| Mês: fevereiro de 2026

Encontro on-line tratará de prevenção, mitigação e respostas à escassez de água nas Bacias PCJ

Os Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Comitês PCJ) promovem, na segunda-feira, dia 23 de fevereiro de 2026, o webinário “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”, com transmissão ao vivo pelo YouTube (https://bit.ly/WebinárioPCJEstiagem), das 9h às 12h.

Programado pela Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o evento visa promover a troca de experiências sobre estratégias, ações preventivas e respostas adotadas por municípios, prestadores de serviços de saneamento, agências reguladoras e gestores públicos frente às perspectivas para o período de estiagem de 2026.

A proposta do webinário é contribuir para o fortalecimento da gestão de riscos, da resiliência e da segurança hídrica dos sistemas de abastecimento de água, além de discutir os reflexos dos cenários de escassez hídrica para o abastecimento público, a saúde pública e o meio ambiente. O encontro também busca estimular a atuação integrada e articulada entre os diversos atores envolvidos, desde o aprimoramento da gestão de perdas até a elaboração e implementação de planos de contingência pelos municípios.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a importância do webinário. “Os Comitês PCJ buscam, por meio deste evento, promover de forma antecipada o diálogo entre órgãos gestores, reguladores e municípios, favorecendo a troca de experiências e a apresentação de ações voltadas ao enfrentamento do período seco que se aproxima. Diante dos baixos níveis de reservação do Sistema Cantareira, é fundamental que os municípios planejem e adotem medidas preventivas para o período de estiagem de 2026”, ressaltou.

O diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, reforçou que o planejamento é essencial para o fortalecimento da segurança hídrica. “O planejamento é fundamental para orientar ações de prevenção e contingência e fortalecer a segurança hídrica. Avaliar como, quanto e onde chove permite planejar melhor o uso da água, a ocupação do solo e a priorização do abastecimento em situações de seca, como hospitais e escolas. Em uma região onde chove cerca de 1.200 milímetros por ano, é essencial combinar criatividade, bom senso, soluções de engenharia e ações baseadas na natureza para aproveitar melhor a água disponível”, explicou.

Já o coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ, Alexandre Vilella, enfatizou a importância do webinário para a avaliação do cenário atual e definição de estratégias. “A situação para 2026 exige bastante atenção, pois o Sistema Cantareira opera hoje com cerca da metade do volume registrado no ano passado, mantendo a suspensão de novas outorgas e a declaração de escassez hídrica nas bacias do Piracicaba e do Alto Tietê. Apesar de uma melhora nas chuvas no início de 2026, o biênio 2025/2026 ficou abaixo da média histórica, o que impõe desafios, sobretudo para os mais de 50 municípios do PCJ que dependem de mananciais menores. Nesse contexto, o evento é fundamental para avaliar o cenário e definir ações mais efetivas de comunicação e comportamento para a estiagem que se inicia em abril”, concluiu.

Programação

A programação inclui, na abertura, a contextualização sobre o prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ, apresentada pela Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH). Na sequência, o Painel 1 reunirá representantes de instituições como SP Águas, ANA(Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), ARES-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ), Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde/SP e Ministério Público do Estado de São Paulo (GAEMA PCJ – Piracicaba e Campinas), com foco nas estratégias de atuação frente aos cenários de escassez hídrica e insegurança hídrica.

O Painel 2 será dedicado à apresentação de cases e experiências de prestadores de serviços de saneamento, com participação da Sabesp, Sanasa Campinas, BRK Ambiental e Semae Piracicaba, destacando desafios enfrentados e iniciativas bem-sucedidas adotadas em contextos de criticidade hídrica.

O webinário é aberto ao público e voltado especialmente a gestores públicos, técnicos, operadores de sistemas de saneamento e demais interessados na gestão dos recursos hídricos.

SERVIÇO

Webinário dos Comitês PCJ: “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”
Data: 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira)
Horário: 9h às 12h
Local: Transmissão ao vivo pelo YouTube no link: https://bit.ly/WebinárioPCJEstiagem
Realização: Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ (CT-PL)
Apoio: Agência das Bacias PCJ

Dúvidas sobre o evento: se.pcj@comites.baciaspcj.org.br

Informações para a imprensa: comunicapcj@agencia.baciaspcj.org.br

Programação:
9h00 – Início da transmissão e abertura institucional
9h10Contextualização: Prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ (CT-MH)
9h20Painel 1: Estratégias de atuação em 2026 frente aos prognósticos de escassez hídrica e de outras situações de insegurança hídrica nas Bacias PCJ
11h10Painel 2: Apresentação de prestadores de serviços de saneamento com cases, desafios e experiências bem-sucedidas
11h55 – Encerramento e fim da transmissão

Encontro on-line tratará de prevenção, mitigação e respostas à escassez de água nas Bacias PCJ

Os Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Comitês PCJ) promovem, na segunda-feira, dia 23 de fevereiro de 2026, o webinário “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”, com transmissão ao vivo pelo YouTube (https://bit.ly/WebinárioPCJEstiagem), das 9h às 12h.

Programado pela Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o evento visa promover a troca de experiências sobre estratégias, ações preventivas e respostas adotadas por municípios, prestadores de serviços de saneamento, agências reguladoras e gestores públicos frente às perspectivas para o período de estiagem de 2026.

