| Mês: janeiro de 2026

Deputado estadual esteve na sede da instituição nesta sexta-feira, 30 de janeiro

Os desafios da gestão dos recursos hídricos nas Bacias PCJ e as estratégias para garantir a segurança hídrica da região pautaram a visita institucional do deputado estadual Alex Madureira à sede da Agência das Bacias PCJ, em Piracicaba (SP) nesta sexta-feira, 30 de janeiro.

Madureira foi recepcionado pelos diretores Sergio Razera (presidente) e Ivens de Oliveira (Administrativo e Financeiro) e pelo secretário executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva.

Providências de grandes proporções como a conclusão das barragens de Pedreira/SP e Duas Pontes (no município de Amparo) foram revisadas como importantes dispositivos para a segurança hídrica na região, tanto quanto a providência que está sendo encaminhada pelo Governo do Estado São Paulo para a implantação de um Sistema Adutor Regional, para encaminhar essas águas para 21 municípios próximos.

Até mesmo ao debaterem obras menores e providências locais, houve consenso sobre a importância dos planejamentos seguirem sempre com olhar coletivo e de longo prazo, tanto na permanente essência dos trabalhos dos Comitês PCJ quanto no posicionamento de desempenho do parlamentar.

Primeiro quero parabenizar o PCJ pelo trabalho que realiza nesses mais de 70 municípios que ele representa aqui na nossa região e enaltecer o trabalho e o pensamento principalmente no futuro. A minha vinda aqui hoje se faz importante para eu entender melhor o fluxo do trabalho dos Comitê e da Agência das Bacias PCJ junto aos munícipios e consignar todo o meu apoio junto ao governo do Estado de São Paulo, junto à Assembleia nos projetos que estão tramitando lá e que tem a ver com o dia a dia do saneamento e sua universalização. Todos os planejamentos que são feitos hoje são de longo prazo e não tem como a gente discutir nada pontual. Não tem como a gente falar de Piracicaba sem falar das cidades cujas águas interagem dentro das Bacias PCJ. Afinal, temos um mesmo objetivo, beneficiar a nossa população e pensar no futuro”, destacou Madureira.

A visita institucional do deputado faz reforçar a disposição dos Comitês PCJ e Agência das Bacias PCJ em compor soluções integradas com governos, seus representantes, sociedade civil organizadas e setores de usuários da água em toda a Bacia PCJ.

Objetivo foi conhecer a tecnologia adotada pela Sabesp e difundi-la entre municípios das Bacias PCJ

Com foco no fortalecimento da segurança hídrica nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ promoveram, nesta quinta-feira, 29 de janeiro, uma visita técnica à Estação de Tratamento de Água (ETA) Alto da Boa Vista, localizada na região de Santo Amaro, em São Paulo (SP). A unidade, pertencente à Sabesp e fundada na década de 1950, opera com dois módulos de tratamento — o sistema convencional e, mais recentemente, o sistema de ultrafiltração por membranas, implantado após a crise hídrica de 2014/2015.

Além de conhecer de perto a nova tecnologia, a iniciativa teve como objetivo difundi-la entre os municípios das Bacias PCJ. Na visita, foi realizada uma breve análise comparativa das particularidades do sistema de membranas em relação aos sistemas convencionais. O tema integra o Plano de Trabalho 2026–2028 da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) e deverá ser apresentado ainda neste semestre aos membros da CT.

A comitiva das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, foi composta por representantes dos Comitês e Agência PCJ e da DAE Jundiaí S/A. Pelos Comitês, participaram o secretário-executivo dos colegiados, Denis Herisson da Silva, e o coordenador da Câmara Técnica de Saneamento (CT-AS), Mateus Arantes. Pela Agência, estiveram presentes os diretores Sergio Razera (presidente) e Patrícia Barufaldi (técnica), além dos coordenadores Diogo Pedrozo (Projetos) e Eduardo Léo (Sistema de Informações). O grupo da DAE Jundiaí foi liderado pelo diretor-presidente da empresa, Luiz Roberto Del Gelmo.

Conhecida como ETA ABV, a estação foi inaugurada em 1958, recebe água da Represa do Guarapiranga, possui capacidade nominal de 16 m³/s e abastece cerca de 4,3 milhões de pessoas. A unidade opera com um sistema principal de tratamento convencional e, desde 2025, conta com um sistema paralelo de ultrafiltração por membranas, baseado em tecnologia norte-americana. Enquanto o tempo de processamento no tratamento convencional varia de duas a quatro horas, no sistema de ultrafiltração o prazo é reduzido para cerca de 20 a 30 minutos. A remoção de micro-organismos também é significativamente superior: entre 4 e 6 log para cistos e bactérias, contra 2 a 3 log no sistema convencional.

