| Mês: agosto de 2025

Plenária virtual também aprovou guia para gestão de perdas de água e mais R$ 1,6 milhão para proteção de mananciais

Investimentos aprovados pelos Comitês PCJ vão aprimorar a gestão das águas nas Bacias PCJ. (Formação do Rio Piracicaba, a partir da junção dos rios Atibaia e Jaguari. Foto: Profill-Rhama)

Os Comitês PCJ aprovaram, nesta sexta-feira (29/08), mais de R$ 81 milhões de investimentos para 23 empreendimentos de 16 municípios das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Trata-se do maior valor já deliberado de uma vez só pelos colegiados em seus 32 anos de atuação, a serem completados em novembro.

A decisão foi tomada durante a 33ª Reunião Extraordinária dos Comitês (CBH-PCJ, PCJ FEDERAL e CBH-PJ1), realizada por videoconferência. O investimento totaliza cerca de R$ 81,5 milhões (incluindo contrapartidas municipais), sendo aproximadamente R$ 68,5 milhões em repasses — desse total, R$ 67,2 milhões da Cobrança PCJ Paulista e R$ 1,2 milhão da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos para Geração de Energia Elétrica (CFURH)— além de R$ 13 milhões em contrapartidas dos tomadores. As duas fontes de recursos integram o Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos).

Os financiamentos contemplam a elaboração de Planos Municipais de Combate a Perdas de Água, Saneamento Básico, Saneamento Rural e Drenagem, além de projetos executivos e ações de tratamento de esgoto e redução de perdas. Serão beneficiados os municípios de Amparo, Campinas, Capivari (2 empreendimentos), Cordeirópolis, Corumbataí, Jaguariúna (3), Jundiaí, Louveira (2), Mombuca, Pedreira, Piracicaba, Rafard (2), Salto, Santa Bárbara d’Oeste, Valinhos (2) e Vinhedo (2).

A seleção dos empreendimentos foi conduzida pela Coordenação de Projetos da Agência das Bacias PCJ, com apoio da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA). Os contratos deverão ser assinados até o final de 2025, por meio do Fehidro, e licitados em 2026. A lista completa pode ser acessada neste link: bit.ly/TabelaPCJFehidro2025.

“Quero agradecer à Agência PCJ pelo trabalho brilhante dos técnicos e destacar a importância de investir em saneamento e no controle de perdas. Muitos municípios precisam desses recursos. Isso representa qualidade de vida, meio ambiente, saúde pública para todos”, afirmou o presidente dos Comitês PCJ e prefeito de Piracicaba, Helinho Zanatta.

Troca de redes de distribuição de água, para combater perdas, é um dos empreendimentos aprovados pelos Comitês PCJ (Foto: Cadre Engenharia)

Proteção de Mananciais

Outro destaque da reunião foi o aval dos Comitês PCJ a quatro novos empreendimentos da Política de Proteção de Mananciais PCJ, em Cordeirópolis, Corumbataí, Joanópolis e Piracaia. Nos dois primeiros serão implantadas Unidades Coordenadoras de Execução (UCEs) e, nos demais, Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

O investimento soma R$ 1,63 milhão, sendo R$ 980,6 mil da Cobrança PCJ Federal e R$ 652,8 mil de contrapartidas municipais. A lista pode ser acessada neste link: bit.ly/TabelaPCJMananciais.

Guia para gestão de perdas de água

Também foi aprovada a publicação das “Diretrizes Gerais para Gestão de Perdas de Água e Eficiência no Abastecimento Público nas Bacias PCJ”, elaborada pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-AS) dos Comitês PCJ. O documento funcionará como um guia para orientar os prestadores de serviço na redução de perdas e na busca por maior eficiência.

“A perda de água é um dos pontos mais críticos apontados pelo Plano de Bacias, assim como a modernização do tratamento de esgoto. Este manual é uma conquista importante, pois orientará os municípios na busca de recursos para reduzir perdas de água no abastecimento. Não faz sentido buscar novas captações quando se perde a maior parte da água tratada na rede de distribuição. Precisamos priorizar a eficiência do sistema, sobretudo para ter mais segurança durante os períodos de estiagem”, destacou o secretário executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva.

Presidência da Agência PCJ

Na mesma reunião, os Comitês PCJ aprovaram, por unanimidade, a indicação de Sergio Razera para continuar como diretor-presidente da Agência PCJ no mandato 2025-2027. O nome será submetido ao Conselho Deliberativo da Agência em novembro.

“O sucesso do PCJ não é de uma pessoa, mas de um grupo comprometido com nossos rios e com a resiliência hídrica. Me sinto honrado com este novo mandato e reforço que precisamos de todos para enfrentar os desafios dos próximos anos. De mãos dadas e corações unidos, vamos tornar nossas bacias cada vez mais resilientes”, declarou Razera.

Ele também indicou a recondução de Patrícia Barufaldi (diretora técnica) e Ivens de Oliveira (diretor administrativo e financeiro).

Edital de patrocínio

Os Comitês PCJ aprovaram ainda a realização de um edital de seleção de patrocínios para 2026, com orçamento de R$ 300 mil. Do total, R$ 80 mil serão destinados a eventos e iniciativas aprovadas via edital e R$ 220 mil a ações de instituições do Sistema Nacional Integrado de Gestão de Recursos Hídricos (SINGREH), como CNRH, CRHs, órgãos gestores estaduais, CBHs, ANA e outras agências de água do país.

Conselhos e Contrato de Gestão

Os colegiados também aprovaram a indicação de representantes dos segmentos Órgãos de Governo, Municípios, Organizações Civis e Usuários para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da Fundação Agência das Bacias PCJ (mandato 2025-2027).

Foi ainda constituído o Grupo de Acompanhamento do Contrato de Gestão firmado entre a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e a Agência PCJ.

A plenária, organizada pela Coordenação de Apoio ao Sistema de Gestão de Recursos Hídricos da Agência PCJ, resultou na aprovação de nove deliberações. A gravação está disponível no Youtube e a pauta completa no site dos Comitês PCJ.

Plenária virtual também aprovou guia para gestão de perdas de água e mais R$ 1,6 milhão para proteção de mananciais

Os Comitês PCJ aprovaram, nesta sexta-feira (29/08), mais de R$ 81 milhões de investimentos para 23 empreendimentos de 16 municípios das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Trata-se do maior valor já deliberado de uma vez só pelos colegiados em seus 32 anos de atuação, a serem completados em novembro.