A proposta do webinário é contribuir para o fortalecimento da gestão de riscos, da resiliência e da segurança hídrica dos sistemas de abastecimento de água, além de discutir os reflexos dos cenários de escassez hídrica para o abastecimento público, a saúde pública e o meio ambiente. O encontro também busca estimular a atuação integrada e articulada entre os diversos atores envolvidos, desde o aprimoramento da gestão de perdas até a elaboração e implementação de planos de contingência pelos municípios.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a importância do webinário. “Os Comitês PCJ buscam, por meio deste evento, promover de forma antecipada o diálogo entre órgãos gestores, reguladores e municípios, favorecendo a troca de experiências e a apresentação de ações voltadas ao enfrentamento do período seco que se aproxima. Diante dos baixos níveis de reservação do Sistema Cantareira, é fundamental que os municípios planejem e adotem medidas preventivas para o período de estiagem de 2026”, ressaltou.

O diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, reforçou que o planejamento é essencial para o fortalecimento da segurança hídrica. “O planejamento é fundamental para orientar ações de prevenção e contingência e fortalecer a segurança hídrica. Avaliar como, quanto e onde chove permite planejar melhor o uso da água, a ocupação do solo e a priorização do abastecimento em situações de seca, como hospitais e escolas. Em uma região onde chove cerca de 1.200 milímetros por ano, é essencial combinar criatividade, bom senso, soluções de engenharia e ações baseadas na natureza para aproveitar melhor a água disponível”, explicou.

Já o coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ, Alexandre Vilella, enfatizou a importância do webinário para a avaliação do cenário atual e definição de estratégias. “A situação para 2026 exige bastante atenção, pois o Sistema Cantareira opera hoje com cerca da metade do volume registrado no ano passado, mantendo a suspensão de novas outorgas e a declaração de escassez hídrica nas bacias do Piracicaba e do Alto Tietê. Apesar de uma melhora nas chuvas no início de 2026, o biênio 2025/2026 ficou abaixo da média histórica, o que impõe desafios, sobretudo para os mais de 50 municípios do PCJ que dependem de mananciais menores. Nesse contexto, o evento é fundamental para avaliar o cenário e definir ações mais efetivas de comunicação e comportamento para a estiagem que se inicia em abril”, concluiu.

Programação

A programação inclui, na abertura, a contextualização sobre o prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ, apresentada pela Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH). Na sequência, o Painel 1 reunirá representantes de instituições como SP Águas, ANA(Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), ARES-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ), Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde/SP e Ministério Público do Estado de São Paulo (GAEMA PCJ – Piracicaba e Campinas), com foco nas estratégias de atuação frente aos cenários de escassez hídrica e insegurança hídrica.

O Painel 2 será dedicado à apresentação de cases e experiências de prestadores de serviços de saneamento, com participação da Sabesp, Sanasa Campinas, BRK Ambiental e Semae Piracicaba, destacando desafios enfrentados e iniciativas bem-sucedidas adotadas em contextos de criticidade hídrica.

O webinário é aberto ao público e voltado especialmente a gestores públicos, técnicos, operadores de sistemas de saneamento e demais interessados na gestão dos recursos hídricos.

SERVIÇO

Webinário dos Comitês PCJ: “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”
Data: 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira)
Horário: 9h às 12h
Local: Transmissão ao vivo pelo YouTube no link: https://bit.ly/WebinárioPCJEstiagem
Realização: Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ (CT-PL)
Apoio: Agência das Bacias PCJ

Dúvidas sobre o evento: se.pcj@comites.baciaspcj.org.br

Informações para a imprensa: comunicapcj@agencia.baciaspcj.org.br

Programação:
9h00 – Início da transmissão e abertura institucional
9h10Contextualização: Prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ (CT-MH)
9h20Painel 1: Estratégias de atuação em 2026 frente aos prognósticos de escassez hídrica e de outras situações de insegurança hídrica nas Bacias PCJ
11h10Painel 2: Apresentação de prestadores de serviços de saneamento com cases, desafios e experiências bem-sucedidas
11h55 – Encerramento e fim da transmissão

Reunião virtual também aprovou três novos membros e tratou de alinhamento do GT-Perdas

Com seis temas para discussão, dois eventos previstos e demandas da Secretaria Executiva, o Plano de Trabalho da Câmara Técnica de Saneamento para o biênio 2026-2027 foi aprovado pelos membros durante a 132ª Reunião Ordinária da CT-SA, realizada nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro, por videoconferência. As atividades foram conduzidas pela coordenadora-adjunta da CT, Patrícia Calegari.

O documento está dividido em três categorias: demandas da Secretaria Executiva, temas para discussão na câmara técnica e eventos a serem realizados no biênio. Os planos das 11 câmaras técnicas temáticas dos Comitês PCJ serão apreciados na próxima reunião da CT-PL, em 6 de março, e votados na plenária dos colegiados, em 31 de março.

Um dos temas definidos para 2026 e 2027 é a “Avaliação da carga difusa de origem urbana e rural afluente nos corpos hídricos das Bacias PCJ”. Nesse caso, a CT-SA atuará na proposição de um estudo piloto em conjunto da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) e da Coordenação de Sistema de Informações da Agência das Bacias PCJ.

