem de conhecimento, para que eles continuem esse trabalho com consciência da importância da gestão das águas”, enfatizou.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o programa representa uma oportunidade de renovar ideias e fortalecer o sistema de gestão dos recursos hídricos. “O objetivo é trazer novas pessoas para esse grande movimento que são os Comitês PCJ. As entidades precisam renovar seus representantes, trazer novas ideias e novas perspectivas para temas como escassez hídrica, proteção dos mananciais e mudanças climáticas”, explicou.

Razera destacou que a renovação é essencial para garantir a continuidade da gestão das águas. “A gestão de recursos hídricos não tem data para terminar. Precisamos renovar essa energia constantemente para que todo o trabalho construído ao longo das últimas décadas continue avançando”, concluiu.

A coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), Ana Lúcia Floriano Rosa Vieira, destacou que a reformulação do “Jovem, vem para o PCJ” é resultado de um processo iniciado em 2021 e amadurecido ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o novo formato fortalece a participação dos jovens nas Câmaras Técnicas, aproximando-os das discussões e dos desafios da gestão compartilhada dos recursos hídricos.

“Esse novo formato materializa um processo iniciado em 2021, permitindo a participação ativa dos jovens nas Câmaras Técnicas. É ali que eles desenvolvem um olhar técnico sobre as demandas da gestão compartilhada dos recursos hídricos e conhecem de perto os desafios apontados pelo Plano das Bacias. A proposta é prepará-los para, no futuro, ocupar esses espaços e dar continuidade ao trabalho desenvolvido por quem já atua no sistema, aprendendo com a experiência dos atuais representantes e levando esse conhecimento adiante”, destacou.

Expectativa dos participantes

Entre os participantes, a expectativa é aproveitar a oportunidade para ampliar conhecimentos e contribuir para a gestão das águas nas Bacias PCJ. Josué da Silva Neto, representante do DAE de Santa Bárbara d’Oeste, acredita que a convivência com profissionais experientes será um dos principais ganhos da formação.”Vou aprender com pessoas que atuam nessa área há décadas. Quero aproveitar esse conhecimento para contribuir com o futuro e assumir, como cidadão, um papel mais ativo nas decisões relacionadas à gestão dos recursos hídricos”, afirmou.

Já Laura Ressel Guilherme, da Unesp de Rio Claro, espera compreender melhor o funcionamento dos Comitês PCJ e ampliar sua formação profissional. “Tenho grandes expectativas. Quero entender como funcionam as Câmaras Técnicas, a gestão da água no território e a atuação dos diferentes atores. Espero concluir o programa como uma profissional mais preparada para dialogar e atuar nessa área”, comentou.

Ao longo dos próximos dez meses, os participantes acompanharão as atividades das Câmaras Técnicas, participarão de visitas técnicas e encontros de formação, construindo uma trajetória voltada ao desenvolvimento técnico e ao fortalecimento da governança das águas nas Bacias PCJ. A iniciativa busca aproximar novas gerações dos processos de tomada de decisão e contribuir para a formação de futuros líderes comprometidos com a gestão sustentável dos recursos hídricos.

Nova edição acompanhará 35 participantes de 20 instituições durante dez meses de formação para atuação nas Câmaras Técnicas e na gestão participativa dos recursos hídricos

8 de julho de 2026

Investir na formação de novas lideranças é um dos caminhos para garantir a continuidade da gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos. Com esse propósito, os Comitês PCJ lançaram, na quarta-feira, dia 8 de julho, a terceira edição do programa “Jovem, vem para o PCJ”, iniciativa que irá preparar 35 representantes de 20 instituições para conhecer, na prática, o funcionamento da governança das águas nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e atuar nas atividades das câmaras técnicas.

O evento de abertura foi realizado na sede da Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento), em Americana (SP), reunindo representantes das instituições participantes, membros dos Comitês PCJ, da Agência das Bacias PCJ e convidados.

Coordenado pela Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), com apoio da Agência das Bacias PCJ, o programa passou por uma reformulação. Nesta edição, deixa de ser um encontro pontual para se tornar uma formação continuada, com duração de dez meses. Durante esse período, os participantes terão acesso a trilhas de conhecimento, visitas técnicas, experiências práticas, mentorias e participação nas reuniões dos Comitês PCJ, promovendo a troca de experiências entre diferentes gerações de profissionais envolvidos na gestão dos recursos hídricos.