A decisão foi tomada durante a 33ª Reunião Extraordinária dos Comitês (CBH-PCJ, PCJ FEDERAL e CBH-PJ1), realizada por videoconferência. O investimento totaliza cerca de R$ 81,5 milhões (incluindo contrapartidas municipais), sendo aproximadamente R$ 68,5 milhões em repasses — desse total, R$ 67,2 milhões da Cobrança PCJ Paulista e R$ 1,2 milhão da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos para Geração de Energia Elétrica (CFURH)— além de R$ 13 milhões em contrapartidas dos tomadores. As duas fontes de recursos integram o Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos).

Os financiamentos contemplam a elaboração de Planos Municipais de Combate a Perdas de Água, Saneamento Básico, Saneamento Rural e Drenagem, além de projetos executivos e ações de tratamento de esgoto e redução de perdas. Serão beneficiados os municípios de Amparo, Campinas, Capivari (2 empreendimentos), Cordeirópolis, Corumbataí, Jaguariúna (3), Jundiaí, Louveira (2), Mombuca, Pedreira, Piracicaba, Rafard (2), Salto, Santa Bárbara d’Oeste, Valinhos (2) e Vinhedo (2).

A seleção dos empreendimentos foi conduzida pela Coordenação de Projetos da Agência das Bacias PCJ, com apoio da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA). Os contratos deverão ser assinados até o final de 2025, por meio do Fehidro, e licitados em 2026. A lista completa pode ser acessada neste link: bit.ly/TabelaPCJFehidro2025.

“Quero agradecer à Agência PCJ pelo trabalho brilhante dos técnicos e destacar a importância de investir em saneamento e no controle de perdas. Muitos municípios precisam desses recursos. Isso representa qualidade de vida, meio ambiente, saúde pública para todos”, afirmou o presidente dos Comitês PCJ e prefeito de Piracicaba, Helinho Zanatta.

Troca de redes de distribuição de água, para combater perdas, é um dos empreendimentos aprovados pelos Comitês PCJ (Foto: Cadre Engenharia)

Proteção de Mananciais

Outro destaque da reunião foi o aval dos Comitês PCJ a quatro novos empreendimentos da Política de Proteção de Mananciais PCJ, em Cordeirópolis, Corumbataí, Joanópolis e Piracaia. Nos dois primeiros serão implantadas Unidades Coordenadoras de Execução (UCEs) e, nos demais, Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

O investimento soma R$ 1,63 milhão, sendo R$ 980,6 mil da Cobrança PCJ Federal e R$ 652,8 mil de contrapartidas municipais. A lista pode ser acessada neste link: bit.ly/TabelaPCJMananciais.

Guia para gestão de perdas de água

Também foi aprovada a publicação das “Diretrizes Gerais para Gestão de Perdas de Água e Eficiência no Abastecimento Público nas Bacias PCJ”, elaborada pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-AS) dos Comitês PCJ. O documento funcionará como um guia para orientar os prestadores de serviço na redução de perdas e na busca por maior eficiência.

“A perda de água é um dos pontos mais críticos apontados pelo Plano de Bacias, assim como a modernização do tratamento de esgoto. Este manual é uma conquista importante, pois orientará os municípios na busca de recursos para reduzir perdas de água no abastecimento. Não faz sentido buscar novas captações quando se perde a maior parte da água tratada na rede de distribuição. Precisamos priorizar a eficiência do sistema, sobretudo para ter mais segurança durante os períodos de estiagem”, destacou o secretário executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva.

Presidência da Agência PCJ

Na mesma reunião, os Comitês PCJ aprovaram, por unanimidade, a indicação de Sergio Razera para continuar como diretor-presidente da Agência PCJ no mandato 2025-2027. O nome será submetido ao Conselho Deliberativo da Agência em novembro.

“O sucesso do PCJ não é de uma pessoa, mas de um grupo comprometido com nossos rios e com a resiliência hídrica. Me sinto honrado com este novo mandato e reforço que precisamos de todos para enfrentar os desafios dos próximos anos. De mãos dadas e corações unidos, vamos tornar nossas bacias cada vez mais resilientes”, declarou Razera.

Ele também indicou a recondução de Patrícia Barufaldi (diretora técnica) e Ivens de Oliveira (diretor administrativo e financeiro).

Edital de patrocínio

Os Comitês PCJ aprovaram ainda a realização de um edital de seleção de patrocínios para 2026, com orçamento de R$ 300 mil. Do total, R$ 80 mil serão destinados a eventos e iniciativas aprovadas via edital e R$ 220 mil a ações de instituições do Sistema Nacional Integrado de Gestão de Recursos Hídricos (SINGREH), como CNRH, CRHs, órgãos gestores estaduais, CBHs, ANA e outras agências de água do país.

Conselhos e Contrato de Gestão

Os colegiados também aprovaram a indicação de representantes dos segmentos Órgãos de Governo, Municípios, Organizações Civis e Usuários para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da Fundação Agência das Bacias PCJ (mandato 2025-2027).

Foi ainda constituído o Grupo de Acompanhamento do Contrato de Gestão firmado entre a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e a Agência PCJ.

A plenária, organizada pela Coordenação de Apoio ao Sistema de Gestão de Recursos Hídricos da Agência PCJ, resultou na aprovação de nove deliberações. A gravação está disponível no Youtube e a pauta completa no site dos Comitês PCJ.

Foto destaque: Investimentos aprovados pelos Comitês PCJ vão aprimorar a gestão das águas nas Bacias PCJ. (Formação do Rio Piracicaba, a partir da junção dos rios Atibaia e Jaguari. Foto: Profill-Rhama)

Estudo já mapeou 21 áreas úmidas na bacia do Corumbataí, e deve expandir o mapeamento para toda a depressão periférica 

27 de agosto de 2025

Essenciais para o ciclo da água e para a manutenção de ecossistemas, as áreas úmidas foram tema principal da 8ª reunião ordinária da Câmara Técnica de Conservação e Proteção dos Mananciais (CT-Mananciais), realizada em 27 de agosto, por videoconferência. Nela, a Profa. Dra. Vania Rosolen apresentou o estudo “Pequenas áreas úmidas geograficamente isoladas (AUGIs) na Depressão Periférica Paulista: inventário, dinâmica biogeoquímica e reconstituição paleoambiental”, vinculado à Fapesp.  