Outros temas escolhidos são: “Tecnologias e Gestão para o Combate a Perdas de Água em Sistemas de Abastecimento Público”; “Modernização do Tratamento de Esgoto”; “Estratégias para Ampliação e Melhoria do Esgotamento Sanitário”; “Novo Marco Legal do Saneamento e seus Impactos na Regionalização e Universalização”; e “Modernização das ETAs”.

Previsto para agosto deste ano, um dos eventos será voltado ao debate sobre “Ferramentas Digitais e Gestão Ativa no Combate a Perdas de Água”. A atividade terá como foco a aplicação prática de ferramentas e metodologias para a gestão e redução de perdas, visando capacitar técnicos dos serviços municipais de saneamento na implementação ou aprimoramento de seus programas de controle.

O segundo evento está previsto para junho de 2027. Trata-se do “Seminário de Inovações em Tratamento de Esgoto: Rumo à Eficiência e Sustentabilidade”, que abordará tecnologias e estratégias voltadas à modernização das ETEs. Entre os temas previstos estão a remoção de nutrientes e contaminantes emergentes, a otimização do consumo de energia, o aproveitamento energético e a gestão sustentável do lodo. A proposta é conectar operadores, gestores, academia e empresas de tecnologia para acelerar a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis no tratamento de esgoto nas Bacias PCJ.

GT-Perdas

Na reunião, os membros da CT-SA também alinharam a retomada das atividades do Grupo de Trabalho Ações de Combate a Perdas de Água (GT-Perdas), coordenado por Patrícia Calegari. Ela abriu espaço para novos interessados integrarem o grupo e estendeu o convite a especialistas e representantes do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, do Ministério Público do Estado de São Paulo).

A primeira reunião do GT-Perdas em 2026 será realizada em 10 de março, às 14h, por videoconferência.O grupo foi o responsável pela elaboração das “Diretrizes Gerais para Gestão de Perdas de Água e Eficiência no Abastecimento Público nas Bacias PCJ”.

Novos membros

No encontro virtual, houve ainda a aprovação, por unanimidade, de três novos membros: Instituto de Estudos Vale do Tietê (Inevat), com Bruno Martins Baldi (titular) e Paulo Takeyama (suplente); Prefeitura de Analândia, com Rafael Dimitrius Carneiro (titular) e Claudio Alex Gonçalves de Carvalho (suplente); e Prefeitura de Salto, com Maurício Martins de Carvalho (titular) e Osneir Caviquioli (suplente).

Consultas públicas

Entre os informes da coordenação, destacaram-se três consultas públicas: uma do Governo do Estado de São Paulo, referente à concessão do Sistema Adutor Regional das Bacias PCJ (SAR-PCJ), e duas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

O coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, ressaltou a importância da participação na consulta pública do SAR-PCJ, cujo prazo para contribuições vai até o dia 25 de fevereiro. “Eu queria só deixar reforçado para todo mundo que vai ser afetado direta ou indiretamente pelo sistema adutor regional, que se manifeste. Ainda está aberta a consulta para poder fazer as adequações no projeto. Muito provavelmente esse vai ser o último momento de participação, de indagação, de questionamento quanto ao SAR”, destacou.

Arantes também reforçou a importância da participação nas outras duas questões relacionadas à ANA: uma sobre a norma de referência sobre padronização dos instrumentos negociais dos serviços de água e esgoto  e outra, em formato de audiência pública, sobre as diretrizes para o reúso não potável de água proveniente de efluentes do esgotamento sanitário.

No encontro, a analista da Coordenação de Projetos da Agência PCJ, Livia Modolo, ainda apresentou informações sobre o Edital Fehidro(Fundo Estadual de Recursos Hídricos) e uma oficina com esse tema, que acontecerá em Piracicaba(SP), no dia 4 de março.

Próxima reunião

A 133ª Reunião Ordinária da CT-SA está agendada para o dia 9 de abril, a partir das 9h, também por videoconferência.

Apresentação, em videoconferência, foi realizada pelo secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva

11 de fevereiro de 2026

A construção e operação das barragens de Pedreira e Amparo, assim como a implantação do Sistema Adutor Regional (SAR-PCJ), que distribuirá água desses reservatórios para 21 municípios das Bacias PCJ, foram os principais temas debatidos durante a 109ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água na Indústria (CT-Indústria), realizada nesta quarta-feira, dia 11 de fevereiro, por videoconferência. As atividades foram conduzidas pelo coordenador da CT-Indústria, Jorge Mercanti.

O projeto do Governo do Estado de São Paulo foi apresentado pelo secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva. “É inegável que a atuação das barragens por si só já é extremamente benéfica para a regularização da vazão dos mananciais da calha dos formadores e do próprio Rio Piracicaba, a principal calha da bacia”, destacou Denis. “O objetivo é único: garantir água para todo mundo, principalmente no período da estiagem”, comentou.  

O projeto de segurança hídrica das Bacias PCJ é tema de uma consulta pública aberta em janeiro pelas Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e de Parcerias em Investimentos (SPI). A operação do SAR-PCJ, bem como a manutenção das barragens e de uma de uma unidade de tratamento e despoluição do Rio Camanducaia, será realizada por meio de concessão, em modelo de Parceria Público-Privada (PPP). O prazo para contribuições segue até 25 de fevereiro. Mais informações podem ser obtidas neste link.

