| Mês: fevereiro de 2026

Reunião virtual contou com palestra de Alexandre Vilella (CT-MH) sobre o Monitoramento Hidrológico nas Bacias PCJ e a eleição de Ana Elisa Abreu como nova coordenadora do GT-Controle

26 de fevereiro de 2026

Temas, ações estratégicas e eventos do Plano de Trabalho da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas (CT-AS) para o biênio 2026-2027 foram discutidos, planejados e aprovados pelos membros durante a 98ª Reunião Ordinária, realizada nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, por videoconferência. As atividades foram conduzidas pela coordenadora-adjunta, Marcela Aragão.

Os planos das 11 câmaras técnicas temáticas serão apreciados na próxima reunião da CT-PL, em 6 de março, e votados na plenária dos colegiados, em 31 de março.

Na CT-AS, os seis temas previstos para o biênio são: rede de monitoramento qualiquantitativo das águas subterrâneas; divulgação de conhecimentos em águas subterrâneas nos Comitês PCJ; estudos hidrogeológicos no âmbito das Bacias PCJ; delimitação de áreas de recarga e estabelecimento de diretrizes e proteção nas Bacias PCJ; estudo hidrogeológico do aquífero Tubarão; e levantamento de novas áreas para verificação de possibilidade de estudos para restrição e controle.

Durante o encontro, os membros definiram alguns palestrantes para as 10 reuniões agendadas no biênio, pelo menos três delas presenciais.

A câmara técnica programou ainda dois eventos no período. O II Fórum de Águas Subterrâneas, previsto para o segundo semestre deste ano, em Indaiatuba ou Jaguariúna, pretende envolver cada vez mais os municípios e prestadores de serviços na discussão sobre uso e regularização de poços. Após o evento, a intenção é produzir um relatório com diretrizes e boas práticas para cadastro e regularização.

“Queremos fortalecer os municípios e prestadores na regularização, simplificar fluxos e construir diretrizes aplicáveis às Bacias PCJ nesse âmbito, de combate à irregularidade, incentivo ao cadastro de poços. A gente gostaria muito de trazer luz, no evento, ao papel da gestão municipal de águas subterrâneas nesse contexto de escassez hídrica e mudanças climáticas”, destacou Marcela.

O segundo evento será o IX Workshop de Águas Subterrâneas, previsto para dois dias consecutivos de novembro de 2027, de forma presencial. Tradicionalmente, o evento tem como objetivo divulgar e ampliar o conhecimento sobre assuntos relevantes aos Comitês PCJ relacionados ao uso e proteção das águas subterrâneas, além de contribuir para a capacitação dos membros da CT-AS.

GT-Controle

Durante a reunião, foi eleita Ana Elisa Silva de Abreu (Unicamp) como nova coordenadora do Grupo de Trabalho de Controle (GT-Controle), em substituição a Mariza Fernanda da Silva (Sabesp), que deixou a função por motivos profissionais, mas permanece no grupo.

“Vou sempre continuar apoiando com tudo o que for possível”, afirmou Mariza.

A nova coordenadora recebeu elogios dos membros. “Obrigada pelas palavras de suporte e pela confiança. Queria agradecer o convite da coordenação da CT-AS. Veio em um momento oportuno. Era o que eu queria mesmo: me aproximar mais e contribuir ainda mais”, ressaltou Ana Elisa.

A próxima reunião do GT-Controle está agendada para as 14h do dia 19 de março.

Palestra

O encontro contou ainda com a palestra “Monitoramento Hidrológico nas Bacias PCJ: Inovações e Lições Aprendidas”, ministrada pelo coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), Alexandre Vilella.

Na apresentação, Vilella abordou o histórico, lições aprendidas e a importância da confiabilidade dos dados da rede de monitoramento hidrológico das Bacias PCJ, que registra, em média, mais de 1 milhão de acessos por ano. Destacou ainda que a rede foi crucial, por exemplo, para subsidiar a redução de vazão do Sistema Cantareira neste mês, em razão das chuvas.

O coordenador da CT-MH também mencionou o desafio da implantação de uma rede de monitoramento das águas subterrâneas — prevista no Plano de Trabalho da CT-AS — e a necessidade de integrar os dados à gestão das águas, evitando que se tornem apenas um repositório de informações. Ele explicou, ainda, o trabalho realizado pela Sala de Situação PCJ e pelo Sistema de Suporte a Decisões (SSD-PCJ).  

“Estamos na fase de concepção da rede de monitoramento das águas subterrâneas. Ainda não temos uma data para a implantação. Vamos estruturar como será essa contratação e os demais encaminhamentos. A palestra do Alexandre foi muito importante. Teremos muito mais discussões para estruturar esse produto”, avaliou Marcela Aragão.

Estudos em Americana e Nova Odessa

Durante a reunião, também foi apresentado um breve relato sobre o andamento do contrato “Estudos Hidrogeológicos para avaliação de áreas de restrição e controle nas Bacias PCJ: Áreas urbanas de Americana e Nova Odessa”. Marcela detalhou o andamento do contrato, com a aprovação do Produto 3(caracterização geral da área, da geologia e hidrogeologia) em dezembro, após atendimento às considerações e sugestões de melhoria, e informou o início da elaboração do Produto 4, que envolve a avaliação da quantidade de águas subterrâneas, com mais de 200 visitas previstas a poços nos dois municípios.

Ela solicitou o apoio dos membros da região para divulgar o estudo e facilitar o acesso a indústrias e empresas com poços para as medições de campo, reforçando que não se trata de golpe nem de ação fiscalizatória.

José Luiz Albuquerque Filho destacou a importância do apoio local, ressaltando que a autorização para entrada em residências ou indústrias para trabalhos de campo é, historicamente, um dos principais desafios desse tipo de estudo.

Novo membro

Também foi aprovada por unanimidade a entrada da Prefeitura de Analândia na CT-AS, com Rafael Dimitrius Carneiro (titular) e Claudio Alex Gonçalves de Carvalho (suplente).

Próxima reunião

A 99ª Reunião Ordinária da CT-AS será realizada presencialmente, a partir das 9h30 do dia 16 de abril, no auditório do Instituto de Geociências da Unicamp, em Campinas.