A pesquisadora explicou que essas áreas, conhecidas popularmente como brejos, são cruciais para a conservação de recursos hídricos e para a biodiversidade, mas são pouco conhecidas e valorizadas. Elas estão desconectadas de outros corpos hídricos superficiais e se localizam nos interflúvios das bacias hidrográficas. Funcionam como reservatórios superficiais que contribuem para a recarga de aquíferos, regulando a vazão e aumentando a segurança hídrica. Também atuam no estoque de carbono, ajudam a regular a emissão de gases de efeito estufa, atraem aves e podem servir como fonte de água e proteína para populações locais.

Elencou também os desafios científicos e metodológicos do projeto, como o inventário dessas pequenas áreas em meio a paisagens já alteradas pela ação humana. Outros pontos críticos são a compreensão da hidrologia e da dinâmica biogeoquímica, a definição de um modelo de gênese e reconstituição paleoambiental e a inclusão dessas áreas em planos de gestão de bacias, de água e de biodiversidade.

Chamou a atenção para a degradação dessas áreas pela agricultura e explicou que a situação das áreas úmidas mostra que alguns municípios da bacia do Corumbataí não conseguem aplicar os princípios da boa governança, colocando essas áreas em risco de degradação. A pesquisadora ressaltou que, se degradadas, essas áreas podem liberar gases de efeito estufa para a atmosfera, em vez de atuar como sumidouros de carbono e destacou a importância de transformar os resultados científicos em políticas públicas para a gestão da água e conservação dessas áreas.

Vania Silvia Rosolen mencionou um avanço significativo: a inclusão dessas áreas úmidas na tipologia do Inventário das Áreas Úmidas Brasileiras, publicado em 2024 pela Comissão Nacional de Áreas Úmidas e o desafio é inserir as AUGIs em um plano regional de governança ambiental visando sua conservação.

Segundo Vania, é essencial articular os resultados das pesquisas com diferentes esferas de decisão, de forma que se revertam em políticas públicas. “Nós somos financiados com recursos públicos e queremos devolver esse investimento à sociedade, por meio de ações que contribuam para a conservação das áreas úmidas, a segurança hídrica, a biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas”, afirmou.

O coordenador da CT-Mananciais, João José Demarchi, reforçou a importância de transformar esses trabalhos científicos em políticas públicas concretas, especialmente para atualizar os instrumentos de gestão dos Comitês PCJ. Para ele, a preservação das áreas úmidas é essencial para a recarga de aquíferos e deve ser incorporada à política de mananciais.

Capacitação PMMA/Cerrado – Relatório Final 

Também foi apresentado o relatório final da Capacitação PMMA/Cerrado, conduzida pela Tractell Engineering. A iniciativa teve como objetivo promover a construção participativa, o envolvimento dos municípios e a integração dos PMMAs com outras políticas públicas. Foram detalhadas as etapas prévias à contratação, a estrutura da capacitação — que somou 116 horas, divididas em cinco módulos, sendo dois presenciais e três remotos — além de um balanço geral com destaques e desafios.

Ainda na reunião a equipe da secretaria executiva apresentou as orientações quanto ao cronograma para a elaboração dos Planos de Trabalho para o biênio 2026-2027, dentro das categorias: demandas da secretaria executiva, temas para discussão e eventos.

A 9ª Reunião Ordinária da CT-Mananciais será realizada em 22 de outubro, às 9h30, em Jaguariúna, de forma presencial.

Evento organizado pela Câmara Técnica será realizado no dia 29 de outubro, em Jundiaí (SP)

A programação do VIII Seminário de Saúde Ambiental, organizado pela Câmara Técnica de Saúde Ambiental (CT-SAM ) dos Comitês PCJ, foi um dos principais itens de pauta da 115ª Reunião Ordinária da CT, realizada nesta terça-feira, 26 de agosto, por videoconferência. A apresentação foi conduzida pela coordenadora-adjunta, Cassiana Coneglian.

O encontro acontecerá no dia 29 de outubro, das 8h30 às 13h, no auditório da DAE Jundiaí S/A, com o tema “Assegurando a Jornada da Água – Do Manancial ao Consumidor, com Gestão Integrada”.

“O evento mantém o foco dos últimos dois seminários, que é o Plano de Segurança da Água (PSA), mas desta vez com maior ênfase no manancial de abastecimento. Muitas vezes, ao discutir o PSA, a atenção se concentra na segurança da ETA, mas é preciso lembrar que o Plano envolve a gestão integrada do risco, desde o manancial até o consumidor. Quem está na linha de frente do saneamento sabe o quanto é difícil e custoso tratar uma água de má qualidade”, destacou Cassiana.

A coordenadora-adjunta apresentou as três mesas-redondas previstas, com os nomes dos palestrantes. Os temas de cada mesa são: “Políticas Públicas de Mananciais para Abastecimento de Água: Planejamento, proteção e uso sustentável dos mananciais”; “Tecnologias de Tratamento de Água: Inovação, qualidade e eficiência operacional”; e “Gestão dos Recursos Hídricos e Segurança no Saneamento: Governança, controle da qualidade da água e ações preventivas”.

A divulgação oficial do evento está sendo preparada pela Agência e Comitês PCJ. Ao término do seminário, estão previstas apresentações curtas, de até três minutos cada, com exemplos de boas práticas, projetos-piloto, tecnologias ou soluções comunitárias que promovam segurança da água ao longo da jornada do manancial ao consumo. O objetivo é valorizar e divulgar iniciativas inovadoras ou replicáveis desenvolvidas por universidades, operadores, municípios e organizações da sociedade civil.

A seleção dessas apresentações será feita por uma comissão, formada pela coordenação da CT-SAM, com o apoio da coordenadora-adjunta da CT-EA, Adriana Sacioto, e do Prof. Dr. Mauricio Mantoani, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP).