O encontro apresentou a proposta pedagógica do programa, detalhou as etapas da formação e promoveu o primeiro momento de integração entre os participantes e seus futuros mentores.

A programação foi estruturada para proporcionar o primeiro contato dos jovens com a dinâmica da iniciativa. Um dos destaques foi a palestra “Como tudo começou – Gestão dos Recursos Hídricos nas Bacias PCJ”, ministrada pelo secretário-executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Castro Lahóz.

A apresentação resgatou a trajetória da gestão participativa da água na região e os principais desafios enfrentados ao longo das últimas décadas, aproximando os participantes da história dos Comitês PCJ e demais entidades que levam PCJ no nome. Em seguida, foram realizadas atividades de integração e troca de experiências, além de um mural com ilustrações sobre o evento e a palestra, feitas em tempo real pela jornalista e facilitadora gráfica, Vanessa de Paula.

Renovação e continuidade

A coordenadora de Gestão da Agência das Bacias PCJ, Kátia Gotardi, explicou que o programa surgiu em 2021 com o objetivo de aproximar a juventude dos Comitês PCJ, mas que a nova formatação busca ir além: preparar representantes das entidades membros para assumirem, futuramente, um papel ativo nas instâncias de decisão.

“Esse novo formato veio para preparar jovens não apenas em idade, mas em conhecimento, vinculados às entidades que já fazem parte dos Comitês. Queremos que, nos próximos mandatos, eles possam representar essas instituições e contribuir para a renovação dos Comitês”, observou.

Segundo Kátia, a palestra de abertura também teve o propósito de mostrar que a construção do futuro depende da valorização da trajetória percorrida até aqui. “Não podemos deixar o passado para trás. Precisamos conectar o legado construído pelos representantes que estão há tantos anos nos Comitês com essa nova geração. A transformação acontece justamente nessa passagem de conhecimento, para que eles continuem esse trabalho com consciência da importância da gestão das águas”, enfatizou.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o programa representa uma oportunidade de renovar ideias e fortalecer o sistema de gestão dos recursos hídricos. “O objetivo é trazer novas pessoas para esse grande movimento que são os Comitês PCJ. As entidades precisam renovar seus representantes, trazer novas ideias e novas perspectivas para temas como escassez hídrica, proteção dos mananciais e mudanças climáticas”, explicou.

Razera destacou que a renovação é essencial para garantir a continuidade da gestão das águas. “A gestão de recursos hídricos não tem data para terminar. Precisamos renovar essa energia constantemente para que todo o trabalho construído ao longo das últimas décadas continue avançando”, concluiu.

A coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), Ana Lúcia Floriano Rosa Vieira, destacou que a reformulação do “Jovem, vem para o PCJ” é resultado de um processo iniciado em 2021 e amadurecido ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o novo formato fortalece a participação dos jovens nas Câmaras Técnicas, aproximando-os das discussões e dos desafios da gestão compartilhada dos recursos hídricos.

“Esse novo formato materializa um processo iniciado em 2021, permitindo a participação ativa dos jovens nas Câmaras Técnicas. É ali que eles desenvolvem um olhar técnico sobre as demandas da gestão compartilhada dos recursos hídricos e conhecem de perto os desafios apontados pelo Plano das Bacias. A proposta é prepará-los para, no futuro, ocupar esses espaços e dar continuidade ao trabalho desenvolvido por quem já atua no sistema, aprendendo com a experiência dos atuais representantes e levando esse conhecimento adiante”, destacou.

Expectativa dos participantes

Entre os participantes, a expectativa é aproveitar a oportunidade para ampliar conhecimentos e contribuir para a gestão das águas nas Bacias PCJ. Josué da Silva Neto, representante do DAE de Santa Bárbara d’Oeste, acredita que a convivência com profissionais experientes será um dos principais ganhos da formação.”Vou aprender com pessoas que atuam nessa área há décadas. Quero aproveitar esse conhecimento para contribuir com o futuro e assumir, como cidadão, um papel mais ativo nas decisões relacionadas à gestão dos recursos hídricos”, afirmou.