A concessão prevê a ampliação do sistema de captação e distribuição de água, com leilão estimado até o final de 2026, contrato de 30 anos e investimentos de R$ 1,9 bilhão. Desse total, R$ 312 milhões serão para a construção de três adutoras: Americana–Nova Odessa (tramo oeste), Louveira–Jundiaí (tramo centro-sul) e Pedreira–Campinas (tramo central).  Os detalhes do projeto podem ser conferidos no site da SPI e nesta apresentação feita pelo Governo Paulista nas duas audiências públicas,  dos dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro. Segundo o governo, as duas barragens devem ser concluídas no segundo semestre de 2026, com o enchimento dos reservatórios no final do ano. O SAR-PCJ deve entrar em operação em 2030.  

 O tema vem sendo discutido pelo GT-SAR PCJ, criado no âmbito da Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL). Denis ressaltou que diversas contribuições serão compiladas e encaminhadas pelos Comitês PCJ à consulta pública. Segundo ele, as barragens ampliarão significativamente a vazão regularizada em 8,98 m³/s, elevando a vazão total para 17,18 m³/s. Denis estimou que 1 m³/s seria suficiente para abastecer 250 mil habitantes e enfatizou que a confiabilidade do sistema é vital para a indústria, já que a falta de água pode paralisar processos produtivos. O projeto busca reduzir falhas históricas de abastecimento para no máximo 2%.

A reunião contou ainda com a participação do coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), Alexandre Vilella, que destacou a importância da definição de regras operativas para a distribuição da água das barragens, a exemplo do que ocorre no Sistema Cantareira. Ele defendeu que essas regras sejam pactuadas com todos os usuários e adaptadas à realidade das Bacias PCJ.

“O PCJ também quer protagonismo na operação dessas barragens. Estamos pleiteando isso na consulta pública. Esse é o momento de criticar e opinar”, observou Vilella, que classificou o tema como “complexo” e destacou que não há modelo semelhante no país. Segundo ele, trata-se de uma “oportunidade única na história de melhorar a segurança hídrica” na região. Tanto Vilella quanto Denis também ressaltaram a importância do combate às perdas de água e da intensificação das ações de proteção dos mananciais.

Plano de Trabalho 2026 – 2027

Durante a reunião, os membros aprovaram o Plano de Trabalho da CT-Indústria para o biênio 2026–2027, apresentado por Rebeca Silva, da Secretaria Executiva. Os planos das 11 câmaras técnicas temáticas serão apreciados na próxima reunião da CT-PL, em 6 de março, e votados na plenária dos colegiados, em 31 de março.

Na CT-Indústria, os seis temas previstos para discussão no biênio são: Plano Diretor de Reúso da Água para as Bacias PCJ; cadastro, caracterização e modelagem de cargas industriais; alternativas para suprimento de água; mudanças climáticas, impactos na gestão hídrica e planos de adaptação e contingência; acesso aos recursos da cobrança na modalidade reembolsável pelo setor privado; e boas práticas de conservação e uso racional da água no setor industrial.

O documento também contempla demandas da Agência das Bacias PCJ e da Secretaria Executiva dos Comitês PCJ para o período, alinhadas a instrumentos de planejamento aprovados pelos plenários, como o Plano das Bacias PCJ 2020–2035, o Planejamento Estratégico dos Comitês PCJ e políticas temáticas.

Situação hidrometeorológica

No início do encontro, Mercanti apresentou um panorama da situação hídrica do Sistema Cantareira e das Bacias PCJ. Em 10 de fevereiro, o Cantareira armazenava 285 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 29% do volume útil total. A expectativa é de que o índice possa aumentar com as chuvas. Alguns rios das Bacias PCJ registraram vazões acima da média neste mês.

O coordenador da CT-Indústria também apresentou dados históricos, destacando que os últimos 12 meses (entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026) registraram precipitação abaixo da média climatológica em Paulínia, caracterizando um período seco. No Sistema Cantareira, o acumulado foi de 1.065 mm nos últimos 12 meses, inferior à média climatológica anual da região, de 1.491 mm, o que impactou os níveis do sistema.

Segundo Mercanti, há probabilidade de chuvas acima da média nos meses de maio, junho, julho e agosto. “Essa é a boa notícia que a gente tem. Tomara que se concretize”, afirmou. “São informações que nos deixam mais confortáveis, principalmente no inverno. Essas chuvas são muito bem-vindas”, completou Denis Herisson.

Próxima reunião

A 110ª Reunião Ordinária da CT-Indústria também será realizada de forma virtual e está agendada para 8 de abril de 2026, a partir das 9h.

Apresentações foram feitas durante a 114ª Reunião Ordinária, realizada em 10 de fevereiro

10 de fevereiro de 2026

A 114ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica do Plano de Bacias (CT-PB), realizada em 10 de fevereiro de 2026, foi marcada por atualizações apresentadas pela Coordenação de Sistemas de Informações da Agência das Bacias PCJ (CSI), além da aprovação do Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027.