Plano de Trabalho 2026-2027

Na reunião, os participantes também iniciaram a discussão sobre a minuta do Plano de Trabalho da CT-SAM para o biênio 2026-2027. A proposta deve ser encaminhada até 31 de outubro à Secretaria Executiva dos Comitês PCJ. O retorno da SE e da Agência PCJ às câmaras técnicas ocorrerá até 12 de dezembro de 2025, e a aprovação final pela CT será até 20 de fevereiro de 2026. Em março, os planos de todas as Câmaras Técnicas serão apreciados pela CT-PL e votados nos Plenários dos colegiados.

Como a próxima reunião da CT-SAM será no dia do VIII Seminário de Saúde Ambiental, a coordenação recolherá sugestões entre os membros por e-mail e fará a aprovação da minuta do plano também por esse meio até o final de outubro.

O Plano de Trabalho das Câmaras Técnicas é estruturado em três categorias:

Categoria A – demandas elencadas pela Secretaria Executiva a partir de deliberações dos Comitês PCJ, do Plano das Bacias PCJ 2020-2035, do Planejamento Estratégico, do planejamento orçamentário e de solicitações da Agência das Bacias PCJ.

Categoria B – temas propostos pela própria CT para discussão nas reuniões. No caso da CT-SAM, os temas são alinhados à Política de Saúde Ambiental dos Comitês PCJ e às demandas dos municípios. Entre os temas sugeridos estão: avaliação da qualidade da água bruta nos rios das Bacias PCJ; Política de Saúde Ambiental PCJ; Plano de Segurança da Água; cartilha “Cada gota alerta”; implementação da Portaria GM/MS nº888/2021 (padrão de potabilidade); cartilha “Segurança da Água” (em parceria com a CT-Rural); e a difusão de pesquisas sobre Saúde Ambiental (levantamento de Doenças Relacionadas ao Saneamento Inadequado – DRSAI – nos municípios das Bacias PCJ, com Funasa).

Categoria C – eventos promovidos pela câmara, com possibilidade de até dois encontros de meio período. Estão previstos os IX e X Seminários de Saúde Ambiental (2026 e 2027).

Parecer Técnico sobre Padrões de Qualidade da Água

No mesmo encontro, os membros ainda aprovaram a minuta do Parecer Técnico 01/2025, elaborado pela CT-SAM, com uma avaliação crítica e sugestões sobre os padrões de qualidade da água para diferentes usos (irrigação, dessedentação animal, consumo humano, fins recreacionais e vida aquática). O documentou foi fundamentado nas Resoluções CONAMA nº 357/2005 e nº 396/2008, bem como na Portaria GM/MS nº 888/2021.

O objetivo é subsidiar a Secretaria Executiva dos Comitês PCJ com informações técnicas e recomendações para o aprimoramento das legislações vigentes. O parecer reúne pontos de melhoria identificados nas regulamentações, considerando aspectos técnicos, sanitários e ambientais.

A proposta surgiu durante a 105ª Reunião Ordinária da CT, em 27 de fevereiro de 2024, após a palestra ministrada pela professora Dra. Gisela Umbuzeiro (Unicamp), intitulada “Padrões de qualidade de água para seus diferentes usos”. Na ocasião, foi sugerida a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para aprofundar as discussões e consolidar um documento técnico com as contribuições da Câmara. Agora, o parecer será encaminhado para tramitação nos Comitês e Agência PCJ.

“Este parecer representa o resultado desse esforço coletivo, orientado para fortalecer o debate regulatório e apoiar a construção de parâmetros mais consistentes e aplicáveis, em consonância com a realidade e as necessidades do setor”, destacam as coordenadoras da CT-SAM, Roseane de Souza e Cassiana Coneglian.

117ª Reunião Ordinária também destacou próximos eventos

22 de agosto de 2025

A 117ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Outorgas e Licenças (CT-OL) foi realizada em 22 de agosto de 2025, a primeira com pauta do atual mandato. Sob condução da coordenadora Ariana Rosa Damiano e da coordenadora-adjunta Cláudia Debroi de Campos, o encontro discutiu o Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027 e apresentou a agenda dos próximos eventos. Nesta gestão, a CT-OL conta com 37 membros, sendo 15 novos.

Para contextualizar os novos integrantes e reforçar informações aos antigos, Ariana Rosa apresentou o Plano de Trabalho das Câmaras Técnicas, dividido em três categorias: A – demandas da Agência; B – temas para discussão; e C – eventos.

Entre os temas elencados estão desenvolvimento de atividades ligadas ao enquadramento de corpos d’água; integração da legislação para regularização de usos e interferências em áreas urbanas e rurais; revisão da Política de Outorgas e Licenças dos Comitês PCJ, programas e plano de ação e proposição de visita monitorada ao Rio Jundiaí.

Próximos eventos 

Além das propostas de trabalho, a CT-OL reforçou a importância da participação dos membros e parceiros nos próximos eventos programados. As atividades têm como objetivo promover capacitação técnica, ampliar o debate sobre a gestão dos recursos hídricos e incentivar a troca de experiências entre diferentes setores. Confira a seguir a agenda dos encontros:

Capacitação: Demanda Hídrica para Irrigação

  • Data: 15 de outubro, em Campinas, durante a 118ª reunião da CT-OL;
  • Local: CATI Campinas;
  • Atividade organizada pelo GT-Uso.

Webinário: Conversando sobre o Rio Jundiaí

  • Data: 23 de setembro, das 14h às 17h;
  • Transmissão: YouTube;
  • Foco: avanços e desafios para atingir as metas de enquadramento;
  • Inscrições: bit.ly/Inscricao_CT-OL2025.

Fórum SP Águas

  • Data: 27 de agosto, às 13h;
  • Público: funcionários da SP Águas;
  • Objetivo: discutir a revisão e consolidação das normas sobre outorga de uso de recursos hídricos e interferências;
  • Contribuições: até 26 de agosto, por e-mail da CT-OL;
  • Inscrições: link disponível aqui.

A próxima reunião da CT-OL está marcada para 15 de outubro, às 9h30, em Campinas.

Reunião virtual também abordou o andamento do estudo sobre áreas de restrição e controle em Americana e Nova Odessa

21 de agosto de 2025

Uma reflexão sobre a atuação dos membros na Câmara Técnica de Águas Subterrâneas (CT-AS) foi um dos principais assuntos debatidos durante a 95ª Reunião Ordinária da CT, realizada nesta quinta-feira, 21 de agosto, por videoconferência. Este foi o primeiro encontro dos membros após a renovação para o mandato 2025-2027, ocorrida em julho.