Apresentações reforçaram a necessidade de planejamento técnico, cooperação regional e uso racional da água frente aos desafios da escassez hídrica em 2026

23 de fevereiro de 2026

O fortalecimento do planejamento preventivo e da atuação integrada entre municípios, órgãos gestores e prestadores de serviços de saneamento marcou o webinário “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”, realizado nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, pelos Comitês PCJ. O encontro reuniu representantes de diferentes instituições para avaliar o cenário hidrológico atual e discutir estratégias voltadas à segurança hídrica na região.

“Seguiremos firmes nessa longa e permanente jornada em favor da segurança hídrica das Bacias PCJ. É fundamental que cada município saiba, com antecedência, como agir diante de uma escassez hídrica. Nosso papel é estimular, promover e construir soluções integradas, sempre com base em critérios técnicos, fortalecendo os 76 municípios abrangidos pelos Comitês PCJ dentro do Plano das Bacias PCJ 2020-2035, que está em revisão”, destacou o secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva. Ele também ressaltou a importância de sensibilizar gestores e a sociedade para que a segurança hídrica se consolide como prioridade permanente na agenda municipal.

O evento foi transmitido ao vivo pelo YouTube e contou com a participação de especialistas, representantes de órgãos gestores, agências reguladoras, Ministério Público do Estado de São Paulo e operadores de sistemas de saneamento.

Programado pelo Grupo de Trabalho Estiagem (GT-Estiagem) da Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL), com apoio da Agência das Bacias PCJ, o encontro teve como foco a avaliação dos cenários hidrológicos para 2026 e a discussão de estratégias para fortalecer a segurança hídrica nas Bacias PCJ diante do período seco que se aproxima.

O diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, destacou a importância do evento. “A palavra planejamento é fundamental especialmente em momentos de escassez hídrica, mas em momentos de abundância também, quando chove muito, para que a gente possa dar conta de diminuir os riscos e os impactos. Os Comitês e a Agência PCJ cumprem o seu papel aqui, com esse evento, de chamar todas as entidades, todos aqueles que tem alguma tarefa a desenvolver, seja no abastecimento público, seja verificação da saúde pública, a questão do planejamento, da regulação, enfim, para que a gente consiga pensar estrategicamente em o que fazer em cada momento. Estamos atentos a esses movimentos. É o nosso dia a dia. Todos os dias estamos aqui trabalhando, pensando nessas atividades: no que tem que fazer do planejamento, como coletar e tratar esgoto, como construir barragens, quando é o caso. Sabemos que só barragem não resolve, é necessário proteger os mananciais, combater perdas de água, uma série de atividades para dar conta do uso eficiente da água”, comentou Razera. 

Na abertura, foi apresentado o prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ, com destaque para o atual cenário do Sistema Cantareira, que opera em faixa de restrição e mantém medidas como a suspensão de novas outorgas e a declaração de escassez hídrica. O contexto reforçou a necessidade de planejamento antecipado por parte dos municípios e prestadores de serviços.

Durante o Painel 1, representantes de instituições estaduais e federais abordaram medidas regulatórias, estratégias de gestão e ações de monitoramento voltadas à prevenção e mitigação dos efeitos da escassez hídrica. Também foram discutidos os impactos da estiagem sobre o abastecimento público, a saúde e o meio ambiente, além da importância da atuação articulada entre os diferentes níveis de governo.

O Painel 2 reuniu prestadores de serviços de saneamento, que apresentaram experiências, desafios e iniciativas adotadas em contextos de criticidade hídrica, com destaque para ações de gestão de perdas, campanhas de uso consciente da água e aprimoramento dos planos de contingência.

Ao longo do evento, foi reforçada a importância do planejamento integrado, do monitoramento contínuo das condições hidrológicas e da adoção de medidas preventivas para ampliar a resiliência dos municípios frente ao período seco de 2026.

O webinário integra o conjunto de ações dos Comitês PCJ voltadas ao fortalecimento da governança e da segurança hídrica na região, buscando antecipar cenários e estimular a preparação coordenada entre os diversos atores envolvidos na gestão dos recursos hídricos.

Além dos Comitês e da Agência PCJ, as apresentações foram feitas por representantes da SP-Águas, ANA(Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), ARES-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ), Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde/SP, Ministério Público do Estado de São Paulo (GAEMA PCJ – Piracicaba e Campinas), e dos prestadores de serviços de saneamento, com participação da Sabesp, Sanasa Campinas, BRK Ambiental e Semae Piracicaba.

Assista ao webinário na íntegra:

Tema foi apresentado pela secretária-executiva do Conirp, Vanessa Kuhl

20 de fevereiro de 2026

O processo de licenciamento ambiental da Barragem do Ribeirão Piraí e o andamento das obras foram alguns dos principais assuntos discutidos na 120ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Outorgas e Licenças, realizada nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, por videoconferência. A reunião foi conduzida pela coordenadora da CT-OL, Ariana Damiano, e o tema foi apresentado pela secretária-executiva do Consórcio Intermunicipal do Ribeirão Piraí (Conirp), Vanessa Kuhl.

O assunto foi levado à câmara técnica devido à forma incomum e à morosidade do processo. Vanessa explicou que o licenciamento foi complexo e demorado, com diversas particularidades, entre elas o envolvimento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

A Barragem do Ribeirão Piraí, que envolve Cabreúva, Indaiatuba, Salto e Itu, tem como objetivo principal a segurança hídrica e a preservação naquela região, que abrange as Bacias PCJ e Sorocaba e Médio Tietê. Atualmente, o projeto está em fase de instalação. A área de implantação já havia sido indicada em estudos desde 2004.

O empreendimento, que faz parte do Plano de Bacias do PCJ, enfrentou dificuldades desde a elaboração do projeto até a obtenção de licenças, já que os órgãos não estavam preparados para trabalhar com a natureza jurídica de um consórcio público. O futuro reservatório terá aproximadamente 10 bilhões de litros  de água, volume três vezes superior ao da barragem do Mirim, em Indaiatuba.

O licenciamento ambiental na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) teve início em 2011 e passou por longos processos de elaboração do Relatório Ambiental Preliminar (RAP) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), além da realização de uma audiência pública em 2012. Ao emitir a Licença de Instalação, a Cetesb condicionou o ato à aprovação do Ibama para a supressão de vegetação em estágio médio de regeneração. Outra dificuldade enfrentada foram as desapropriações de sete propriedades — apenas duas realizadas de forma amigável —, o que gerou entraves significativos e prolongou o processo por mais de cinco anos.

