| Dia: 14/08/2026

Encontro Técnico reuniu especialistas em Jundiaí (SP) para discutir tecnologias, critérios de medição e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento

A importância da medição adequada do consumo de água como instrumento para o controle e a redução de perdas foi destaque no Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”, realizado nesta quinta-feira (13), na DAE Jundiaí. Promovido pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, da Ares-PCJ e do Consórcio PCJ, o evento reuniu representantes de municípios, prestadores de serviços de saneamento, empresas e instituições ligadas ao setor.

Durante o encontro, os participantes acompanharam três palestras que abordaram diferentes aspectos da hidrometria. Rodrigo Leitão, da Ares-PCJ, apresentou “A Hidrometria no olhar da Regulação, critérios e normativas”, destacando a importância da medição e os critérios utilizados pela agência reguladora na fiscalização. Na sequência, Marcelo Costa, da DAE Jundiaí, abordou “A substituição de hidrômetros no olhar do prestador”, trazendo a experiência do serviço de saneamento. Já Aparecida Daniela de Oliveira, da Saga Medição, apresentou “A tecnologia dos medidores e a normatização dos hidrômetros”, com informações sobre diferentes tecnologias disponíveis e os aspectos relacionados à sua utilização. A programação foi encerrada com uma rodada de perguntas e discussões entre palestrantes e participantes.

Para o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, o encontro teve como principal contribuição apresentar diferentes perspectivas sobre a medição e mostrar que a escolha adequada do hidrômetro é fundamental para garantir dados confiáveis e contribuir para o controle das perdas. “Os três palestrantes trouxeram para nós visões diferentes: a visão do regulador, do prestador do serviço e do fabricante. A ideia foi mostrar o que cada um pode agregar quanto ao serviço de medição, ao controle e à redução de perdas”, explicou.

Segundo Arantes, existem diferentes tecnologias de medidores, e a escolha deve considerar o perfil de consumo de cada usuário. “O hidrômetro por si só não vai reduzir as perdas, mas ele vai ser um dos grandes instrumentos para poder ter a medição e o dado correto”, afirmou.

O coordenador também destacou que a CT-SA pretende avançar na discussão sobre o dimensionamento adequado dos hidrômetros para diferentes perfis de consumo. Para ele, além de contribuir para a sustentabilidade financeira dos serviços de saneamento, uma medição mais precisa pode ajudar a reduzir a necessidade de captação de água nos mananciais. “Não dá para eu falar em momento algum que é razoável uma bacia como a nossa ter mais de 30% de perdas. Estamos numa bacia de estresse hídrico e precisamos sempre economizar essa água”, ressaltou.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou que trazer a hidrometria para o âmbito dos Comitês de Bacias amplia a discussão sobre perdas, que deixa de ser apenas uma questão relacionada aos serviços de saneamento e passa a ser também uma questão de gestão dos recursos hídricos. “Essa água que o município perde dentro do sistema de abastecimento é água que estava lá no manancial. Quando trazemos esse assunto aos Comitês, trazemos também para o âmbito da gestão de recursos hídricos”, explicou.

De acordo com Denis, o controle das perdas pode gerar impactos positivos em diferentes instrumentos de gestão utilizados pelos Comitês PCJ. “Quando você faz esse controle, toda a sociedade ganha, toda a natureza ganha, porque você acaba diminuindo impactos tanto no sistema de outorgas quanto no sistema de cobrança”, afirmou.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a discussão sobre a hidrometria representa mais um passo dentro das ações desenvolvidas pelos Comitês PCJ para aumentar a eficiência no uso da água. “Ser mais eficiente é cuidar daquela água que já foi retirada do rio, já foi bombeada e já foi tratada, mas que não chega às nossas casas por conta de perdas na rede de distribuição”, destacou.

Sergio também ressaltou que a medição correta beneficia tanto os consumidores quanto os prestadores de serviços. “Medir corretamente é um direito do cidadão, um direito do consumidor e uma boa medida também para a empresa, porque ela vai cobrar exatamente aquilo que o cidadão usou”, afirmou.

Segundo ele, a troca de experiências e a disseminação de conhecimento são fundamentais para que os serviços de saneamento avancem na eficiência. “Precisamos melhorar a eficiência dos serviços de saneamento, não só do PCJ, mas do Brasil inteiro, mas especialmente do PCJ, para ser mais eficiente na água que retira lá do rio e trata para chegar nas nossas casas”, completou.

