| Dia: 30/01/2026

Deputado estadual esteve na sede da instituição nesta sexta-feira, 30 de janeiro

Os desafios da gestão dos recursos hídricos nas Bacias PCJ e as estratégias para garantir a segurança hídrica da região pautaram a visita institucional do deputado estadual Alex Madureira à sede da Agência das Bacias PCJ, em Piracicaba (SP) nesta sexta-feira, 30 de janeiro.

Madureira foi recepcionado pelos diretores Sergio Razera (presidente) e Ivens de Oliveira (Administrativo e Financeiro) e pelo secretário executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva.

Providências de grandes proporções como a conclusão das barragens de Pedreira/SP e Duas Pontes (no município de Amparo) foram revisadas como importantes dispositivos para a segurança hídrica na região, tanto quanto a providência que está sendo encaminhada pelo Governo do Estado São Paulo para a implantação de um Sistema Adutor Regional, para encaminhar essas águas para 21 municípios próximos.

Até mesmo ao debaterem obras menores e providências locais, houve consenso sobre a importância dos planejamentos seguirem sempre com olhar coletivo e de longo prazo, tanto na permanente essência dos trabalhos dos Comitês PCJ quanto no posicionamento de desempenho do parlamentar.

Primeiro quero parabenizar o PCJ pelo trabalho que realiza nesses mais de 70 municípios que ele representa aqui na nossa região e enaltecer o trabalho e o pensamento principalmente no futuro. A minha vinda aqui hoje se faz importante para eu entender melhor o fluxo do trabalho dos Comitê e da Agência das Bacias PCJ junto aos munícipios e consignar todo o meu apoio junto ao governo do Estado de São Paulo, junto à Assembleia nos projetos que estão tramitando lá e que tem a ver com o dia a dia do saneamento e sua universalização. Todos os planejamentos que são feitos hoje são de longo prazo e não tem como a gente discutir nada pontual. Não tem como a gente falar de Piracicaba sem falar das cidades cujas águas interagem dentro das Bacias PCJ. Afinal, temos um mesmo objetivo, beneficiar a nossa população e pensar no futuro”, destacou Madureira.

A visita institucional do deputado faz reforçar a disposição dos Comitês PCJ e Agência das Bacias PCJ em compor soluções integradas com governos, seus representantes, sociedade civil organizadas e setores de usuários da água em toda a Bacia PCJ.

Objetivo foi conhecer a tecnologia adotada pela Sabesp e difundi-la entre municípios das Bacias PCJ

Com foco no fortalecimento da segurança hídrica nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ promoveram, nesta quinta-feira, 29 de janeiro, uma visita técnica à Estação de Tratamento de Água (ETA) Alto da Boa Vista, localizada na região de Santo Amaro, em São Paulo (SP). A unidade, pertencente à Sabesp e fundada na década de 1950, opera com dois módulos de tratamento — o sistema convencional e, mais recentemente, o sistema de ultrafiltração por membranas, implantado após a crise hídrica de 2014/2015.

Além de conhecer de perto a nova tecnologia, a iniciativa teve como objetivo difundi-la entre os municípios das Bacias PCJ. Na visita, foi realizada uma breve análise comparativa das particularidades do sistema de membranas em relação aos sistemas convencionais. O tema integra o Plano de Trabalho 2026–2028 da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) e deverá ser apresentado ainda neste semestre aos membros da CT.

A comitiva das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, foi composta por representantes dos Comitês e Agência PCJ e da DAE Jundiaí S/A. Pelos Comitês, participaram o secretário-executivo dos colegiados, Denis Herisson da Silva, e o coordenador da Câmara Técnica de Saneamento (CT-AS), Mateus Arantes. Pela Agência, estiveram presentes os diretores Sergio Razera (presidente) e Patrícia Barufaldi (técnica), além dos coordenadores Diogo Pedrozo (Projetos) e Eduardo Léo (Sistema de Informações). O grupo da DAE Jundiaí foi liderado pelo diretor-presidente da empresa, Luiz Roberto Del Gelmo.

Conhecida como ETA ABV, a estação foi inaugurada em 1958, recebe água da Represa do Guarapiranga, possui capacidade nominal de 16 m³/s e abastece cerca de 4,3 milhões de pessoas. A unidade opera com um sistema principal de tratamento convencional e, desde 2025, conta com um sistema paralelo de ultrafiltração por membranas, baseado em tecnologia norte-americana. Enquanto o tempo de processamento no tratamento convencional varia de duas a quatro horas, no sistema de ultrafiltração o prazo é reduzido para cerca de 20 a 30 minutos. A remoção de micro-organismos também é significativamente superior: entre 4 e 6 log para cistos e bactérias, contra 2 a 3 log no sistema convencional.