Já Laura Ressel Guilherme, da Unesp de Rio Claro, espera compreender melhor o funcionamento dos Comitês PCJ e ampliar sua formação profissional. “Tenho grandes expectativas. Quero entender como funcionam as Câmaras Técnicas, a gestão da água no território e a atuação dos diferentes atores. Espero concluir o programa como uma profissional mais preparada para dialogar e atuar nessa área”, comentou.

Ao longo dos próximos dez meses, os participantes acompanharão as atividades das Câmaras Técnicas, participarão de visitas técnicas e encontros de formação, construindo uma trajetória voltada ao desenvolvimento técnico e ao fortalecimento da governança das águas nas Bacias PCJ. A iniciativa busca aproximar novas gerações dos processos de tomada de decisão e contribuir para a formação de futuros líderes comprometidos com a gestão sustentável dos recursos hídricos.

Seminário marcou o início da implantação do Giswater, ferramenta que vai fortalecer a gestão do abastecimento de água e apoiar o planejamento das operações no município

7 de julho de 2026

O combate às perdas de água e a modernização da gestão do abastecimento ganharam um importante reforço em Cordeirópolis (SP). Nesta terça-feira, 7 de julho, o município sediou o Seminário Inicial de Implantação do Giswater, iniciativa apoiada pela Agência das Bacias PCJ e pelos Comitês PCJ que marcou o início das atividades previstas para implantação da ferramenta no sistema municipal de abastecimento.

O Giswater consiste em um sistema de informação geográfica voltado à gestão inteligente dos sistemas de abastecimento de água, integrando informações técnicas em uma única plataforma para apoiar o planejamento operacional, a tomada de decisões e a redução das perdas hídricas. O evento, realizado no HUB Cordeiro, foi promovido pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) do município e reuniu representantes da autarquia, da Prefeitura, da Agência das Bacias PCJ, dos Comitês PCJ, da empresa responsável pela implantação e profissionais da área de saneamento.

“Hoje, estamos promovendo uma mudança. Acho que uma pequena virada de chave para o nosso futuro e para realmente melhorar a situação da equipe do Saae e da população”, ressaltou a prefeita Cristina Saad. Segundo dados da Prefeitura, o índice de perdas de água em Cordeirópolis caiu de quase 60% para 28% entre abril de 2025 e março de 2026, graças a investimentos de quase R$ 2 milhões provenientes de recursos próprios do SAAE e da Cobrança PCJ Paulista, por meio dos Comitês PCJ e do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). Atualmente, a cidade economiza quase 4 milhões de litros de água por dia.

Para o presidente do Saae, Marco Gomes da Silva, as expectativas são as melhores possíveis. “A nossa expectativa é que agora passemos a conhecer melhor a realidade da produção de água, da distribuição e do consumo final. A gente começa a tomar novas ações, prevendo o futuro. O Giswater vai ajudar a acelerar a tomada de decisões e um planejamento de crescimento da cidade também. E, em contrapartida, vai ajudar a prever os momentos que temos de estiagem, evitando o que tivemos no passado, que é o rodízio, a falta de água. A gente consegue tomar ações prevendo para os próximos anos”, declarou.

Na avaliação do diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a iniciativa vai aperfeiçoar a gestão da autarquia e reduzir o índice de perdas de água do município.  “Hoje, o Brasil – e a nossa região não é diferente – tem índices realmente muito elevados de perdas. Ou seja, tira água do rio, trata e a água não chega na casa do cidadão. A água se perde ao longo desse caminho. E nós precisamos baixar isso. Nós estamos felizes de estar aqui junto com a prefeitura, junto com o Saae, para dar este passo para o futuro, para o planejamento. Porque enquanto a gente não faz planejamento, apaga o incêndio ou enxuga gelo”, afirmou.

Após a abertura institucional, a equipe técnica da CPS Engenharia detalhou a metodologia que será aplicada durante a execução do projeto, apresentando o cronograma, as etapas de implantação e as atividades que serão desenvolvidas junto ao SAAE de Cordeirópolis ao longo dos próximos 17 meses.