A coordenadora Deborah Lunardi conduziu a apresentação “Construindo juntos o papel e as responsabilidades da atuação da CT-AS”, na qual explicou aos participantes o funcionamento e atribuições da câmara técnica e o fluxo de trabalho dentro dos Comitês PCJ. Nesta gestão, a CT-AS conta com 31 membros (entre entidades, prefeituras e empresas) e 89 representantes. Desse total, nove membros e 26 representantes são novos.

“Somos um grupo, uma equipe, precisamos compartilhar conhecimento. Acredito que sozinhos, vamos rápido, mas juntos vamos mais longe.  O intuito é que, na CT-AS, o trabalho seja de muita colaboração, em que todos tenham voz e tragam suas demandas. Por isso, estou reforçando nesta reunião quais são as atribuições da CT-AS, como trabalhamos e o que esperamos neste biênio”, ressaltou Deborah.

A coordenadora ressaltou a importância da participação ativa, da representação do segmento, da elaboração de análises e pareceres técnico, do cumprimento de prazos, da integração com outras CTs, do acompanhamento do Plano das Bacias PCJ 2020-2035; da defesa do interesse comum e da comunicação com as entidades representadas. Também relembrou os eventos organizados pela CT-AS nos últimos anos e apresentou os dois grupos de trabalho que integram a câmara: o GT-Comunicação, coordenado por Julia Noale, e o GT-Controle, coordenado por Mariza Fernanda da Silva. “Esses espaços são fundamentais para avançarmos em questões específicas e dão corpo ao nosso Plano de Trabalho”, afirmou.

Deborah e a coordenadora-adjunta, Marcela Aragão, apresentaram ainda informações sobre o Plano de Trabalho da CT-AS para o biênio 2026-2027 e explicaram as etapas até a sua aprovação final, na reunião plenária dos Comitês PCJ, que ocorrerá no final de março de 2026. “O Plano de Trabalho é o nosso norte. Ele orienta onde vamos atuar, quais temas priorizar e o que precisamos discutir ao longo do biênio. A contribuição de todos é muito importante”, reforçou Deborah.

As coordenadoras também compartilharam informações sobre o VIII Workshop de Águas Subterrâneas, que será realizado nos dias 13 e 14 de novembro, no campus da Unesp, em Rio Claro (SP), com o tema “Inovações na gestão de aquíferos e recursos subterrâneos”.

“Quero agradecer a todos os membros por estarem conosco nessa jornada. Precisamos trabalhar, pensar e discutir juntos para chegarmos a soluções de conflitos e desafios que surgirem. Se tivermos esse olhar coletivo, de mãos dadas e compartilhando conhecimentos, poderemos construir soluções e promover uma gestão mais consciente das águas subterrâneas”, concluiu Deborah.

Outro ponto da reunião foi a apresentação da analista técnica da Coordenação de Projetos da Agência das Bacias PCJ, Mariane Rodrigues, sobre o andamento dos estudos hidrogeológicos para avaliação de áreas de restrição e controle nos municípios de Americana e Nova Odessa (SP). A CT-AS integra o Grupo Técnico de Acompanhamento do Estudo.

Os trabalhos, iniciados em fevereiro e com previsão de conclusão em até 17 meses, estão sendo executados pela empresa Água e Solo Estudos e Projetos, de Porto Alegre (RS). A etapa de visitas de campo a cerca de 200 poços nas duas cidades deverá começar em setembro e se estender até março de 2026. Em 13 de agosto, o estudo foi apresentado na Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água na Indústria, na qual a CT-AS buscou apoio para facilitar o planejamento e acesso aos poços. “Foi muito positiva essa aproximação com a CT-Indústria”, avaliou Deborah. Segundo ela, o trabalho pode servir como base para novos estudos na área de monitoramento das águas subterrâneas.

A próxima reunião ordinária da CT-AS (96ª) será no dia 13 de novembro, também na Unesp de Rio Claro (SP), em conjunto com o VIII Workshop de Águas Subterrâneas.

Reunião também tratou do projeto “Jovem, vem para o PCJ” e de eventos futuros

19 de agosto de 2025

A apresentação do projeto “Elaboração de indicadores de impacto de Educação Ambiental para o Plano de Bacias PCJ”, aprovado pela FAPESP, e que visa aprimorar as práticas de monitoramento e avaliação do plano de bacias, foi o destaque da 133ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA), realizada em 19 de agosto, por videoconferência. A exposição ficou a cargo de Maria Luísa Bonazzi Palmieri, coordenadora do Grupo de Trabalho de Política de Educação Ambiental, que explicou o contexto de criação do projeto, o processo de construção dos indicadores, a situação atual e os próximos passos.

Na contextualização, Maria Luísa destacou os documentos que embasaram a iniciativa e recomendou que os novos integrantes da CT-EA os consultem: a Deliberação dos Comitês PCJ nº 488/24, que aprovou a nova política de educação ambiental, e o Caderno de Educação Ambiental, Integração e Difusão de Pesquisas e Tecnologias do Plano das Bacias PCJ 2020-2035. Ela também mencionou a Plataforma de Monitoramento e Avaliação do Plano das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, de onde surgiu o GT-Política e o projeto de indicadores.

Em seguida, apresentou o que já foi realizado pelo grupo, dividido em quatro fases:

  1. estudo de indicadores de educação ambiental existentes e construção de documento preliminar; 
  2. avaliação da pertinência dos indicadores elaborados para as ações de educação ambiental previstas no Plano das Bacias PCJ; 
  3. apresentações de convidados sobre experiências relacionadas
  4. construção de fichas preliminares de indicadores, com base em modelos de documentos existentes.

Os próximos passos incluem a continuidade da elaboração das fichas, o desenvolvimento de aspectos quantitativos, a criação de matrizes específicas e a submissão do material para análise dos membros da CT-EA e do projeto FAPESP. A validação será feita com o método Delphi, envolvendo especialistas.

A coordenadora da CT-EA, Ana Lucia Floriano, destacou a relevância da iniciativa: “Embora isso tenha um fundo acadêmico, é um momento histórico, porque estamos construindo aqui indicadores para a educação ambiental que queremos.”