Segundo o presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a visita teve como propósito aprender com as experiências já desenvolvidas na unidade. “Especialmente as membranas ultra-filtrantes, que é um produto usado para tratar esgoto, mas também pode ser usado para tratar água. Ele tem uma performance muito boa, a água sai muito limpa e, claro, tem um custo mais elevado que o tradicional. Porém, consegue tratar águas muito mais poluídas. E é por isso que viemos aqui, para saber sobre essa tecnologia e os custos, porque a gente precisa melhorar as nossas estações de tratamento de água nas Bacias PCJ. Mesmo com bastante coleta e tratamento de esgoto, ainda tem muitos poluentes na água do rio e, na baixa estiagem, na baixa vazão, a água fica difícil para tratar por esse método convencional. Então, a gente veio aprender para poder pensar novos projetos ao longo do tempo”, ressaltou Razera.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, também ressaltou a relevância da iniciativa. “É relevante apresentar o sistema de membranas aos Comitês PCJ, especialmente em razão da elevada densidade populacional da região. Trata-se de uma alternativa tecnológica que pode se mostrar estratégica, sobretudo nos períodos de escassez hídrica, quando a qualidade da água bruta tende a se deteriorar”, afirmou.

Já o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, explicou que a proposta foi visitar uma unidade que reúne tanto o sistema convencional quanto o de ultrafiltração. “Em períodos de estiagem, a qualidade dos rios das Bacias PCJ é bastante impactada, o que dificulta o tratamento da água. A visita teve como objetivo demonstrar que é possível trabalhar com módulos independentes, utilizando a mesma água, e obter ganhos tanto em eficiência quanto na quantidade de água disponibilizada à população”, concluiu.

Objetivo foi conhecer a tecnologia adotada pela Sabesp e difundi-la entre municípios das Bacias PCJ

Com foco no fortalecimento da segurança hídrica nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ promoveram, nesta quinta-feira, 29 de janeiro, uma visita técnica à Estação de Tratamento de Água (ETA) Alto da Boa Vista, localizada na região de Santo Amaro, em São Paulo (SP). A unidade, pertencente à Sabesp e fundada na década de 1950, opera com dois módulos de tratamento — o sistema convencional e, mais recentemente, o sistema de ultrafiltração por membranas, implantado após a crise hídrica de 2014/2015.

Além de conhecer de perto a nova tecnologia, a iniciativa teve como objetivo difundi-la entre os municípios das Bacias PCJ. Na visita, foi realizada uma breve análise comparativa das particularidades do sistema de membranas em relação aos sistemas convencionais. O tema integra o Plano de Trabalho 2026–2028 da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) e deverá ser apresentado ainda neste semestre aos membros da CT.

A comitiva das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, foi composta por representantes dos Comitês e Agência PCJ e da DAE Jundiaí S/A. Pelos Comitês, participaram o secretário-executivo dos colegiados, Denis Herisson da Silva, e o coordenador da Câmara Técnica de Saneamento (CT-AS), Mateus Arantes. Pela Agência, estiveram presentes os diretores Sergio Razera (presidente) e Patrícia Barufaldi (técnica), além dos coordenadores Diogo Pedrozo (Projetos) e Eduardo Léo (Sistema de Informações). O grupo da DAE Jundiaí foi liderado pelo diretor-presidente da empresa, Luiz Roberto Del Gelmo.

Conhecida como ETA ABV, a estação foi inaugurada em 1958, recebe água da Represa do Guarapiranga, possui capacidade nominal de 16 m³/s e abastece cerca de 4,3 milhões de pessoas. A unidade opera com um sistema principal de tratamento convencional e, desde 2025, conta com um sistema paralelo de ultrafiltração por membranas, baseado em tecnologia norte-americana. Enquanto o tempo de processamento no tratamento convencional varia de duas a quatro horas, no sistema de ultrafiltração o prazo é reduzido para cerca de 20 a 30 minutos. A remoção de micro-organismos também é significativamente superior: entre 4 e 6 log para cistos e bactérias, contra 2 a 3 log no sistema convencional.