A obra foi retomada em abril de 2025 e o empreendimento segue em execução, com a implantação de programas ambientais e o cumprimento de um projeto de reflorestamento de mais de 100 hectares. A primeira etapa está orçada em R$ 109 milhões. Na próxima reunião da CT-OL, Vanessa deverá apresentar um estudo sobre poluição difusa relacionada à barragem. Segundo ela, o tema sensível e pode servir de estudo de caso para os Comitês das Bacias PCJ e Sorocaba e Médio Tietê.

Plano de trabalho

No encontro, os membros ainda aprovaram o Plano de Trabalho da CT-OL para o biênio 2026/2027. O documento está dividido em três categorias: demandas da Secretaria Executiva, temas para discussão na câmara técnica e eventos a serem realizados no biênio.

Os planos das 11 câmaras técnicas temáticas dos Comitês PCJ serão apreciados na próxima reunião da CT-PL, em 6 de março, e votados na plenária dos colegiados, em 31 de março.

Entre os temas escolhidos para debate no biênio estão:

  • revisão da minuta da Política de Outorgas e dos programas propostos;
  • realização de capacitações relacionadas aos cadernos temáticos do Plano de Bacias vinculados a Outorgas e Licenças;
  • atualização das legislações ambientais voltadas aos recursos hídricos;
  • discussões e esclarecimentos sobre legislações ambientais imprecisas ou sobrepostas, que geram dúvidas aos usuários;
  • efetivação do reenquadramento do Rio Jundiaí.

“Com a atualização do Plano de Bacias, acredito que passemos a discutir outros cursos d’água que são classe 4 e precisam de enquadramento. Dentro do GT-Enquadramento, vamos tratar tanto do Rio Jundiaí quanto dos demais que estiverem contemplados no Plano de Bacias”, ressaltou Ariana.

O Plano de Trabalho também prevê dois eventos. O primeiro, com o título provisório “Conhecendo o Rio Jundiaí”, deverá ocorrer em setembro deste ano. Trata-se de visita técnica ao rio, percorrendo o trecho da nascente à foz, com o objetivo de observar os resultados do processo de despoluição e registrar as melhorias alcançadas após o reenquadramento.

O segundo evento será o webinário “Conversando sobre o Rio Jundiaí – Ações e resultados”, programado para setembro de 2027. Está prevista uma roda de conversa com apresentação dos resultados da visita técnica, do relatório de enquadramento 2023/2024–2025/2026 e das ações realizadas nos grupos de trabalho.

Novo membro

Na reunião, foi aprovada por unanimidade a entrada de novo membro na CT-OL: a Prefeitura de Analândia, representada por Rafael Dimitrius Carneiro (titular) e Cláudio Alex Gonçalves (suplente).

Relatório SP Águas 2025

O encontro virtual também contou com a apresentação do Relatório Gerencial Anual 2025 da SP Águas, feita por Ariana Damiano. O documento já havia sido divulgado na plenária dos Comitês PCJ realizada em dezembro de 2025, em Extrema.

O relatório reúne os principais números das atividades da SP Águas na Divisão do Médio Tietê, que abrange as Bacias PCJ e Sorocaba e Médio Tietê, com cooperação da Agência das Bacias PCJ. Em 2025, foram fiscalizadas 1.244 propriedades, sendo 876 nas Bacias PCJ.

No SiDeCC (Sistema para Declaração das Condições de Uso de Captações), há 5.633 usuários nas Bacias PCJ — 848 de captação superficial e 4.785 de captação subterrânea. No SiDeCC-R (remoto), são 75 e 47 usuários, respectivamente.

Ariana explicou que a Deliberação SP Águas nº 12, que declarou situação de escassez hídrica na bacia do Rio Piracicaba em 2025, impactou o processo de outorga, suspendendo novas autorizações para usos não prioritários. Ela ressaltou que, embora o período atual seja chuvoso, não há previsão para a retomada da emissão de novas outorgas, pois a decisão dependerá do encerramento da situação de escassez e da consequente revogação da deliberação.

Grupos de Trabalho

Foi divulgada a data da próxima reunião do Grupo de Trabalho de Usos da Água, Legislação e Difusão de Informações em Recursos Hídricos (GT-Usos da Água e Difusão), coordenado por Antonio Lopes: 18 de março, às 9h, por videoconferência.

Já o Grupo de Trabalho de Enquadramento dos Corpos d’Água (GT-Enquadramento) se reunirá virtualmente em 12 de março, também às 9h. O grupo deverá realizar eleição para definição de novo coordenador. Até essa data, Ariana exercerá a coordenação provisoriamente.

Próxima reunião

A 121ª Reunião Ordinária da CT-OL será realizada no dia 17 de abril, às 9h30, no Museu da Água de Indaiatuba.

Cordeirópolis e Vinhedo foram selecionados pelos Comitês PCJ

Os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ vem incentivando a utilização de uma ferramenta denominada Giswater nos Sistemas de Água e Esgoto dos municípios das Bacias PCJ. Trata-se de um sistema de informação geográfica que ajuda a gerenciar os dados das companhias de saneamento e desempenhar função muito importante no planejamento e na execução das ações para a efetiva diminuição das perdas de água na rede de distribuição pública. Além disso é um software livre, ou seja, não tem cobrança de licenças ou assinaturas.

Um Projeto Piloto para Implantação dessa ferramenta Giswater foi realizado no sistema de abastecimento de água do município de Capivari, contratado pela Agência das Bacias PCJ em 2022 e finalizado em 2024 com resultados positivos na gestão de perdas hídricas: confira aqui.

A Agência das Bacias PCJ irá dar continuidade à iniciativa, com a contratação de empresa de engenharia para a implantação da ferramenta Giswater em Sistema de Abastecimento de Água em outros dois municípios das Bacias PCJ: Cordeirópolis e Vinhedo.

A seleção dos municípios deu-se considerando os critérios de priorização para controle de perdas segundo o Plano de Bacias PCJ 2020 a 2035, dentre aqueles com população de até 150.000 habitantes e cuja prestação dos serviços de saneamento não sejam realizados pela iniciativa privada ou por empresas de sociedades anônimas (SA). Ambos os municípios já possuem o cadastro técnico 100% digital, requisito para o funcionamento do software! Confira abaixo algumas informações dos sistemas de distribuição de água:

Cordeirópolis

  • 24.514 habitantes (IBGE, 2022)
  • Captações superficiais e subterrâneas
  • 26 reservatórios
  • 140km de extensão de rede

Vinhedo

  • 76.540 habitantes (IBGE, 2022)
  • Captações superficiais e subterrâneas
  • 40 reservatórios
  • 620km de extensão de rede

Com mais essas experiências obtidas, espera-se que o software se torne replicável em mais municípios das Bacias PCJ!