Maria Luísa também apresentou o subprojeto que será submetido ao Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), voltado à construção participativa de indicadores de impacto de educação ambiental para o Plano das Bacias PCJ. A equipe contará com a pesquisadora Raquel Trovarelli (IFSP), que contribuirá com sua experiência em construção de indicadores, e Sabrina de Oliveira Anicio (USP), com foco em projetos escolares. O trabalho prevê revisão bibliográfica, análise do processo participativo do GT e validação dos indicadores.

Outro destaque da reunião foi a preparação do evento “Água e Sensibilização – Fortalecendo a Rede de Educação Ambiental nas Bacias PCJ”, que acontecerá em 21 de outubro, das 9h às 13h, em Louveira, durante a 134ª Reunião Ordinária da CT-EA. Aberto ao público, o encontro terá como foco iniciativas de educação ambiental desenvolvidas na bacia. “O evento será muito importante para termos um panorama atualizado dessas ações, muitas vezes desconhecidas pela CT-EA”, explicou a coordenadora-adjunta, Adriana Sacioto Marcantonio.

Durante os informes, a coordenadora do GT-Política de Educação Ambiental, Maria Luísa Palmieri, aproveitou para convidar os membros da CT-EA a participarem de atividades programadas para os próximos meses. Entre elas estão: o “RPG no Horto”, realizado em parceria com o Sesc, no dia 6 de setembro, das 13h às 17h, no Horto de Tupi; a atividade “Agroecologia e as Abelhas”, marcada para 11 de outubro, das 9h ao meio-dia, também no Horto; e o evento “Ecologia Integral e Crise Climática: Diálogos sobre a Nossa Casa Comum”, promovido pela Pastoral da Ecologia Integral da Diocese de Piracicaba, no dia 13 de setembro, das 9h ao meio-dia.

Na sequência, Andréa Borges, do Consórcio PCJ, informou sobre o próximo encontro do projeto “Gota d’Água”, que será realizado na sexta-feira, dia 22 de agosto, com apresentações sobre mudanças climáticas e sobre o aplicativo “Casa Mais Sustentável”. Ela também destacou que estão abertas as inscrições para o Prêmio Ação pela Água, conhecido como o “Óscar da Água”, incentivando a divulgação e a participação.

Já a coordenadora de Gestão da Agência das Bacias PCJ, Katia Gotardi, apresentou o andamento de projetos conduzidos pela Coordenadoria de Gestão. Entre eles, destacou o curso voltado a gestores e operadores de estações de tratamento de água e esgoto, viabilizado por meio de termo de cooperação firmado entre Consórcio PCJ, Ares-PCJ e Agência PCJ, cujo processo de seleção pública já foi iniciado. Katia também falou sobre a 3ª edição do projeto “Jovem, vem para o PCJ”, que tem como objetivo engajar jovens — incluindo pessoas com mais de 30 anos — vinculados a entidades participantes dos Comitês, preparando-os para se tornarem futuros representantes. Outro ponto apresentado foi o Projeto “Propriedade Rural Amiga da Água”, que pretende utilizar uma cartilha de boas práticas agropecuárias para criar um cadastro técnico e oferecer capacitação a técnicos em extensão rural e profissionais que operam equipamentos agrícolas.

A próxima reunião da CT-EA será a 134ª Reunião Ordinária, marcada para 21 de outubro de 2025, às 9h, na Secretaria de Cultura e Eventos, em Louveira.

Na reunião virtual, membros também aprovaram indicação de Sergio Razera para continuar como presidente da Agência PCJ no mandato 2025-2027 e minuta de deliberação que prevê edital da instituição para patrocínios de eventos

15 de agosto de 2025

A Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ aprovou, nesta sexta-feira (15/08), minuta de deliberação que prevê investimentos superiores a R$ 80 milhões em 23 empreendimentos de 16 municípios das Bacias PCJ (Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí). O montante representa o maior valor já deliberado pelos Comitês PCJ em seus 32 anos de atuação, a serem completados em novembro deste ano.

A votação ocorreu na 97ª Reunião Ordinária da CT-PL, realizada por videoconferência. Outras três minutas de deliberação foram aprovadas no encontro. Os documentos serão encaminhados para votação final na Plenária dos Comitês PCJ, marcada para 29 de agosto, também em formato virtual. 

A minuta aprovada contempla cerca de R$ 81,5 milhões em investimentos (incluindo a contrapartida dos tomadores) destinados ao financiamento de empreendimentos com recursos da cobrança pelo uso dos recursos hídricos em rios de domínio do Estado de São Paulo, localizados nas Bacias PCJ (Cobrança PCJ Paulista) e da Compensação Financeira pela utilização dos Recursos Hídricos para Fins de Geração de Energia Elétrica (CFURH).  Ambas as fontes compõem o Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos).

O coordenador de Projetos da Agência das Bacias PCJ, Diogo Pedrozo, apresentou os detalhes: aproximadamente R$ 68,5 milhões serão repassados, sendo R$ 1,2 milhão da CFURH e R$ 67,2 milhões da Cobrança PCJ Paulista, além de R$ 13 milhões em contrapartidas.

Os recursos financiarão a elaboração de Planos Municipais de Combate a Perdas de Águas, de Saneamento Básico, de Saneamento Rural e de Drenagem, além de projetos executivos e ações voltadas ao Tratamento de Esgoto e Combate a Perdas.  Os municípios beneficiados são Amparo; Corumbataí; Campinas; Capivari (2 empreendimentos); Cordeirópolis; Jaguariúna (3); Jundiaí; Louveira (2); Mombuca; Pedreira; Piracicaba; Rafard (2); Salto; Santa Bárbara d’Oeste; Vinhedo (2) e Valinhos (2). A seleção foi realizada pela Coordenação de Projetos da Agência PCJ, com apoio da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA). A lista de empreendimentos pode ser acessada neste link.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou o trabalho conjunto. “Gostaria de agradecer ao Diogo e a toda a equipe de Projetos e da Agência PCJ e ao grupo de acompanhamento da CT-SA por todo esse esforço. Foi um trabalho hercúleo. O resultado é sempre positivo. Quanto mais desembolsos, mais demonstramos que os valores estão retornando para a sustentabilidade dos recursos hídricos”, ressaltou Denis.