Segundo o presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a visita teve como propósito aprender com as experiências já desenvolvidas na unidade. “Especialmente as membranas ultra-filtrantes, que é um produto usado para tratar esgoto, mas também pode ser usado para tratar água. Ele tem uma performance muito boa, a água sai muito limpa e, claro, tem um custo mais elevado que o tradicional. Porém, consegue tratar águas muito mais poluídas. E é por isso que viemos aqui, para saber sobre essa tecnologia e os custos, porque a gente precisa melhorar as nossas estações de tratamento de água nas Bacias PCJ. Mesmo com bastante coleta e tratamento de esgoto, ainda tem muitos poluentes na água do rio e, na baixa estiagem, na baixa vazão, a água fica difícil para tratar por esse método convencional. Então, a gente veio aprender para poder pensar novos projetos ao longo do tempo”, ressaltou Razera.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, também ressaltou a relevância da iniciativa. “É relevante apresentar o sistema de membranas aos Comitês PCJ, especialmente em razão da elevada densidade populacional da região. Trata-se de uma alternativa tecnológica que pode se mostrar estratégica, sobretudo nos períodos de escassez hídrica, quando a qualidade da água bruta tende a se deteriorar”, afirmou.

Já o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, explicou que a proposta foi visitar uma unidade que reúne tanto o sistema convencional quanto o de ultrafiltração. “Em períodos de estiagem, a qualidade dos rios das Bacias PCJ é bastante impactada, o que dificulta o tratamento da água. A visita teve como objetivo demonstrar que é possível trabalhar com módulos independentes, utilizando a mesma água, e obter ganhos tanto em eficiência quanto na quantidade de água disponibilizada à população”, concluiu.

119ª Reunião Ordinária abordou, ainda, o andamento do Projeto de Bacias Hidrográficas Inteligentes

30 de janeiro de 2026

Conduzida por Tadeu Malheiros, a 119ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Integração e Difusão de Pesquisas e Tecnologias (CT-ID) foi marcada pela aprovação do Plano de Trabalho; Acompanhamento e discussão de atividades do projeto PPPP-FAPESP (Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fapesp); e Atualizações sobre o evento Sustentare & WIPIS – edição 2026. 

O coordenador da CT-ID, Tadeu Malheiros, apresentou o Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027, discorrendo sobre os tópicos que compõem o Plano, as Categorias A: Demanda da Secretaria Executiva; B: Temas para Discussão e C: Eventos. O documento foi aprovado pelos membros e seguirá para a Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) e plenária para deliberação final. 

Orandi Falsarella apresentou uma atualização do andamento do Projeto de Bacias Hidrográficas Inteligentes. Ele explicou que a primeira etapa (revisão bibliográfica) já foi finalizada, e a segunda, com entrevistas (aproximadamente 20 a 28 das 50 almejadas), está em andamento, incluindo em Portugal. A terceira etapa consiste na implementação de um modelo de Inteligência Artificial usando Isolation Forest para detectar anomalias (como vazão e turbidez) a partir dos grandes volumes de dados em tempo real coletados pelos sensores no Rio Piracicaba. 

O coordenador-adjunto da CT-ID, Duarcides Mariosa, apresentou o planejamento estratégico do Sustentare & WIPIS – edição 2026, um evento conjunto que ocorrerá nos dias 23, 24, 25, 26 e 27 de novembro, em formato híbrido. A parceria é estabelecida entre a PUC Campinas (Programa de Pós-graduação em Sustentabilidade), a USP (Faculdade de Saúde Pública), a Agência das Bacias PCJ e os Comitês PCJ, especialmente a CT-ID, para socializar a preocupação com indicadores e monitoramento em eventos científicos. 

Os dez eixos temáticos do evento, que servirão como base para recebimento de resumos, artigos e organização de atividades como minicursos e mesas redondas, incluem temas como Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Gestão de Recursos Hídricos e Saneamento Básico, e Indicadores de Avaliação da Sustentabilidade. Mariosa detalhou as etapas de planejamento, que começaram em setembro do ano passado devido à necessidade de captação de recursos. O evento é gratuito para todos os participantes, mas exige recursos financeiros para publicações com DOI e ISBN, transmissão e coordenação, o que torna a captação de recursos crucial. Eles já garantiram recursos da CAPES e aguardam o resultado de um edital do CNPq, além de explorar a possibilidade de financiamento via FAPESP.  

Duarcides Mariosa descreveu a infraestrutura, que inclui o uso da plataforma digital EV para inscrições e submissões, espaços físicos na PUC Campinas e USP, e a produção audiovisual com a contratação de uma empresa para gravação, edição e disponibilização de conteúdo no YouTube. 

A próxima etapa de planejamento inclui a criação de um cronograma retroativo, convite de coordenadores e avaliadores, e o lançamento de chamadas para trabalhos e patrocínios. Em 2025, o evento alcançou 4.557 inscritos e 674 trabalhos submetidos, sendo considerado possivelmente o maior evento da América Latina na área de sustentabilidade e gestão sustentável de recursos hídricos. 

A próxima reunião da CT-ID será realizada no dia 20 de março de 2026, às 9h30, na Unicamp/Feagri. 

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