“O Giswater é uma ferramenta que vai trazer clareza da operação para eles. Eles já estão com essa visão e o objetivo principal é que interiorizem e que a equipe de campo possa ter o benefício real da operação do sistema. A sensibilidade aqui é que está todo mundo muito motivado e que, após o Giswater, Cordeirópolis será outra”, destacou o diretor da CPS Engenharia, Luiz Roberto Pladevall.

A implantação em Cordeirópolis faz parte da expansão de um projeto incentivado pelos Comitês PCJ e pela Agência das Bacias PCJ, após os resultados obtidos na experiência-piloto desenvolvida em Capivari entre 2022 e 2024.

Com recursos da Cobrança PCJ Federal, o investimento destinado à implantação simultânea da ferramenta em Cordeirópolis e Vinhedo é de R$ 1.083.508,48. A execução do contrato está a cargo da CPS Engenharia, de São Paulo (SP), e a conclusão dos trabalhos está prevista para o segundo semestre de 2027.

Projeto estratégico

Cordeirópolis é um dos dois municípios selecionados pelos Comitês PCJ para receber a nova etapa do projeto Giswater. A escolha levou em consideração critérios definidos pelo Plano das Bacias PCJ 2020–2035 para o controle de perdas de água, entre eles possuir população de até 150 mil habitantes, serviços de saneamento administrados por autarquia pública e cadastro técnico totalmente digitalizado.

Com aproximadamente 24,5 mil habitantes, 26 reservatórios, captações superficiais e subterrâneas e cerca de 140 quilômetros de redes de distribuição, o município reúne as condições necessárias para utilizar todo o potencial da ferramenta, que deverá apoiar o planejamento de investimentos, a operação do sistema e as ações de redução de perdas de água.

“O Giswater vai ajudar o município a ter informações mais precisas e um cadastro técnico mais fiel à realidade. Isso significa mais qualidade nos dados, melhor planejamento e uma gestão mais eficiente do sistema de abastecimento. A expectativa é que toda a equipe utilize a ferramenta e aproveite seu potencial para aprimorar cada vez mais o trabalho desenvolvido”, afirmou Mateus Arantes, coordenador da Câmara Técnica de Saneamento dos Comitês PCJ.

Referência

Durante o seminário, o superintendente do Saae de Capivari, Guilherme Pereira Rego, destacou os resultados do projeto-piloto nas Bacias PCJ, que se tornou referência e foi apresentado no evento Waterloss, no Rio de Janeiro (RJ) em abril, com a participação de representantes de mais de 80 países.

“Nós tínhamos uma realidade antes do Giswater, na qual dependíamos exclusivamente do conhecimento e da memória de um servidor do SAAE. Com a chegada da ferramenta, conseguimos avançar significativamente no planejamento do nosso dia a dia, com projeções de novas redes, capacidade de expansão do sistema e ganhos na gestão hídrica acompanhando o crescimento da cidade”, explicou Guilherme. “O Giswater nos trouxe um novo horizonte. Com isso, hoje a gente consegue bater na porta da Agência PCJ, Governos do Estado e Federal, com números exatos e buscar os recursos que fazem a diferença no dia a dia. Se hoje nós temos essa realidade, é porque a Agência PCJ acreditou no nosso município para ser pioneiro”, concluiu.

Seminário marcou o início da implantação do Giswater, ferramenta que vai fortalecer a gestão do abastecimento de água e apoiar o planejamento das operações no município

O combate às perdas de água e a modernização da gestão do abastecimento ganharam um importante reforço em Cordeirópolis (SP). Nesta terça-feira, 7 de julho, o município sediou o Seminário Inicial de Implantação do Giswater, iniciativa apoiada pela Agência das Bacias PCJ e pelos Comitês PCJ que marcou o início das atividades previstas para implantação da ferramenta no sistema municipal de abastecimento.

O Giswater consiste em um sistema de informação geográfica voltado à gestão inteligente dos sistemas de abastecimento de água, integrando informações técnicas em uma única plataforma para apoiar o planejamento operacional, a tomada de decisões e a redução das perdas hídricas. O evento, realizado no HUB Cordeiro, foi promovido pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) do município e reuniu representantes da autarquia, da Prefeitura, da Agência das Bacias PCJ, dos Comitês PCJ, da empresa responsável pela implantação e profissionais da área de saneamento.