Combate às perdas

O combate às perdas de água é uma das frentes de atuação dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ. A redução dos volumes perdidos nos sistemas de abastecimento contribui diretamente para a segurança hídrica das Bacias PCJ, uma vez que permite atender às demandas da população utilizando de forma mais eficiente a água já captada dos mananciais.

Entre 1994 e 2023, os Comitês PCJ investiram mais de R$ 380 milhões em 188 obras voltadas à redução das perdas nas redes de abastecimento, por meio de repasses de recursos das cobranças PCJ Paulista e Federal e da CFURH (Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos) somados às contrapartidas dos tomadores. Atualmente, o índice médio de perdas no sistema nas Bacias PCJ é de aproximadamente 30%, e a meta estabelecida pelo Plano das Bacias PCJ 2020-2035 é reduzir esse percentual para entre 25% até 2035.

Além dos investimentos em obras, os Comitês PCJ vêm apoiando iniciativas voltadas à modernização da gestão dos sistemas de abastecimento, como o projeto Giswater, que utiliza informações geográficas para integrar dados técnicos, apoiar o planejamento operacional e contribuir para a redução das perdas de água.

Para os Comitês PCJ, o aprimoramento da medição, aliado ao uso de dados e novas tecnologias, representa uma estratégia importante para aumentar a eficiência dos sistemas, reduzir desperdícios e preservar a disponibilidade hídrica nas Bacias PCJ.

Nesse contexto, o aprimoramento da hidrometria, a escolha adequada dos equipamentos e o uso de tecnologias capazes de fornecer dados mais precisos são estratégias que podem contribuir para a identificação de perdas, a melhoria da gestão dos sistemas e a redução da necessidade de novas captações. O Encontro Técnico da CT-SA serviu para reforçar a importância da integração entre reguladores, prestadores de serviços, fabricantes e gestores de recursos hídricos para o desenvolvimento de soluções que aumentem a eficiência dos sistemas de abastecimento e contribuam para a conservação dos recursos hídricos nas Bacias PCJ.

Encontro Técnico reuniu especialistas em Jundiaí (SP) para discutir tecnologias, critérios de medição e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento

A importância da medição adequada do consumo de água como instrumento para o controle e a redução de perdas foi destaque no Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”, realizado nesta quinta-feira (13), na DAE Jundiaí. Promovido pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, da Ares-PCJ e do Consórcio PCJ, o evento reuniu representantes de municípios, prestadores de serviços de saneamento, empresas e instituições ligadas ao setor.

Durante o encontro, os participantes acompanharam três palestras que abordaram diferentes aspectos da hidrometria. Rodrigo Leitão, da Ares-PCJ, apresentou “A Hidrometria no olhar da Regulação, critérios e normativas”, destacando a importância da medição e os critérios utilizados pela agência reguladora na fiscalização. Na sequência, Marcelo Costa, da DAE Jundiaí, abordou “A substituição de hidrômetros no olhar do prestador”, trazendo a experiência do serviço de saneamento. Já Aparecida Daniela de Oliveira, da Saga Medição, apresentou “A tecnologia dos medidores e a normatização dos hidrômetros”, com informações sobre diferentes tecnologias disponíveis e os aspectos relacionados à sua utilização. A programação foi encerrada com uma rodada de perguntas e discussões entre palestrantes e participantes.

Para o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, o encontro teve como principal contribuição apresentar diferentes perspectivas sobre a medição e mostrar que a escolha adequada do hidrômetro é fundamental para garantir dados confiáveis e contribuir para o controle das perdas. “Os três palestrantes trouxeram para nós visões diferentes: a visão do regulador, do prestador do serviço e do fabricante. A ideia foi mostrar o que cada um pode agregar quanto ao serviço de medição, ao controle e à redução de perdas”, explicou.

Segundo Arantes, existem diferentes tecnologias de medidores, e a escolha deve considerar o perfil de consumo de cada usuário. “O hidrômetro por si só não vai reduzir as perdas, mas ele vai ser um dos grandes instrumentos para poder ter a medição e o dado correto”, afirmou.