A analista técnica da CSI, Laice Correia, apresentou um balanço do Plano de Aplicação Plurianual (PAP-PCJ) referente ao ciclo 2021-2025. Ela destacou que, em termos de contratações, a execução alcançou cerca de 60% do previsto. Já em relação aos desembolsos, a eficiência foi de 68% frente ao valor planejado.

Sobre o fechamento do ciclo, Laice informou que, nos cinco anos do PAP, foram empenhados R$ 138 milhões dos R$ 161 milhões previstos, o que representa uma eficiência de 85%. Quanto aos desembolsos, a previsão era de R$ 174 milhões, dos quais aproximadamente R$ 123 milhões foram efetivamente executados, alcançando cerca de 70% de eficiência. Entre as ações que receberam recursos estão iniciativas voltadas ao saneamento e à proteção de mananciais.

“Como desafios para o próximo ciclo, temos a mudança na lógica de acompanhamento do PAP, que passa a ser totalmente focada em desembolsos. Isso nos leva ao desafio de aprimorar o fluxo interno de acompanhamento das ações, principalmente no que diz respeito ao monitoramento das metas físicas previstas no PAP. É um grande desafio para todo esse processo que será iniciado”, avaliou.

Na sequência, a analista técnica da CSI, Kátia Cezarino, apresentou o Relatório de Acompanhamento da Implementação do Plano das Bacias PCJ – exercício 2025. Ela explicou que o documento utiliza o manual da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) para avaliação de planos de recursos hídricos, metodologia que permite classificar as ações como em execução, em execução no prazo, em atraso ou concluídas.

O relatório também apresenta metas para o setor de saneamento por município, acompanhadas pela equipe da CSI para verificar se estão sendo atingidas conforme o planejamento inicial. “A gente já apresentou esse relatório em outubro de 2025, quando ele ficou aberto para contribuições. Como não houve manifestações, fizemos ajustes com o encerramento do exercício. Hoje apresentamos essas atualizações e, com as contribuições dos membros, vamos inserir novos ajustes pontuais antes da publicação no site da Agência das Bacias PCJ”, detalhou.

Complementando a apresentação, a analista técnica Carolina Silva destacou a análise das metas de saneamento incluída no relatório. “Nós validamos os dados já apresentados e incluímos uma análise sobre o tratamento do esgoto gerado nas Bacias PCJ por município. Fizemos o comparativo entre o esgoto tratado coletado e o esgoto gerado, além de registrar as visitas realizadas aos municípios no ano anterior para reforçar as metas do Plano”, explicou.

O diretor administrativo e financeiro da Agência das Bacias PCJ, Ivens de Oliveira, avaliou de forma positiva o último quinquênio (2021-2025). “Tivemos anos de muitas incertezas e realizamos inúmeras revisões no Plano de Aplicação Plurianual, ajustando estratégias. Retomamos obras de saneamento, com investimento superior a R$ 20 milhões somente em 2024, avançamos em projetos de proteção de mananciais com aportes expressivos, aperfeiçoamos a rede de monitoramento hidrológico e retomamos projetos de educação ambiental. Apesar das dificuldades, conseguimos nos reorganizar e tomar decisões importantes para viabilizar os investimentos previstos no Plano de Bacias. Ficamos felizes por encerrar este período com resultados positivos e esperamos manter um bom desempenho no ciclo 2026-2030”, afirmou.

Durante a reunião, também foi aprovado o Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027, que contempla ações organizadas em três categorias: A: Demandas da Secretaria Executiva; B: Temas para Discussão e C: Eventos. Entre os temas para discussão, destacam-se o Relatório de Situação e o Acompanhamento do PAP-PCJ 2026-2030. Na categoria Eventos, o principal destaque é o Workshop da Revisão do Plano de Bacias 2020-2035, previsto para setembro de 2027.

O documento será apreciado pela Câmara Técnica de Planejamento em reunião agendada para 6 de março e, posteriormente, encaminhado para aprovação na Plenária, prevista para o final do mesmo mês.

A coordenadora da CT-PB, Raquel Eliana Metzner, também avaliou positivamente o encontro. “Nossa reunião foi produtiva e colaborativa. Fazia algum tempo que a CT-PB não se reunia presencialmente, e esse momento é importante para fortalecer a Câmara e a convivência entre os membros. As contribuições apresentadas, como a do senhor Petrus em relação às ações do Plano, enriquecem muito o debate. Então, isso é bem importante pra gente aqui”, afirmou. 

A 115ª Reunião Ordinária da CT-PB está agendada para o dia 24 de março, às 9h, por videoconferência. 

Apresentação dos itens do Plano ocorreu durante a 118ª Reunião Ordinária da CT-SAM, realizada em 9 de fevereiro, por videoconferência

9 de fevereiro de 2026

A 118ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Saúde Ambiental (CT-SAM), realizada em 9 de fevereiro, por videoconferência, foi marcada pela apresentação do Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027. O documento será apreciado pela Câmara Técnica de Planejamento em reunião agendada para o dia 6 de março e, posteriormente, encaminhado para aprovação na Plenária, prevista para o final do mês de março.

O Plano de Trabalho contempla ações organizadas em três categorias: A: Demandas da Secretaria Executiva; B: Temas para Discussão; e C: Eventos.