O secretário-executivo adjunto, André Navarro, reforçou a importância do processo de seleção e inscrição, com a implantação do fluxo-contínuo. “Isso mostra a agilidade e a eficiência da própria Agência e dos Comitês em lidar com as dificuldades administrativas e burocráticas que aparecem. Com os esforços, inteligência e criatividade de todos, foi possível distribuir esse recurso. Não é à toa que o PCJ consegue grandes resultados na gestão”, afirmou.

CONTINUIDADE NA PRESIDÊNCIA DA AGÊNCIA PCJ

Na mesma reunião, a CT-PL aprovou, por unanimidade, minuta de deliberação indicando Sergio Razera para continuar como diretor-presidente da Agência PCJ no mandato 2025-2027. O nome será submetido à 33ª Reunião Extraordinária dos Comitês PCJ (CBH-PCJ, PCJ FEDERAL e CBH-PJ1), em 29 de agosto, por videoconferência, e posteriormente, ao Conselho Deliberativo da Agência PCJ.

A indicação, oficializada pelo vice-presidente do CBH-PCJ e 2º vice-presidente do PCJ Federal, Marco Antonio dos Santos, recebeu elogios de todos os presentes. “Acho que a Agência está em boas mãos, com uma pessoa séria e correta, que tem feito um trabalho de excelência, com notas altas da ANA e aprovação de todas as contas”, enfatizou. Denis Herisson ressaltou que o indicado tem sido um “grande professor” e manifestou um “profundo agradecimento” por ele.

Emocionado, Razera agradeceu a manifestação de todos e fez questão de estender os elogios aos demais diretores e colaboradores da Agência PCJ. “Tenho plena consciência de que todo mundo tem prazo de validade. Eu também tenho. Mas, sinto, enquanto Deus me permitir e vocês -CT-PL e Plenário – me permitirem, que continuo tendo entusiasmo e muita satisfação de sair da minha casa e vir aqui trabalhar”, afirmou. “O envolvimento dos membros das câmaras técnicas e dos Comitês PCJ é o nosso grande diferencial. Não é Sergio, não é Francisco, Denis, João ou Marcos… A força do PCJ está na nossa união e empenho”, declarou.

EDITAL PATROCÍNIO

A CT-PL também aprovou minuta de deliberação para a realização chamamento público visando patrocínios no exercício de 2026. O orçamento disponível é de R$ 300 mil.  Desse total, R$ 80 mil são para contemplar eventos e/ou iniciativas classificadas pelo edital de seleção que será aberto pela Agência das Bacias PCJ e o restante, R$ 220 mil, reservados para eventos e/ou iniciativas de autoria de instituições do Sistema Nacional Integrado de Gestão de Recursos Hídricos (SINGREH). Nessa lista estão o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos (CRHs, CERHs), Órgãos Gestores Estaduais de Recursos Hídricos, Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e outras Agências de Água em todo território nacional cuja atuação esteja equiparada a Agência PCJ.

O edital prevê cotas de até R$ 20 mil por entidade para projetos em áreas como seminários, congressos e outros eventos técnicos; atividades do setor de comunicação; atividades culturais e de mobilização; esportivos e lazer; e educacionais, com abrangência local, estadual ou nacional. Segundo o assessor de comunicação Everton Quiararia, um dos critérios é a compatibilidade do evento com os objetivos dos Comitês PCJ. A comissão julgadora será formada por representantes da Agência e dos colegiados.

REGIMENTO – CTs

A CT-PL também deu aval para algumas alterações no Regimento Interno das Câmaras Técnicas dos Comitês PCJ. Entre elas, está o artigo que esclarece que o Poder Público Municipal é representado pelos indicados pelo Poder Executivo e prevê que representantes do Poder Legislativo podem participar das reuniões na condição de ouvintes. Outro artigo determina que nas CTs que realizarem reuniões mensais, ou em menor intervalo de tempo, o membro será excluído quando alcançar cinco faltas consecutivas ou sete alternadas. Outra alteração é quanto aos Planos de Trabalho das CTs, que passarão a ter vigência até a data de aprovação do Plano de Trabalho subsequente.

Pauta de encontro virtual foi centrada nesse tema

14 de agosto de 2025

As discussões sobre o Plano de Trabalho da Câmara Técnica de Saneamento(CT-SA) para o biênio 2026-2027 foram o foco da 129ª Reunião Ordinária da CT, realizada nesta quinta-feira, dia 14 de agosto, por videoconferência. O tema foi o principal item da pauta e serviu para que os membros debatessem sobre o planejamento desse documento.  O encontro, conduzido pelo coordenador Mateus Arantes, contou com uma apresentação da coordenadora-adjunta, Patrícia Ferreira Calegari, que expôs as ações e temas desenvolvidos pela CT-SA no Plano de Trabalho 2023-2025 (Página 48).

A proposta do novo plano será elaborada pela coordenação da CT e apresentada na próxima reunião (130ª Ordinária), marcada para o dia 9 de outubro, às 9h, também de forma virtual. O documento será enviado previamente por e-mail aos membros. Arantes convidou todos a contribuírem com sugestões de temas a partir dos Cadernos Temáticos do Plano das Bacias PCJ 2020-2035, com destaque para os de Enquadramento dos Corpos de Água Superficiais, de Garantia do Suprimento Hídrico e do Uso e Conservação da Água e do Solo no Meio Rural e Recomposição Floresta.

Após a aprovação pela CT-SA,  a proposta de plano será encaminhada até o dia 31 de outubro à Secretaria Executiva dos Comitês PCJ. O retorno da SE e Agência PCJ às câmaras técnicas ocorrerá até o dia 12 de dezembro de 2025, e a aprovação final pela CT será até 20 de fevereiro de 2026. Em março do próximo ano, os planos de todas as CTs serão apreciados na CT-PL e votados pelos Plenários dos colegiados.

O Plano de Trabalho das câmaras técnicas é dividido em três categorias:

Categoria A – demandas elencadas pela Secretaria Executiva a partir de deliberações dos Comitês PCJ, do Plano das Bacias PCJ 2020-2035, do Planejamento Estratégico, do planejamento orçamentário e de solicitações da Agência das Bacias PCJ.

Categoria B – temas propostos pela própria CT para discussão nas reuniões.