O coordenador também destacou que a CT-SA pretende avançar na discussão sobre o dimensionamento adequado dos hidrômetros para diferentes perfis de consumo. Para ele, além de contribuir para a sustentabilidade financeira dos serviços de saneamento, uma medição mais precisa pode ajudar a reduzir a necessidade de captação de água nos mananciais. “Não dá para eu falar em momento algum que é razoável uma bacia como a nossa ter mais de 30% de perdas. Estamos numa bacia de estresse hídrico e precisamos sempre economizar essa água”, ressaltou.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou que trazer a hidrometria para o âmbito dos Comitês de Bacias amplia a discussão sobre perdas, que deixa de ser apenas uma questão relacionada aos serviços de saneamento e passa a ser também uma questão de gestão dos recursos hídricos. “Essa água que o município perde dentro do sistema de abastecimento é água que estava lá no manancial. Quando trazemos esse assunto aos Comitês, trazemos também para o âmbito da gestão de recursos hídricos”, explicou.

De acordo com Denis, o controle das perdas pode gerar impactos positivos em diferentes instrumentos de gestão utilizados pelos Comitês PCJ. “Quando você faz esse controle, toda a sociedade ganha, toda a natureza ganha, porque você acaba diminuindo impactos tanto no sistema de outorgas quanto no sistema de cobrança”, afirmou.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a discussão sobre a hidrometria representa mais um passo dentro das ações desenvolvidas pelos Comitês PCJ para aumentar a eficiência no uso da água. “Ser mais eficiente é cuidar daquela água que já foi retirada do rio, já foi bombeada e já foi tratada, mas que não chega às nossas casas por conta de perdas na rede de distribuição”, destacou.

Sergio também ressaltou que a medição correta beneficia tanto os consumidores quanto os prestadores de serviços. “Medir corretamente é um direito do cidadão, um direito do consumidor e uma boa medida também para a empresa, porque ela vai cobrar exatamente aquilo que o cidadão usou”, afirmou.

Segundo ele, a troca de experiências e a disseminação de conhecimento são fundamentais para que os serviços de saneamento avancem na eficiência. “Precisamos melhorar a eficiência dos serviços de saneamento, não só do PCJ, mas do Brasil inteiro, mas especialmente do PCJ, para ser mais eficiente na água que retira lá do rio e trata para chegar nas nossas casas”, completou.

Combate às perdas

O combate às perdas de água é uma das frentes de atuação dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ. A redução dos volumes perdidos nos sistemas de abastecimento contribui diretamente para a segurança hídrica das Bacias PCJ, uma vez que permite atender às demandas da população utilizando de forma mais eficiente a água já captada dos mananciais.

Entre 1994 e 2023, os Comitês PCJ investiram mais de R$ 380 milhões em 188 obras voltadas à redução das perdas nas redes de abastecimento, por meio de repasses de recursos das cobranças PCJ Paulista e Federal e da CFURH (Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos) somados às contrapartidas dos tomadores. Atualmente, o índice médio de perdas no sistema nas Bacias PCJ é de aproximadamente 30%, e a meta estabelecida pelo Plano das Bacias PCJ 2020-2035 é reduzir esse percentual para entre 25% até 2035.

Além dos investimentos em obras, os Comitês PCJ vêm apoiando iniciativas voltadas à modernização da gestão dos sistemas de abastecimento, como o projeto Giswater, que utiliza informações geográficas para integrar dados técnicos, apoiar o planejamento operacional e contribuir para a redução das perdas de água.

Para os Comitês PCJ, o aprimoramento da medição, aliado ao uso de dados e novas tecnologias, representa uma estratégia importante para aumentar a eficiência dos sistemas, reduzir desperdícios e preservar a disponibilidade hídrica nas Bacias PCJ.

Nesse contexto, o aprimoramento da hidrometria, a escolha adequada dos equipamentos e o uso de tecnologias capazes de fornecer dados mais precisos são estratégias que podem contribuir para a identificação de perdas, a melhoria da gestão dos sistemas e a redução da necessidade de novas captações. O Encontro Técnico da CT-SA serviu para reforçar a importância da integração entre reguladores, prestadores de serviços, fabricantes e gestores de recursos hídricos para o desenvolvimento de soluções que aumentem a eficiência dos sistemas de abastecimento e contribuam para a conservação dos recursos hídricos nas Bacias PCJ.

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