11ª Reunião Ordinária também debateu Manejo Integrado do Fogo e movimento Viva Água

13 de fevereiro de 2026

Conduzida por João José Demarchi, a 11ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Conservação e Proteção dos Mananciais (CT-Mananciais), realizada em 13 de fevereiro, por videoconferência, foi marcada pela aprovação do Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027 e pela discussão sobre o Manejo Integrado do Fogo (MIF) e movimento Viva Água, da Fundação Grupo Boticário. 

Os membros aprovaram o Plano de Trabalho, estruturado em três categorias: A) Demandas da Secretaria Executiva; B) Temas para Discussão; e C) Eventos. Para 2026 e 2027, foram definidos seis temas principais: Conservação do Solo; Disponibilidade Hídrica; Relatório Anual da Política de Mananciais PCJ; Livro Comemorativo – 10 anos da Política de Mananciais PCJ; Métodos de Conservação, Proteção e Restauração Florestal e Ecológica; e Projeto Viva Água.

O documento também contempla sete demandas da Secretaria Executiva e dois eventos: o Workshop da Política de Mananciais PCJ – Nova Deliberação 2026 e o VII Seminário de Áreas Protegidas. Os planos das 11 Câmaras Técnicas temáticas dos Comitês PCJ serão apreciados na próxima reunião da Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL), em 6 de março, e votados na plenária dos colegiados, em 31 de março.

Durante a reunião, também foram dadas as boas-vindas aos novos integrantes da Câmara Técnica, que ingressaram por meio da terceira edição do programa Jovem Vem para o PCJ: Felipe Silva (IGCE/Unesp Rio Claro), Kemily Santos (Prefeitura de Charqueada), Laura Guilherme (IGCE/Unesp Rio Claro), Letícia Pereira (Associação Ambiental Plantar), Luana Nunes (IGCE/Unesp Rio Claro), Mateus Pinto (Prefeitura de Vinhedo), Tatiana Coelho (SIMBiOSE) e Wataru Sumi (Prefeitura de Vinhedo).

Outro tema abordado foi o movimento Viva Água, da Fundação Grupo Boticário. Thiago Valente, gerente de projetos da Fundação, e Diogo Tomaszewski, gestor de comunidade da Beta-i Brasil, apresentaram detalhes sobre o movimento colaborativo, que atua no Rio Miringuava e na Baía de Guanabara. A iniciativa tem como objetivo conectar diferentes atores para promover segurança hídrica e adaptação às mudanças climáticas em bacias hidrográficas estratégicas, por meio da conservação da natureza e da transição para uma economia sustentável.

A implementação do movimento em dois mananciais estratégicos já beneficiou mais de 14 milhões de pessoas. Com 35 anos de atuação, a Fundação desenvolve soluções baseadas na natureza e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), com foco em adaptação climática, segurança hídrica e resiliência costeira. Entre as ações executadas estão agricultura sustentável, turismo responsável, empreendedorismo sustentável e restauração ecológica.

Thiago Valente informou que o programa Viva Água está com inscrições abertas para novos parceiros na região do Sistema Cantareira, com R$ 2 milhões disponíveis. O prazo, que se encerraria em 13 de fevereiro, foi prorrogado até 20 de março de 2026.

Outro item debatido foi o Manejo Integrado do Fogo (MIF). Vinicius Gaburro De Zorzi, da TNC e voluntário da SIMBiOSE, apresentou um diagnóstico atualizado sobre a distribuição de incêndios florestais no estado de São Paulo. Segundo mapa apresentado, houve crescimento das ocorrências entre 1985 e 2024 nos municípios monitorados.

O especialista destacou que a diminuição do período de recarga hídrica e o aumento das estiagens agravam o cenário, pois os incêndios mais severos ocorrem em momentos de déficit hídrico. Nesse contexto, reforçou a necessidade de integrar as agendas de água e fogo.

Ao analisar a distribuição por municípios, observou-se tendência de aumento das áreas queimadas em diversas localidades. Por outro lado, muitos municípios registram redução de incêndios em vegetação nativa, cenário que o especialista atribui aos investimentos e às políticas do Comitê de Bacias em infraestrutura verde e restauração ecológica. No entanto, regiões como o entorno de Piracicaba apresentam piora, possivelmente associada à atividade agrícola e ao aumento de incêndios em canaviais, o que compromete a qualidade dos fragmentos florestais.

A condição desejada, segundo Vinicius, é avançar da lógica de combate a incêndios para a gestão integrada do fogo em todas as suas dimensões. O MIF baseia-se em três pilares — prevenção, combate e uso ecológico/econômico do fogo — sustentados por base científica sólida, especialmente na ecologia do fogo, que orienta a gestão e a análise de impactos.

O desafio, segundo ele, é expandir o MIF para além das Unidades de Conservação (UCs) e integrá-lo aos comitês de bacia, reduzindo riscos sobre áreas em restauração e garantindo a regeneração natural.

Como exemplo prático, foi apresentado o caso de Piracaia, onde está sendo implementado, de forma inédita, um Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF), em parceria com a TNC e a SIMBiOSE. O plano busca reduzir o risco de ocorrência, a extensão e a severidade dos incêndios. Entre as ações já realizadas estão oficinas de construção de abafadores, treinamentos com a SIMBiOSE e o ICMBio, além da certificação de equipes da Defesa Civil em cursos promovidos no município.

Entre os objetivos do PMIF estão: reduzir a extensão e a severidade dos incêndios; diminuir o risco de ocorrência; viabilizar a restauração ecológica de áreas atingidas; e garantir a regeneração natural em áreas em processo de recuperação. “Precisamos trabalhar a gestão do fogo, e não apenas a gestão de incêndios, utilizando o Manejo Integrado do Fogo como ferramenta estratégica, com base científica sólida”, destacou Vinicius.

A 12ª Reunião da CT-Mananciais está agendada para 29 de abril, às 9h30, na Associação de Engenheiros e Arquitetos de Piracicaba (AEAP).