Segundo o presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a visita teve como propósito aprender com as experiências já desenvolvidas na unidade. “Especialmente as membranas ultra-filtrantes, que é um produto usado para tratar esgoto, mas também pode ser usado para tratar água. Ele tem uma performance muito boa, a água sai muito limpa e, claro, tem um custo mais elevado que o tradicional. Porém, consegue tratar águas muito mais poluídas. E é por isso que viemos aqui, para saber sobre essa tecnologia e os custos, porque a gente precisa melhorar as nossas estações de tratamento de água nas Bacias PCJ. Mesmo com bastante coleta e tratamento de esgoto, ainda tem muitos poluentes na água do rio e, na baixa estiagem, na baixa vazão, a água fica difícil para tratar por esse método convencional. Então, a gente veio aprender para poder pensar novos projetos ao longo do tempo”, ressaltou Razera.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, também ressaltou a relevância da iniciativa. “É relevante apresentar o sistema de membranas aos Comitês PCJ, especialmente em razão da elevada densidade populacional da região. Trata-se de uma alternativa tecnológica que pode se mostrar estratégica, sobretudo nos períodos de escassez hídrica, quando a qualidade da água bruta tende a se deteriorar”, afirmou.

Já o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, explicou que a proposta foi visitar uma unidade que reúne tanto o sistema convencional quanto o de ultrafiltração. “Em períodos de estiagem, a qualidade dos rios das Bacias PCJ é bastante impactada, o que dificulta o tratamento da água. A visita teve como objetivo demonstrar que é possível trabalhar com módulos independentes, utilizando a mesma água, e obter ganhos tanto em eficiência quanto na quantidade de água disponibilizada à população”, concluiu.

Objetivo foi conhecer a tecnologia adotada pela Sabesp e difundi-la entre municípios das Bacias PCJ

Com foco no fortalecimento da segurança hídrica nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ promoveram, nesta quinta-feira, 29 de janeiro, uma visita técnica à Estação de Tratamento de Água (ETA) Alto da Boa Vista, localizada na região de Santo Amaro, em São Paulo (SP). A unidade, pertencente à Sabesp e fundada na década de 1950, opera com dois módulos de tratamento — o sistema convencional e, mais recentemente, o sistema de ultrafiltração por membranas, implantado após a crise hídrica de 2014/2015.

Além de conhecer de perto a nova tecnologia, a iniciativa teve como objetivo difundi-la entre os municípios das Bacias PCJ. Na visita, foi realizada uma breve análise comparativa das particularidades do sistema de membranas em relação aos sistemas convencionais. O tema integra o Plano de Trabalho 2026–2028 da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) e deverá ser apresentado ainda neste semestre aos membros da CT.

A comitiva das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, foi composta por representantes dos Comitês e Agência PCJ e da DAE Jundiaí S/A. Pelos Comitês, participaram o secretário-executivo dos colegiados, Denis Herisson da Silva, e o coordenador da Câmara Técnica de Saneamento (CT-AS), Mateus Arantes. Pela Agência, estiveram presentes os diretores Sergio Razera (presidente) e Patrícia Barufaldi (técnica), além dos coordenadores Diogo Pedrozo (Projetos) e Eduardo Léo (Sistema de Informações). O grupo da DAE Jundiaí foi liderado pelo diretor-presidente da empresa, Luiz Roberto Del Gelmo.

Conhecida como ETA ABV, a estação foi inaugurada em 1958, recebe água da Represa do Guarapiranga, possui capacidade nominal de 16 m³/s e abastece cerca de 4,3 milhões de pessoas. A unidade opera com um sistema principal de tratamento convencional e, desde 2025, conta com um sistema paralelo de ultrafiltração por membranas, baseado em tecnologia norte-americana. Enquanto o tempo de processamento no tratamento convencional varia de duas a quatro horas, no sistema de ultrafiltração o prazo é reduzido para cerca de 20 a 30 minutos. A remoção de micro-organismos também é significativamente superior: entre 4 e 6 log para cistos e bactérias, contra 2 a 3 log no sistema convencional.