“Hoje, estamos promovendo uma mudança. Acho que uma pequena virada de chave para o nosso futuro e para realmente melhorar a situação da equipe do Saae e da população”, ressaltou a prefeita Cristina Saad. Segundo dados da Prefeitura, o índice de perdas de água em Cordeirópolis caiu de quase 60% para 28% entre abril de 2025 e março de 2026, graças a investimentos de quase R$ 2 milhões provenientes de recursos próprios do SAAE e da Cobrança PCJ Paulista, por meio dos Comitês PCJ e do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). Atualmente, a cidade economiza quase 4 milhões de litros de água por dia.

Para o presidente do Saae, Marco Gomes da Silva, as expectativas são as melhores possíveis. “A nossa expectativa é que agora passemos a conhecer melhor a realidade da produção de água, da distribuição e do consumo final. A gente começa a tomar novas ações, prevendo o futuro. O Giswater vai ajudar a acelerar a tomada de decisões e um planejamento de crescimento da cidade também. E, em contrapartida, vai ajudar a prever os momentos que temos de estiagem, evitando o que tivemos no passado, que é o rodízio, a falta de água. A gente consegue tomar ações prevendo para os próximos anos”, declarou.

Na avaliação do diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a iniciativa vai aperfeiçoar a gestão da autarquia e reduzir o índice de perdas de água do município.  “Hoje, o Brasil – e a nossa região não é diferente – tem índices realmente muito elevados de perdas. Ou seja, tira água do rio, trata e a água não chega na casa do cidadão. A água se perde ao longo desse caminho. E nós precisamos baixar isso. Nós estamos felizes de estar aqui junto com a prefeitura, junto com o Saae, para dar este passo para o futuro, para o planejamento. Porque enquanto a gente não faz planejamento, apaga o incêndio ou enxuga gelo”, afirmou.

Após a abertura institucional, a equipe técnica da CPS Engenharia detalhou a metodologia que será aplicada durante a execução do projeto, apresentando o cronograma, as etapas de implantação e as atividades que serão desenvolvidas junto ao SAAE de Cordeirópolis ao longo dos próximos 17 meses.

“O Giswater é uma ferramenta que vai trazer clareza da operação para eles. Eles já estão com essa visão e o objetivo principal é que interiorizem e que a equipe de campo possa ter o benefício real da operação do sistema. A sensibilidade aqui é que está todo mundo muito motivado e que, após o Giswater, Cordeirópolis será outra”, destacou o diretor da CPS Engenharia, Luiz Roberto Pladevall.

A implantação em Cordeirópolis faz parte da expansão de um projeto incentivado pelos Comitês PCJ e pela Agência das Bacias PCJ, após os resultados obtidos na experiência-piloto desenvolvida em Capivari entre 2022 e 2024.

Com recursos da Cobrança PCJ Federal, o investimento destinado à implantação simultânea da ferramenta em Cordeirópolis e Vinhedo é de R$ 1.083.508,48. A execução do contrato está a cargo da CPS Engenharia, de São Paulo (SP), e a conclusão dos trabalhos está prevista para o segundo semestre de 2027.

Projeto estratégico

Cordeirópolis é um dos dois municípios selecionados pelos Comitês PCJ para receber a nova etapa do projeto Giswater. A escolha levou em consideração critérios definidos pelo Plano das Bacias PCJ 2020–2035 para o controle de perdas de água, entre eles possuir população de até 150 mil habitantes, serviços de saneamento administrados por autarquia pública e cadastro técnico totalmente digitalizado.

Com aproximadamente 24,5 mil habitantes, 26 reservatórios, captações superficiais e subterrâneas e cerca de 140 quilômetros de redes de distribuição, o município reúne as condições necessárias para utilizar todo o potencial da ferramenta, que deverá apoiar o planejamento de investimentos, a operação do sistema e as ações de redução de perdas de água.