A coordenadora da CT-SAM, Roseane Maria Garcia Lopes de Souza, e a coordenadora-adjunta, Cassiana Maria Reganhan Coneglian, apresentaram os temas propostos para discussão no biênio, sendo eles:

  1. Monitoramento da qualidade da água bruta e avaliação do risco à saúde do consumidor nas Bacias PCJ;
  2. Política de Saúde Ambiental (PCJ) – articulação entre a CT-SAM e os órgãos gestores, reguladores e serviços de saneamento, visando à implementação da política nas Bacias PCJ e à discussão de eventuais revisões;
  3. Plano de Segurança da Água (PSA) – divulgação e articulação entre a CT-SAM, órgãos gestores, reguladores, municípios e serviços de saneamento, com proposta de levantamento da situação do PSA encaminhado aos municípios;
  4. Cartilha “Cada gota alerta” – continuidade da elaboração da cartilha, com definição de público-alvo, formato de divulgação e estratégia de aplicação;
  5. Portaria GM/MS nº 888/2021 (padrão de potabilidade) – criação de um ambiente de discussão para integrar prestadores de serviços e setores de regulação e fiscalização, visando ao cumprimento da portaria;
  6. Difusão de pesquisas sobre Doenças Relacionadas ao Saneamento Inadequado (DRSAI) – elaboração de documento-base para apoiar os municípios na identificação da incidência das DRSAIs.

Na categoria C – Eventos, o Plano prevê ainda a realização de dois encontros: o IX Seminário de Saúde Ambiental, proposto para outubro de 2026, e o X Seminário de Saúde Ambiental, previsto para outubro de 2027.

Como complemento ao Plano de Trabalho, foram apresentados os Grupos de Trabalho (GTs) responsáveis pelo desenvolvimento de cada tema, sendo definidos da seguinte forma:

  • Tema 1: Portaria 888 e Laboratórios;
  • Tema 2: Coordenação CT-SAM;
  • Tema 3: GT-PSA;
  • Tema 4: GT-Cartilha;
  • Tema 5: GT-Portaria;
  • Tema 6: GT-PSA.

Ainda durante a reunião, houve a apresentação da empresa Unicorp. O engenheiro e gestor comercial, Leonardo Gustavo Pedroso, apresentou os recursos do sistema de gestão de dados da qualidade da empresa, que é a maior fornecedora de LIMS (Laboratory Information Management System) para a área de saneamento no Brasil, com 29 anos de atuação no mercado.

A Unicorp oferece soluções voltadas a operações críticas, com sistemas de monitoramento, controle e gestão de dados operacionais e regulatórios. Entre os serviços apresentados estão o plano de amostragem automatizado, a gestão de limites operacionais e das portarias, a integração automática com a Vigilância Sanitária, além da gestão do sistema de abastecimento e de dados quantitativos.

Na ocasião, a coordenadora-adjunta da CT-SAM, Cassiana Coneglian, ressaltou a importância da gestão de dados e da integração dos sistemas de monitoramento, destacando também a relevância de conhecer empresas especializadas nesse tipo de solução.

O encontro contou ainda com a apresentação de Josué Gonçalves da Silva Neto, novo integrante da Câmara Técnica por meio do programa “Jovem vem para o PCJ”. Formado em Engenharia Química, Josué é funcionário do Departamento de Água e Esgoto de Santa Bárbara d’Oeste. Durante sua apresentação, destacou seu interesse pela área de saneamento, tanto pelos aspectos técnicos quanto pelo propósito social de fornecer água de qualidade e cuidar do meio ambiente, ressaltando que seu trabalho de conclusão de curso teve como tema o uso de coagulantes no tratamento de água.

A próxima reunião da CT-SAM está agendada para o dia 28 de abril de 2026, às 9h30, na AEAAV, em Valinhos.

Aprovação ocorreu durante a 169ª Reunião Ordinária, realizada em 6 de fevereiro, por videoconferência

6 de fevereiro de 2026

A aprovação do Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027 foi o principal tema da 169ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água no Meio Rural (CT-Rural), realizada no dia 6 de fevereiro de 2026, por videoconferência.

Na ocasião, os membros conheceram as ações previstas no Plano, organizadas em três categorias: A: Demandas da Secretaria Executiva; B: Temas para Discussão; e C: Eventos.

A coordenadora-adjunta da CT-Rural, Melissa Pin Lucheti, explicou que o Plano manteve dois temas já trabalhados pelo colegiado: Saneamento Rural e Segurança e Qualidade da Água, com o objetivo de dar continuidade ao apoio aos municípios na elaboração de planos municipais de saneamento. Entre os temas prioritários estão o “Uso Racional da Água e Soluções em Saneamento Rural”, a “Segurança e Qualidade da Água utilizada no abastecimento no meio rural” e a “Conservação de Solo”, reconhecida como essencial para a proteção das áreas de plantio e das ações de conservação.

Também foram destacados dois eventos previstos no Plano de Trabalho. O primeiro será presencial e abordará a metodologia de recuperação e conservação de nascentes, combinando uma reunião da CT no período da manhã com uma visita técnica à tarde, voltada à demonstração prática. O segundo evento será online, em formato de workshop, previsto para ocorrer próximo à Semana de Conservação do Solo, com o objetivo de discutir a importância do tema e apresentar práticas conservacionistas, em parceria com a Câmara Técnica de Conservação e Proteção dos Mananciais (CT-Mananciais). 