Encontro on-line tratará de prevenção, mitigação e respostas à escassez de água nas Bacias PCJ

Os Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Comitês PCJ) promovem, na segunda-feira, dia 23 de fevereiro de 2026, o webinário “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”, com transmissão ao vivo pelo YouTube (https://bit.ly/WebinárioPCJEstiagem), das 9h às 12h.

Programado pela Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o evento visa promover a troca de experiências sobre estratégias, ações preventivas e respostas adotadas por municípios, prestadores de serviços de saneamento, agências reguladoras e gestores públicos frente às perspectivas para o período de estiagem de 2026.

A proposta do webinário é contribuir para o fortalecimento da gestão de riscos, da resiliência e da segurança hídrica dos sistemas de abastecimento de água, além de discutir os reflexos dos cenários de escassez hídrica para o abastecimento público, a saúde pública e o meio ambiente. O encontro também busca estimular a atuação integrada e articulada entre os diversos atores envolvidos, desde o aprimoramento da gestão de perdas até a elaboração e implementação de planos de contingência pelos municípios.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a importância do webinário. “Os Comitês PCJ buscam, por meio deste evento, promover de forma antecipada o diálogo entre órgãos gestores, reguladores e municípios, favorecendo a troca de experiências e a apresentação de ações voltadas ao enfrentamento do período seco que se aproxima. Diante dos baixos níveis de reservação do Sistema Cantareira, é fundamental que os municípios planejem e adotem medidas preventivas para o período de estiagem de 2026”, ressaltou.

O diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, reforçou que o planejamento é essencial para o fortalecimento da segurança hídrica. “O planejamento é fundamental para orientar ações de prevenção e contingência e fortalecer a segurança hídrica. Avaliar como, quanto e onde chove permite planejar melhor o uso da água, a ocupação do solo e a priorização do abastecimento em situações de seca, como hospitais e escolas. Em uma região onde chove cerca de 1.200 milímetros por ano, é essencial combinar criatividade, bom senso, soluções de engenharia e ações baseadas na natureza para aproveitar melhor a água disponível”, explicou.

Já o coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ, Alexandre Vilella, enfatizou a importância do webinário para a avaliação do cenário atual e definição de estratégias. “A situação para 2026 exige bastante atenção, pois o Sistema Cantareira opera hoje com cerca da metade do volume registrado no ano passado, mantendo a suspensão de novas outorgas e a declaração de escassez hídrica nas bacias do Piracicaba e do Alto Tietê. Apesar de uma melhora nas chuvas no início de 2026, o biênio 2025/2026 ficou abaixo da média histórica, o que impõe desafios, sobretudo para os mais de 50 municípios do PCJ que dependem de mananciais menores. Nesse contexto, o evento é fundamental para avaliar o cenário e definir ações mais efetivas de comunicação e comportamento para a estiagem que se inicia em abril”, concluiu.

Programação

A programação inclui, na abertura, a contextualização sobre o prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ, apresentada pela Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH). Na sequência, o Painel 1 reunirá representantes de instituições como SP Águas, ANA(Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), ARES-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ), Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde/SP e Ministério Público do Estado de São Paulo (GAEMA PCJ – Piracicaba e Campinas), com foco nas estratégias de atuação frente aos cenários de escassez hídrica e insegurança hídrica.

O Painel 2 será dedicado à apresentação de cases e experiências de prestadores de serviços de saneamento, com participação da Sabesp, Sanasa Campinas, BRK Ambiental e Semae Piracicaba, destacando desafios enfrentados e iniciativas bem-sucedidas adotadas em contextos de criticidade hídrica.

O webinário é aberto ao público e voltado especialmente a gestores públicos, técnicos, operadores de sistemas de saneamento e demais interessados na gestão dos recursos hídricos.

SERVIÇO

Webinário dos Comitês PCJ: “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”
Data: 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira)
Horário: 9h às 12h
Local: Transmissão ao vivo pelo YouTube no link: https://bit.ly/WebinárioPCJEstiagem
Realização: Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ (CT-PL)
Apoio: Agência das Bacias PCJ

Dúvidas sobre o evento: se.pcj@comites.baciaspcj.org.br

Informações para a imprensa: comunicapcj@agencia.baciaspcj.org.br

Programação:
9h00 – Início da transmissão e abertura institucional
9h10Contextualização: Prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ (CT-MH)
9h20Painel 1: Estratégias de atuação em 2026 frente aos prognósticos de escassez hídrica e de outras situações de insegurança hídrica nas Bacias PCJ
11h10Painel 2: Apresentação de prestadores de serviços de saneamento com cases, desafios e experiências bem-sucedidas
11h55 – Encerramento e fim da transmissão

Encontro on-line tratará de prevenção, mitigação e respostas à escassez de água nas Bacias PCJ

Os Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Comitês PCJ) promovem, na segunda-feira, dia 23 de fevereiro de 2026, o webinário “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”, com transmissão ao vivo pelo YouTube (https://bit.ly/WebinárioPCJEstiagem), das 9h às 12h.

Programado pela Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o evento visa promover a troca de experiências sobre estratégias, ações preventivas e respostas adotadas por municípios, prestadores de serviços de saneamento, agências reguladoras e gestores públicos frente às perspectivas para o período de estiagem de 2026.

A proposta do webinário é contribuir para o fortalecimento da gestão de riscos, da resiliência e da segurança hídrica dos sistemas de abastecimento de água, além de discutir os reflexos dos cenários de escassez hídrica para o abastecimento público, a saúde pública e o meio ambiente. O encontro também busca estimular a atuação integrada e articulada entre os diversos atores envolvidos, desde o aprimoramento da gestão de perdas até a elaboração e implementação de planos de contingência pelos municípios.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a importância do webinário. “Os Comitês PCJ buscam, por meio deste evento, promover de forma antecipada o diálogo entre órgãos gestores, reguladores e municípios, favorecendo a troca de experiências e a apresentação de ações voltadas ao enfrentamento do período seco que se aproxima. Diante dos baixos níveis de reservação do Sistema Cantareira, é fundamental que os municípios planejem e adotem medidas preventivas para o período de estiagem de 2026”, ressaltou.

O diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, reforçou que o planejamento é essencial para o fortalecimento da segurança hídrica. “O planejamento é fundamental para orientar ações de prevenção e contingência e fortalecer a segurança hídrica. Avaliar como, quanto e onde chove permite planejar melhor o uso da água, a ocupação do solo e a priorização do abastecimento em situações de seca, como hospitais e escolas. Em uma região onde chove cerca de 1.200 milímetros por ano, é essencial combinar criatividade, bom senso, soluções de engenharia e ações baseadas na natureza para aproveitar melhor a água disponível”, explicou.

Já o coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ, Alexandre Vilella, enfatizou a importância do webinário para a avaliação do cenário atual e definição de estratégias. “A situação para 2026 exige bastante atenção, pois o Sistema Cantareira opera hoje com cerca da metade do volume registrado no ano passado, mantendo a suspensão de novas outorgas e a declaração de escassez hídrica nas bacias do Piracicaba e do Alto Tietê. Apesar de uma melhora nas chuvas no início de 2026, o biênio 2025/2026 ficou abaixo da média histórica, o que impõe desafios, sobretudo para os mais de 50 municípios do PCJ que dependem de mananciais menores. Nesse contexto, o evento é fundamental para avaliar o cenário e definir ações mais efetivas de comunicação e comportamento para a estiagem que se inicia em abril”, concluiu.

Programação

A programação inclui, na abertura, a contextualização sobre o prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ, apresentada pela Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH). Na sequência, o Painel 1 reunirá representantes de instituições como SP Águas, ANA(Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), ARES-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ), Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde/SP e Ministério Público do Estado de São Paulo (GAEMA PCJ – Piracicaba e Campinas), com foco nas estratégias de atuação frente aos cenários de escassez hídrica e insegurança hídrica.

O Painel 2 será dedicado à apresentação de cases e experiências de prestadores de serviços de saneamento, com participação da Sabesp, Sanasa Campinas, BRK Ambiental e Semae Piracicaba, destacando desafios enfrentados e iniciativas bem-sucedidas adotadas em contextos de criticidade hídrica.

O webinário é aberto ao público e voltado especialmente a gestores públicos, técnicos, operadores de sistemas de saneamento e demais interessados na gestão dos recursos hídricos.

SERVIÇO

Webinário dos Comitês PCJ: “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”
Data: 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira)
Horário: 9h às 12h
Local: Transmissão ao vivo pelo YouTube no link: https://bit.ly/WebinárioPCJEstiagem
Realização: Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ (CT-PL)
Apoio: Agência das Bacias PCJ

Dúvidas sobre o evento: se.pcj@comites.baciaspcj.org.br

Informações para a imprensa: comunicapcj@agencia.baciaspcj.org.br

Programação:
9h00 – Início da transmissão e abertura institucional
9h10Contextualização: Prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ (CT-MH)
9h20Painel 1: Estratégias de atuação em 2026 frente aos prognósticos de escassez hídrica e de outras situações de insegurança hídrica nas Bacias PCJ
11h10Painel 2: Apresentação de prestadores de serviços de saneamento com cases, desafios e experiências bem-sucedidas
11h55 – Encerramento e fim da transmissão

Reunião virtual também aprovou três novos membros e tratou de alinhamento do GT-Perdas

12 de fevereiro de 2026

Com seis temas para discussão, dois eventos previstos e demandas da Secretaria Executiva, o Plano de Trabalho da Câmara Técnica de Saneamento para o biênio 2026-2027 foi aprovado pelos membros durante a 132ª Reunião Ordinária da CT-SA, realizada nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro, por videoconferência. As atividades foram conduzidas pela coordenadora-adjunta da CT, Patrícia Calegari.

O documento está dividido em três categorias: demandas da Secretaria Executiva, temas para discussão na câmara técnica e eventos a serem realizados no biênio. Os planos das 11 câmaras técnicas temáticas dos Comitês PCJ serão apreciados na próxima reunião da CT-PL, em 6 de março, e votados na plenária dos colegiados, em 31 de março.

Um dos temas definidos para 2026 e 2027 é a “Avaliação da carga difusa de origem urbana e rural afluente nos corpos hídricos das Bacias PCJ”. Nesse caso, a CT-SA atuará na proposição de um estudo piloto em conjunto da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) e da Coordenação de Sistema de Informações da Agência das Bacias PCJ.

Outros temas escolhidos são: “Tecnologias e Gestão para o Combate a Perdas de Água em Sistemas de Abastecimento Público”; “Modernização do Tratamento de Esgoto”; “Estratégias para Ampliação e Melhoria do Esgotamento Sanitário”; “Novo Marco Legal do Saneamento e seus Impactos na Regionalização e Universalização”; e “Modernização das ETAs”.

Previsto para agosto deste ano, um dos eventos será voltado ao debate sobre “Ferramentas Digitais e Gestão Ativa no Combate a Perdas de Água”. A atividade terá como foco a aplicação prática de ferramentas e metodologias para a gestão e redução de perdas, visando capacitar técnicos dos serviços municipais de saneamento na implementação ou aprimoramento de seus programas de controle.

O segundo evento está previsto para junho de 2027. Trata-se do “Seminário de Inovações em Tratamento de Esgoto: Rumo à Eficiência e Sustentabilidade”, que abordará tecnologias e estratégias voltadas à modernização das ETEs. Entre os temas previstos estão a remoção de nutrientes e contaminantes emergentes, a otimização do consumo de energia, o aproveitamento energético e a gestão sustentável do lodo. A proposta é conectar operadores, gestores, academia e empresas de tecnologia para acelerar a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis no tratamento de esgoto nas Bacias PCJ.

GT-Perdas

Na reunião, os membros da CT-SA também alinharam a retomada das atividades do Grupo de Trabalho Ações de Combate a Perdas de Água (GT-Perdas), coordenado por Patrícia Calegari. Ela abriu espaço para novos interessados integrarem o grupo e estendeu o convite a especialistas e representantes do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, do Ministério Público do Estado de São Paulo).

A primeira reunião do GT-Perdas em 2026 será realizada em 10 de março, às 14h, por videoconferência.O grupo foi o responsável pela elaboração das “Diretrizes Gerais para Gestão de Perdas de Água e Eficiência no Abastecimento Público nas Bacias PCJ”.