Categoria C – eventos promovidos pela câmara, com possibilidade de até dois encontros de meio período.

No plano atual, a CT-SA promoveu o “Encontro de Perdas de Água”, em agosto de 2024, na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e o seminário sobre o Novo Marco Legal do Saneamento, em junho deste ano, na Embrapa, em Jaguariúna(SP).  

Na reunião, Gladis Matteo, da Sanasa Campinas, sugeriu o retorno do GT-Lodo, para debater ações relacionadas à geração e destino do lodo das Estações de Tratamento de Água (ETAs) nas Bacias PCJ, e a criação do GT-Rio Jaguari, para tratar da qualidade e proteção do curso d’água e de questões associadas às novas barragens de Pedreira e Amparo. “Quando participei do GT-Lodo, a proposta era econômica e tecnicamente viável e socialmente justa, porque o lodo não faz parte do esgoto. É um resíduo reciclável”, afirmou Gladis.

Arantes informou que o GT-Lodo será incluído na pauta do Plano de Trabalho da CT-SA e sua estruturação e composição deverão ser definidas na próxima reunião, em outubro. Sobre o GT-Jaguari, ele adiantou que a demanda será encaminhada para a Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico, que já acompanha o tema por meio do GT-Qualidade.

EVENTOS

No final da reunião, alguns membros divulgaram eventos relacionados à área de saneamento.  Silvana Turolla Broleze, da Prefeitura de Jaguariúna,  falou sobre a revisão das metas dos ODS e a audiência pública da ARES-PCJ sobre resoluções da ANA, convidando todos a contribuírem. Sabrina Rodrigues, da Sanasa Campinas, destacou o Encontro Técnico de Medição de Vazão em Curitiba na última semana de agosto e sua importância para a área de perdas. Já Luana Mattos de Oliveira Cruz, da Unicamp, citou um evento da Texas Tech University, em 18 de setembro, em parceria com a universidade brasileira, que será em inglês e presencial em Campinas.

Mateus Arantes aproveitou para ressaltar a importância da participação da coordenação da CT-AS em dois eventos em São Paulo (SP). Um deles foi o 11º Seminário Nacional de Gestão de Perdas de Água e Eficiência Energética, realizado nos dias 12 e 13 de agosto. O outro foi o FISA 2025 – Fórum Internacional de Segurança da Água, que aconteceu nos dias 12 e 13 de junho.

Reunião também abordou orientações para elaboração do Plano de Trabalho da CT-Indústria para o biênio 2026-2027

13 de agosto de 2025

O andamento do contrato nº 024/2024, que trata da “Execução de estudos hidrogeológicos para avaliação de áreas de restrição e controle nas Bacias PCJ: áreas urbanas de Americana e Nova Odessa (SP)”, foi destaque da 106ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água na Indústria (CT-Indústria), realizada em 13 de agosto, por videoconferência.

A analista de projetos da Agência das Bacias PCJ, Mariana Amuy, iniciou a apresentação com uma contextualização do estudo, originado a partir da Deliberação CRH nº 052/2005 e de levantamentos anteriores que identificaram áreas críticas: Regionalização de Diretrizes de Utilização e Proteção das Águas Subterrâneas (DAEE/UNESP, 2013) e Plano de Monitoramento Quali-quantitativo das Águas Subterrâneas das Bacias PCJ (Profi, 2019). Em 2024, foi contratada a empresa Água e Solo Estudos e Projetos, que iniciou os trabalhos em fevereiro, com prazo de 17 meses para a conclusão do estudo.

O coordenador técnico da Água e Solo Estudos e Projetos, geólogo André Bonacin, detalhou que o objetivo principal é realizar um estudo hidrogeológico das águas subterrâneas nas áreas urbanas dos dois municípios, visando delimitar áreas prováveis e/ou confirmadas de restrição e controle da captação e uso, identificando casos de superexploração e interferência entre poços. O estudo também definirá orientações para o estabelecimento de diretrizes e ações de gestão dos recursos hídricos subterrâneos em áreas críticas, conforme a Deliberação CRH nº 259/2021 e a Deliberação CRH nº 052/2005.

Entre os objetivos específicos estão: atualizar os volumes explorados de água subterrânea, comparando-os às vazões de referência que indicam a disponibilidade hídrica; avaliar a evolução histórica do uso das águas subterrâneas nos municípios; integrar dados e informações de diferentes bancos de poços tubulares, formando um banco unificado; contribuir para a elaboração de um modelo hidrogeológico conceitual e de um modelo de fluxo preditivo (com modelagem matemática) com projeções para até dez anos; e criar um banco de dados georreferenciado com as informações coletadas.

A apresentação também mostrou o andamento das sete atividades previstas no estudo. Duas já foram concluídas: elaboração do Plano de Trabalho e levantamento de dados com preparação das bases cartográficas. Uma está em andamento — caracterização geral da área, geologia e hidrogeologia — e outra em fase de planejamento — avaliação da quantidade de águas subterrâneas. As três etapas finais, previstas para agosto de 2026, são: delimitação das áreas críticas, proposição de medidas de gestão e elaboração do relatório final.

Para meados de setembro está prevista a etapa de avaliação da quantidade de águas subterrâneas. Será realizado um levantamento geral, com cerca de 200 poços pré-selecionados, sendo de 40 a 60 em Americana e de 15 a 25 em Nova Odessa. O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, e a coordenadora da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas (CT-AS), Deborah do Valle Nuvens Lunardi, reforçaram a importância da colaboração das empresas para permitir o acesso das equipes de campo, contribuindo para uma gestão eficiente e para a garantia da água para todos.

Outro ponto discutido foi o Plano de Trabalho da CT-Indústria para o biênio 2026-2027. Rebeca Silva, da Secretaria Executiva da Agência das Bacias PCJ, apresentou as orientações para sua elaboração, explicando o processo de formalização, as categorias de planejamento e os documentos de apoio disponíveis.

Também na reunião, o coordenador da CT-Indústria, Jorge Mercanti, apresentou um breve panorama da situação do Sistema Cantareira e das Bacias PCJ, além da previsão climática para os próximos meses. A 107ª Reunião Ordinária da CT-Indústria está agendada para 8 de outubro, às 9h, também por videoconferência.

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