Após a aprovação pelos membros da CT-Rural, o Plano de Trabalho será apreciado pela Câmara Técnica de Planejamento, em reunião agendada para o dia 6 de março, e posteriormente encaminhado para aprovação na Plenária, no final de março.

Durante a reunião, também foi aprovada a entrada de um novo membro no colegiado: a Associação De Olho no Material Escolar (DONME), representada por João José de Abreu Demarchi e Rodrigo Paniago.

A próxima reunião da CT-Rural está prevista para o dia 27 de março de 2026, por videoconferência.

Encontro da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico, em Indaiatuba (SP), avaliou os efeitos das chuvas recentes, a recuperação do Sistema Cantareira e os cenários para a gestão hídrica nos próximos meses

A avaliação dos cenários hidrológicos atuais, marcada por vazões elevadas nos rios das Bacias PCJ e pela recuperação do Sistema Cantareira, pautou a 176ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ, realizada na quinta-feira, 5 de fevereiro, no Museu da Água de Indaiatuba. A abertura foi feita pela engenheira Danielle Nery, do SAAE do município.  O encontro analisou os impactos das chuvas recentes, as ocorrências registradas no último mês e as perspectivas para o período de estiagem que se inicia a partir de abril.

“Nas reuniões da CT-MH, rotineiramente a gente faz uma avaliação dos cenários, as ocorrências do último mês, e naturalmente, em virtude das chuvas das últimas semanas, as calhas dos rios estão em vazões bastante superiores, inclusive em alguns municípios com problemas de inundação, extravasamento.  O Sistema Cantareira, se compararmos a última reunião de janeiro até agora, teve uma elevação de cerca de 5%, não apenas em função das chuvas, mas também da gestão eficiente das descargas para o PCJ. Naturalmente a Sabesp também que tem retirado menos do que é autorizado para a região metropolitana de São Paulo”, comentou o coordenador da CT-MH, Alexandre Vilella.

Ele ressaltou que a câmara acompanha atentamente as perspectivas para os próximos meses e para a estiagem, que efetivamente começa em abril. “A CT-MH fez essa avaliação considerando o andamento da estiagem e aguarda as previsões de chuva para os próximos meses, especialmente diante da expectativa de precipitações dentro da normalidade, o que é uma boa notícia. Isso permitirá avaliar que tipo de comportamento será necessário a partir de abril, quando a estiagem se inicia, e, com mais intensidade, a partir de junho, período em que os Comitês PCJ assumem o protagonismo na gestão das descargas do Sistema Cantareira para a nossa região”, destacou Vilella.

Apresentações

Na reunião, como já é praxe, foram realizadas diversas apresentações. Vilella expôs a situação dos mananciais, do Sistema Cantareira, informações sobre usuários e condições hidrometeorológicas, além de abrir a palavra para que os membros relatassem as ocorrências registradas durante o mês de janeiro de 2026. No dia 4 de fevereiro, o Sistema Cantareira operava com 24% de sua capacidade, na faixa de restrição. Na mesma data de 2025, o índice era de 54,7% e, em 2024, de 74%.

Entre as ocorrências apresentadas, destacou-se a da BRK Sumaré, que precisou paralisar a captação de água bruta no Rio Atibaia por três vezes no mês passado, em razão da alta concentração de nitrogênio amoniacal após episódios de chuva. Em uma dessas ocorrências, no dia 29 de janeiro, o pico chegou a 7,56 mg/L, e a paralisação durou cerca de uma hora e meia. A Cetesb foi acionada.

Em Piracicaba, o Semae registrou, no dia 9 de janeiro, um pico de turbidez de 5 mil unidades no Rio Corumbataí. O episódio, porém, não comprometeu o funcionamento da ETA “Luiz de Queiroz”. Atualmente, durante o período úmido, o Semae capta de 70% a 80% da água bruta do Rio Piracicaba, sendo o restante proveniente do Rio Corumbataí. No período seco, ocorre o inverso, com maior captação no Corumbataí.

Outra ocorrência foi registrada no dia 20 de janeiro, no Rio Cachoeira, em Piracaia (SP), onde o proprietário de um sítio represou um trecho do rio com madeiras, prejudicando o trânsito das descargas de água do Sistema Cantareira para as Bacias PCJ. O responsável foi advertido pela Agência SP Águas.

Na apresentação da Sala de Situação, a engenheira Karolina Dantas expôs os dados sobre chuvas e vazões em janeiro de 2026, além das perspectivas para os próximos meses. No mês passado, os acumulados de chuva variaram entre 150 e 400 milímetros na maior parte do território das Bacias PCJ. No entanto, as vazões de alguns rios, como Jaguari, Atibaia e Piracicaba, permaneceram cerca de 50% abaixo da média histórica registrada entre 2010 e 2019.

Encerrando as apresentações, o coordenador do GT-Previsão do Tempo, Jorge Mercanti, apresentou as previsões meteorológicas. Segundo ele, há previsão de chuvas intensas entre os dias 9 e 10 de fevereiro, e a expectativa é de que a ocorrência de chuvas na região das Bacias PCJ fique acima da média nos próximos seis meses.