“O Giswater vai ajudar o município a ter informações mais precisas e um cadastro técnico mais fiel à realidade. Isso significa mais qualidade nos dados, melhor planejamento e uma gestão mais eficiente do sistema de abastecimento. A expectativa é que toda a equipe utilize a ferramenta e aproveite seu potencial para aprimorar cada vez mais o trabalho desenvolvido”, afirmou Mateus Arantes, coordenador da Câmara Técnica de Saneamento dos Comitês PCJ.

Referência

Durante o seminário, o superintendente do Saae de Capivari, Guilherme Pereira Rego, destacou os resultados do projeto-piloto nas Bacias PCJ, que se tornou referência e foi apresentado no evento Waterloss, no Rio de Janeiro (RJ) em abril, com a participação de representantes de mais de 80 países.

“Nós tínhamos uma realidade antes do Giswater, na qual dependíamos exclusivamente do conhecimento e da memória de um servidor do SAAE. Com a chegada da ferramenta, conseguimos avançar significativamente no planejamento do nosso dia a dia, com projeções de novas redes, capacidade de expansão do sistema e ganhos na gestão hídrica acompanhando o crescimento da cidade”, explicou Guilherme. “O Giswater nos trouxe um novo horizonte. Com isso, hoje a gente consegue bater na porta da Agência PCJ, Governos do Estado e Federal, com números exatos e buscar os recursos que fazem a diferença no dia a dia. Se hoje nós temos essa realidade, é porque a Agência PCJ acreditou no nosso município para ser pioneiro”, concluiu.

Apresentação da SP Águas integrou pauta que também abordou a situação dos mananciais, previsões meteorológicas e a definição das vazões do Sistema Cantareira para as Bacias PCJ

2 de julho de 2026

A atualização da metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) adotada pelo Governo do Estado foi um dos principais destaques da 281ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ, realizada no dia 2 de julho, por videoconferência. O encontro, conduzido pelo coordenador Alexandre Vilella, também contou com a avaliação das condições hidrológicas nas Bacias PCJ, a apresentação das perspectivas meteorológicas para os próximos meses e a deliberação sobre as vazões a serem descarregadas do Sistema Cantareira.

A apresentação sobre a “Metodologia de acompanhamento e tomada de decisão sobre a situação hídrica do Sistema Integrado Metropolitano” foi conduzida pelo superintendente de Segurança Hídrica da SP Águas, André Navarro, que também é secretário-executivo adjunto dos Comitês PCJ. Durante a exposição, foram detalhados os aperfeiçoamentos implementados pelo Governo do Estado na metodologia utilizada para acompanhar a situação dos mananciais paulistas, com o objetivo de fortalecer a prevenção de eventos críticos relacionados à disponibilidade de água.

A nova metodologia amplia a base de dados hidrológicos para os últimos 15 anos, incorpora o monitoramento simultâneo do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) e do Sistema Cantareira — que passa a contar com uma curva específica — e altera a forma de definição da faixa de monitoramento, que passa a ser anunciada mensalmente pelo Comitê de Integração das Agências em nota técnica. O novo modelo também considera diferentes cenários climáticos, incluindo os efeitos de fenômenos como El Niño e La Niña e das mudanças climáticas, ampliando a capacidade de antecipação de situações de escassez hídrica.

A nova metodologia estabelece uma meta de 53% de armazenamento no sistema integrado até o final de abril de 2027. Além disso, foram integradas premissas de vazões para o PCJ, incluindo descargas de 5 m³/s no período úmido e 10 m³/s no período seco, mantendo-se a meta de transposição de 8,5 m³/s para o Cantareira.

Segundo a SP Águas, as mudanças tornam o monitoramento mais preciso e fortalecem a tomada de decisões pelos órgãos gestores, permitindo a adoção antecipada de medidas para garantir a segurança hídrica do Estado. O novo modelo é resultado de um trabalho integrado entre a Arsesp e a SP Águas no âmbito do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica. “A ideia é que a gente consiga, pelo menos a cada semestre, avaliar o final do período seco, o final do período úmido, e pensar em aprimoramentos que possam ser sugeridos pelos entes do sistema, tentando de fato ter um mecanismo de acompanhamento bem justo para estabelecimento das medidas de contingência em momentos de escassez, como o que enfrentamos”, concluiu Navarro.