Novos membros

No encontro virtual, houve ainda a aprovação, por unanimidade, de três novos membros: Instituto de Estudos Vale do Tietê (Inevat), com Bruno Martins Baldi (titular) e Paulo Takeyama (suplente); Prefeitura de Analândia, com Rafael Dimitrius Carneiro (titular) e Claudio Alex Gonçalves de Carvalho (suplente); e Prefeitura de Salto, com Maurício Martins de Carvalho (titular) e Osneir Caviquioli (suplente).

Consultas públicas

Entre os informes da coordenação, destacaram-se três consultas públicas: uma do Governo do Estado de São Paulo, referente à concessão do Sistema Adutor Regional das Bacias PCJ (SAR-PCJ), e duas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

O coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, ressaltou a importância da participação na consulta pública do SAR-PCJ, cujo prazo para contribuições vai até o dia 25 de fevereiro. “Eu queria só deixar reforçado para todo mundo que vai ser afetado direta ou indiretamente pelo sistema adutor regional, que se manifeste. Ainda está aberta a consulta para poder fazer as adequações no projeto. Muito provavelmente esse vai ser o último momento de participação, de indagação, de questionamento quanto ao SAR”, destacou.

Arantes também reforçou a importância da participação nas outras duas questões relacionadas à ANA: uma sobre a norma de referência sobre padronização dos instrumentos negociais dos serviços de água e esgoto  e outra, em formato de audiência pública, sobre as diretrizes para o reúso não potável de água proveniente de efluentes do esgotamento sanitário.

No encontro, a analista da Coordenação de Projetos da Agência PCJ, Livia Modolo, ainda apresentou informações sobre o Edital Fehidro(Fundo Estadual de Recursos Hídricos) e uma oficina com esse tema, que acontecerá em Piracicaba(SP), no dia 4 de março.

Próxima reunião

A 133ª Reunião Ordinária da CT-SA está agendada para o dia 9 de abril, a partir das 9h, também por videoconferência.

Apresentação, em videoconferência, foi realizada pelo secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva

11 de fevereiro de 2026

A construção e operação das barragens de Pedreira e Amparo, assim como a implantação do Sistema Adutor Regional (SAR-PCJ), que distribuirá água desses reservatórios para 21 municípios das Bacias PCJ, foram os principais temas debatidos durante a 109ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água na Indústria (CT-Indústria), realizada nesta quarta-feira, dia 11 de fevereiro, por videoconferência. As atividades foram conduzidas pelo coordenador da CT-Indústria, Jorge Mercanti.

O projeto do Governo do Estado de São Paulo foi apresentado pelo secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva. “É inegável que a atuação das barragens por si só já é extremamente benéfica para a regularização da vazão dos mananciais da calha dos formadores e do próprio Rio Piracicaba, a principal calha da bacia”, destacou Denis. “O objetivo é único: garantir água para todo mundo, principalmente no período da estiagem”, comentou.  

O projeto de segurança hídrica das Bacias PCJ é tema de uma consulta pública aberta em janeiro pelas Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e de Parcerias em Investimentos (SPI). A operação do SAR-PCJ, bem como a manutenção das barragens e de uma de uma unidade de tratamento e despoluição do Rio Camanducaia, será realizada por meio de concessão, em modelo de Parceria Público-Privada (PPP). O prazo para contribuições segue até 25 de fevereiro. Mais informações podem ser obtidas neste link.

A concessão prevê a ampliação do sistema de captação e distribuição de água, com leilão estimado até o final de 2026, contrato de 30 anos e investimentos de R$ 1,9 bilhão. Desse total, R$ 312 milhões serão para a construção de três adutoras: Americana–Nova Odessa (tramo oeste), Louveira–Jundiaí (tramo centro-sul) e Pedreira–Campinas (tramo central).  Os detalhes do projeto podem ser conferidos no site da SPI e nesta apresentação feita pelo Governo Paulista nas duas audiências públicas,  dos dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro. Segundo o governo, as duas barragens devem ser concluídas no segundo semestre de 2026, com o enchimento dos reservatórios no final do ano. O SAR-PCJ deve entrar em operação em 2030.  

 O tema vem sendo discutido pelo GT-SAR PCJ, criado no âmbito da Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL). Denis ressaltou que diversas contribuições serão compiladas e encaminhadas pelos Comitês PCJ à consulta pública. Segundo ele, as barragens ampliarão significativamente a vazão regularizada em 8,98 m³/s, elevando a vazão total para 17,18 m³/s. Denis estimou que 1 m³/s seria suficiente para abastecer 250 mil habitantes e enfatizou que a confiabilidade do sistema é vital para a indústria, já que a falta de água pode paralisar processos produtivos. O projeto busca reduzir falhas históricas de abastecimento para no máximo 2%.

A reunião contou ainda com a participação do coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), Alexandre Vilella, que destacou a importância da definição de regras operativas para a distribuição da água das barragens, a exemplo do que ocorre no Sistema Cantareira. Ele defendeu que essas regras sejam pactuadas com todos os usuários e adaptadas à realidade das Bacias PCJ.

“O PCJ também quer protagonismo na operação dessas barragens. Estamos pleiteando isso na consulta pública. Esse é o momento de criticar e opinar”, observou Vilella, que classificou o tema como “complexo” e destacou que não há modelo semelhante no país. Segundo ele, trata-se de uma “oportunidade única na história de melhorar a segurança hídrica” na região. Tanto Vilella quanto Denis também ressaltaram a importância do combate às perdas de água e da intensificação das ações de proteção dos mananciais.

Plano de Trabalho 2026 – 2027

Durante a reunião, os membros aprovaram o Plano de Trabalho da CT-Indústria para o biênio 2026–2027, apresentado por Rebeca Silva, da Secretaria Executiva. Os planos das 11 câmaras técnicas temáticas serão apreciados na próxima reunião da CT-PL, em 6 de março, e votados na plenária dos colegiados, em 31 de março.

Na CT-Indústria, os seis temas previstos para discussão no biênio são: Plano Diretor de Reúso da Água para as Bacias PCJ; cadastro, caracterização e modelagem de cargas industriais; alternativas para suprimento de água; mudanças climáticas, impactos na gestão hídrica e planos de adaptação e contingência; acesso aos recursos da cobrança na modalidade reembolsável pelo setor privado; e boas práticas de conservação e uso racional da água no setor industrial.

O documento também contempla demandas da Agência das Bacias PCJ e da Secretaria Executiva dos Comitês PCJ para o período, alinhadas a instrumentos de planejamento aprovados pelos plenários, como o Plano das Bacias PCJ 2020–2035, o Planejamento Estratégico dos Comitês PCJ e políticas temáticas.