Ainda durante a reunião, a engenheira Danieli Ferreira divulgou os resultados de 11 trabalhos apresentados pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) no XXVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, realizado em novembro de 2025, em Vitória (ES). Cinco dos trabalhos têm relação direta com as Bacias PCJ, incluindo a análise da intensidade das chuvas na região entre 2024 e 2025 e o sistema de previsão hidrometeorológica das bacias.

Plano de Trabalho

No encontro, os membros também aprovaram o Plano de Trabalho da CT-MH para o biênio 2026–2027. Os planos das 11 câmaras técnicas temáticas serão apreciados na próxima reunião da CT-PL e votados na plenária dos Comitês PCJ, prevista para o final de março.

Na CT-MH, estão previstos 13 temas a serem trabalhados ao longo das reuniões, além da realização de um evento sobre prevenção, preparação e resposta a emergências químicas na proteção dos recursos hídricos, programado para maio de 2027.

“Como parte dos colegiados, a CT-MH, assim como as demais câmaras, planeja suas atividades por meio do Plano de Trabalho. O plano aprovado hoje é, em grande parte, de continuidade, com foco na quantidade e na qualidade da água, na convivência com os eventos climáticos e nas novidades do SAR-PCJ, das barragens que entrarão em operação, da discussão sobre a renovação da outorga do Sistema Cantareira, entre outros temas. Alguns pontos são continuidades, mas também há novidades, como a integração com o tema da poluição difusa e com a futura rede de monitoramento de águas subterrâneas”, avaliou Vilella.

Próxima reunião

A 277ª Reunião Ordinária da CT-MH está agendada para o dia 4 de março de 2026, a partir das 9h, por videoconferência.

136ª Reunião Ordinária também aprovou Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027

3 de fevereiro de 2026

Durante a 136ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), a coordenadora de Gestão da Agência das Bacias PCJ, Katia Gotardi, apresentou atualizações sobre a 3ª edição do programa “Jovem, vem para o PCJ”, referente ao período de 2025 a 2027.

O programa tem como objetivo promover maior participação de jovens — tanto em termos de idade quanto de conhecimento — na gestão dos recursos hídricos das Bacias PCJ; fortalecer a integração entre as entidades que compõem os Comitês PCJ; e proporcionar um ambiente colaborativo, no qual os participantes possam trocar experiências, aprender com profissionais mais experientes e discutir os temas pautados no âmbito do colegiado.

A edição deste ciclo recebeu a inscrição de 41 interessados, provenientes de 23 entidades integrantes dos Comitês PCJ. Destas, 35 inscrições foram efetivadas, representando 20 instituições. A distribuição dos jovens nas Câmaras Técnicas considerou tanto a CT de atuação de seus tutores quanto o interesse manifestado pelos próprios participantes.

O primeiro encontro teve como objetivo fornecer orientações e alinhamentos entre jovens e tutores, abordando:

  • os direitos e deveres dos participantes, conforme o regulamento;
  • a participação nas reuniões das Câmaras Técnicas, em formato on-line, a partir de fevereiro de 2026;
  • os registros das participações em memórias técnicas;
  • a apresentação do cronograma reformulado;
  • informações sobre o uso do e-mail corporativo, da plataforma Google Classroom, do WhatsApp e das orientações enviadas por e-mail;
  • e a apresentação do cronograma das atividades previstas.

O segundo encontro será destinado às orientações sobre as leituras obrigatórias, como as Políticas, o Relatório de Situação e o Plano de Bacias, além da elaboração de memória técnica.

A reunião também abordou o andamento da Cartilha Propriedade Rural Amiga da Água, que se encontra em fase de contratação de empresa para dar continuidade aos trabalhos. A cartilha tem como objetivo orientar proprietários rurais sobre a conservação e preservação de mananciais e do solo, utilizando QR Codes para direcionar os leitores a órgãos e políticas públicas que oferecem orientações sobre temas como barragens, outorgas e manutenção de estradas rurais. A coordenadora da CT-EA, Ana Lúcia Floriano, destacou a importância da parceria entre a CT-EA e a CT-Rural para garantir uma linguagem acessível e um olhar pedagógico, adequado ao público rural.

Outro tema apresentado por Katia Gotardi foi o Plano de Capacitação dos Comitês PCJ. A coordenadora destacou a Deliberação dos Comitês PCJ nº 531/25, de 11 de dezembro de 2025, que aprova o Plano de Capacitação para o período de 2026 a 2030. Também foi pautada a aprovação da recomposição do Grupo de Trabalho do Plano de Capacitação (GT-PCap) para 2026, composto por nove membros.

Além disso, foram aprovadas as inclusões de novos membros: a Prefeitura Municipal da Estância Climática de Analândia e a Prefeitura Municipal de Saltinho. O Plano de Trabalho da CT-EA para o biênio 2026–2027 também foi aprovado pelos integrantes da Câmara. O documento contempla as categorias: A) Demandas da Secretaria Executiva; B) Temas para Discussão; e C) Eventos, e seguirá para apreciação da Câmara Técnica de Planejamento e da Plenária.

A próxima reunião da CT-EA está agendada para o dia 14 de abril, às 9h, por videoconferência.

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