A importância do aperfeiçoamento das ferramentas de monitoramento e do planejamento de longo prazo para a segurança hídrica foi destacada pelo coordenador da CT-MH e pelo diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera.  “Um dos principais legados das crises hídricas foi a adoção do conceito de faixas de monitoramento. Deixamos de trabalhar apenas com a lógica de ‘crise’ ou ‘não crise’ e passamos a contar com um sistema que oferece mais previsibilidade para a sociedade, os operadores e os usuários. Esse modelo, utilizado pela ANA e agora também pela SP Águas, permite compreender de forma mais clara a degradação ou a recuperação das condições hídricas, facilitando a tomada de decisões”, afirmou Vilella.

“Nosso grande desafio, e das regiões metropolitanas, é encontrar novas fontes de água. A recuperação de mananciais e as soluções baseadas na natureza são fundamentais e precisam continuar sendo implantadas, mas produzem resultados no longo prazo. Temos que pensar em alternativas para ampliar a disponibilidade de água. Caso contrário, a conta não vai fechar”, ressaltou Razera.

Mais informações podem ser obtidas nos sites da SP Águas e da Arsesp. A página sobre a Situação Hídrica do Sistema Integrado Metropolitano pode ser acessada neste link.

Situação dos mananciais

Além da apresentação técnica, a CT-MH deu continuidade ao acompanhamento periódico das condições hidrológicas das Bacias PCJ e do Sistema Cantareira, atividade que integra a rotina da Câmara Técnica. Em 2 de julho, o Sistema Cantareira registrava 39,7% do volume útil, contra 47% na mesma data de 2025 e 66,1% em 2024. Neste mês, o manancial passou a operar na Faixa de Alerta. Outra novidade é a nova captação suplementar temporária da Bacia da Paraíba do Sul.

Também foi apresentada uma ocorrência registrada no dia 24 de junho, pela BRK Ambiental, de Sumaré (SP), que informou que a captação de água bruta no Rio Atibaia, em Paulínia (SP), teve que ser interrompida em razão da variação brusca e do elevado valor do nitrogênio amoniacal. Em 24 de junho, as concentrações tiveram pico de 6,12 mg/L. No dia 13, também houve problema semelhante, com pico de 3,84 mg/L, mas a produção de água na ETA II não precisou parar.

SSPCJ e GT-Previsão do Tempo

No encontro, houve ainda a apresentação feita por Cátia Casagrande, da SP Águas, sobre os dados da Sala de Situação PCJ, com o balanço das chuvas e vazões observadas no mês de junho e as perspectivas hidrológicas para os próximos meses. O destaque foi para o grande volume de chuvas no período, que variou entre 50 mm e 200 mm, bem acima do volume de junho de 2025, cujos acumulados ficaram entre 0 e 75mm. As 23 estações telemétricas registraram chuva acima da média. O maior acumulado do mês foi na estação Rio Atibainha/Mascate, em Nazaré Paulista, com 188 mm.

Outro item da pauta foi a apresentação do coordenador do Grupo de Trabalho de Previsão do Tempo (GT-Previsão do Tempo), Jorge Mercanti, com o apoio de Marco Josevicius e Danieli Mara Ferreira, da Simepar, que trouxeram as projeções meteorológicas para as Bacias PCJ e contribuíram para subsidiar as análises da Câmara Técnica sobre o cenário hidrológico.

Descargas do Cantareira

Encerrando a pauta, os integrantes da CT-MH deliberaram sobre as vazões a serem descarregadas do Sistema Cantareira para as Bacias PCJ, em atendimento às Resoluções Conjuntas ANA/DAEE nº 925 e nº 926, de 2017. Os membros decidiram manter a atual vazão de 10,25 m³/s, sendo 5,50 m³/s no Reservatório Cachoeira; 4,50 m³/s no Atibainha; e 0,25 m³/s no Jaguari/Jacareí. Decorridos 16% do Período Seco de 2026 – iniciado em 1º de junho -, o volume de água do Cantareira utilizado pelas Bacias PCJ foi de 22,23 bilhões de litros, o que representa 14% da garantia da outorga, de 158,1 bilhões de litros.

Próxima reunião

A 282ª Reunião Ordinária da CT-MH está agendada para o dia 4 de agosto de 2026, a partir das 9h, por videoconferência.

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