Situação hidrometeorológica

No início do encontro, Mercanti apresentou um panorama da situação hídrica do Sistema Cantareira e das Bacias PCJ. Em 10 de fevereiro, o Cantareira armazenava 285 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 29% do volume útil total. A expectativa é de que o índice possa aumentar com as chuvas. Alguns rios das Bacias PCJ registraram vazões acima da média neste mês.

O coordenador da CT-Indústria também apresentou dados históricos, destacando que os últimos 12 meses (entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026) registraram precipitação abaixo da média climatológica em Paulínia, caracterizando um período seco. No Sistema Cantareira, o acumulado foi de 1.065 mm nos últimos 12 meses, inferior à média climatológica anual da região, de 1.491 mm, o que impactou os níveis do sistema.

Segundo Mercanti, há probabilidade de chuvas acima da média nos meses de maio, junho, julho e agosto. “Essa é a boa notícia que a gente tem. Tomara que se concretize”, afirmou. “São informações que nos deixam mais confortáveis, principalmente no inverno. Essas chuvas são muito bem-vindas”, completou Denis Herisson.

Próxima reunião

A 110ª Reunião Ordinária da CT-Indústria também será realizada de forma virtual e está agendada para 8 de abril de 2026, a partir das 9h.

Apresentações foram feitas durante a 114ª Reunião Ordinária, realizada em 10 de fevereiro

10 de fevereiro de 2026

A 114ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica do Plano de Bacias (CT-PB), realizada em 10 de fevereiro de 2026, foi marcada por atualizações apresentadas pela Coordenação de Sistemas de Informações da Agência das Bacias PCJ (CSI), além da aprovação do Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027.

A analista técnica da CSI, Laice Correia, apresentou um balanço do Plano de Aplicação Plurianual (PAP-PCJ) referente ao ciclo 2021-2025. Ela destacou que, em termos de contratações, a execução alcançou cerca de 60% do previsto. Já em relação aos desembolsos, a eficiência foi de 68% frente ao valor planejado.

Sobre o fechamento do ciclo, Laice informou que, nos cinco anos do PAP, foram empenhados R$ 138 milhões dos R$ 161 milhões previstos, o que representa uma eficiência de 85%. Quanto aos desembolsos, a previsão era de R$ 174 milhões, dos quais aproximadamente R$ 123 milhões foram efetivamente executados, alcançando cerca de 70% de eficiência. Entre as ações que receberam recursos estão iniciativas voltadas ao saneamento e à proteção de mananciais.

“Como desafios para o próximo ciclo, temos a mudança na lógica de acompanhamento do PAP, que passa a ser totalmente focada em desembolsos. Isso nos leva ao desafio de aprimorar o fluxo interno de acompanhamento das ações, principalmente no que diz respeito ao monitoramento das metas físicas previstas no PAP. É um grande desafio para todo esse processo que será iniciado”, avaliou.

Na sequência, a analista técnica da CSI, Kátia Cezarino, apresentou o Relatório de Acompanhamento da Implementação do Plano das Bacias PCJ – exercício 2025. Ela explicou que o documento utiliza o manual da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) para avaliação de planos de recursos hídricos, metodologia que permite classificar as ações como em execução, em execução no prazo, em atraso ou concluídas.

O relatório também apresenta metas para o setor de saneamento por município, acompanhadas pela equipe da CSI para verificar se estão sendo atingidas conforme o planejamento inicial. “A gente já apresentou esse relatório em outubro de 2025, quando ele ficou aberto para contribuições. Como não houve manifestações, fizemos ajustes com o encerramento do exercício. Hoje apresentamos essas atualizações e, com as contribuições dos membros, vamos inserir novos ajustes pontuais antes da publicação no site da Agência das Bacias PCJ”, detalhou.

Complementando a apresentação, a analista técnica Carolina Silva destacou a análise das metas de saneamento incluída no relatório. “Nós validamos os dados já apresentados e incluímos uma análise sobre o tratamento do esgoto gerado nas Bacias PCJ por município. Fizemos o comparativo entre o esgoto tratado coletado e o esgoto gerado, além de registrar as visitas realizadas aos municípios no ano anterior para reforçar as metas do Plano”, explicou.

O diretor administrativo e financeiro da Agência das Bacias PCJ, Ivens de Oliveira, avaliou de forma positiva o último quinquênio (2021-2025). “Tivemos anos de muitas incertezas e realizamos inúmeras revisões no Plano de Aplicação Plurianual, ajustando estratégias. Retomamos obras de saneamento, com investimento superior a R$ 20 milhões somente em 2024, avançamos em projetos de proteção de mananciais com aportes expressivos, aperfeiçoamos a rede de monitoramento hidrológico e retomamos projetos de educação ambiental. Apesar das dificuldades, conseguimos nos reorganizar e tomar decisões importantes para viabilizar os investimentos previstos no Plano de Bacias. Ficamos felizes por encerrar este período com resultados positivos e esperamos manter um bom desempenho no ciclo 2026-2030”, afirmou.

Durante a reunião, também foi aprovado o Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027, que contempla ações organizadas em três categorias: A: Demandas da Secretaria Executiva; B: Temas para Discussão e C: Eventos. Entre os temas para discussão, destacam-se o Relatório de Situação e o Acompanhamento do PAP-PCJ 2026-2030. Na categoria Eventos, o principal destaque é o Workshop da Revisão do Plano de Bacias 2020-2035, previsto para setembro de 2027.

O documento será apreciado pela Câmara Técnica de Planejamento em reunião agendada para 6 de março e, posteriormente, encaminhado para aprovação na Plenária, prevista para o final do mesmo mês.

A coordenadora da CT-PB, Raquel Eliana Metzner, também avaliou positivamente o encontro. “Nossa reunião foi produtiva e colaborativa. Fazia algum tempo que a CT-PB não se reunia presencialmente, e esse momento é importante para fortalecer a Câmara e a convivência entre os membros. As contribuições apresentadas, como a do senhor Petrus em relação às ações do Plano, enriquecem muito o debate. Então, isso é bem importante pra gente aqui”, afirmou. 

A 115ª Reunião Ordinária da CT-PB está agendada para o dia 24 de março, às 9h, por videoconferência. 

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