Segundo o presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a visita teve como propósito aprender com as experiências já desenvolvidas na unidade. “Especialmente as membranas ultra-filtrantes, que é um produto usado para tratar esgoto, mas também pode ser usado para tratar água. Ele tem uma performance muito boa, a água sai muito limpa e, claro, tem um custo mais elevado que o tradicional. Porém, consegue tratar águas muito mais poluídas. E é por isso que viemos aqui, para saber sobre essa tecnologia e os custos, porque a gente precisa melhorar as nossas estações de tratamento de água nas Bacias PCJ. Mesmo com bastante coleta e tratamento de esgoto, ainda tem muitos poluentes na água do rio e, na baixa estiagem, na baixa vazão, a água fica difícil para tratar por esse método convencional. Então, a gente veio aprender para poder pensar novos projetos ao longo do tempo”, ressaltou Razera.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, também ressaltou a relevância da iniciativa. “É relevante apresentar o sistema de membranas aos Comitês PCJ, especialmente em razão da elevada densidade populacional da região. Trata-se de uma alternativa tecnológica que pode se mostrar estratégica, sobretudo nos períodos de escassez hídrica, quando a qualidade da água bruta tende a se deteriorar”, afirmou.

Já o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, explicou que a proposta foi visitar uma unidade que reúne tanto o sistema convencional quanto o de ultrafiltração. “Em períodos de estiagem, a qualidade dos rios das Bacias PCJ é bastante impactada, o que dificulta o tratamento da água. A visita teve como objetivo demonstrar que é possível trabalhar com módulos independentes, utilizando a mesma água, e obter ganhos tanto em eficiência quanto na quantidade de água disponibilizada à população”, concluiu.

119ª Reunião Ordinária abordou, ainda, o andamento do Projeto de Bacias Hidrográficas Inteligentes

30 de janeiro de 2026

Conduzida por Tadeu Malheiros, a 119ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Integração e Difusão de Pesquisas e Tecnologias (CT-ID) foi marcada pela aprovação do Plano de Trabalho; Acompanhamento e discussão de atividades do projeto PPPP-FAPESP (Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fapesp); e Atualizações sobre o evento Sustentare & WIPIS – edição 2026. 

O coordenador da CT-ID, Tadeu Malheiros, apresentou o Plano de Trabalho para o biênio 2026-2027, discorrendo sobre os tópicos que compõem o Plano, as Categorias A: Demanda da Secretaria Executiva; B: Temas para Discussão e C: Eventos. O documento foi aprovado pelos membros e seguirá para a Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) e plenária para deliberação final. 

Orandi Falsarella apresentou uma atualização do andamento do Projeto de Bacias Hidrográficas Inteligentes. Ele explicou que a primeira etapa (revisão bibliográfica) já foi finalizada, e a segunda, com entrevistas (aproximadamente 20 a 28 das 50 almejadas), está em andamento, incluindo em Portugal. A terceira etapa consiste na implementação de um modelo de Inteligência Artificial usando Isolation Forest para detectar anomalias (como vazão e turbidez) a partir dos grandes volumes de dados em tempo real coletados pelos sensores no Rio Piracicaba. 

O coordenador-adjunto da CT-ID, Duarcides Mariosa, apresentou o planejamento estratégico do Sustentare & WIPIS – edição 2026, um evento conjunto que ocorrerá nos dias 23, 24, 25, 26 e 27 de novembro, em formato híbrido. A parceria é estabelecida entre a PUC Campinas (Programa de Pós-graduação em Sustentabilidade), a USP (Faculdade de Saúde Pública), a Agência das Bacias PCJ e os Comitês PCJ, especialmente a CT-ID, para socializar a preocupação com indicadores e monitoramento em eventos científicos. 

Os dez eixos temáticos do evento, que servirão como base para recebimento de resumos, artigos e organização de atividades como minicursos e mesas redondas, incluem temas como Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Gestão de Recursos Hídricos e Saneamento Básico, e Indicadores de Avaliação da Sustentabilidade. Mariosa detalhou as etapas de planejamento, que começaram em setembro do ano passado devido à necessidade de captação de recursos. O evento é gratuito para todos os participantes, mas exige recursos financeiros para publicações com DOI e ISBN, transmissão e coordenação, o que torna a captação de recursos crucial. Eles já garantiram recursos da CAPES e aguardam o resultado de um edital do CNPq, além de explorar a possibilidade de financiamento via FAPESP.  

Duarcides Mariosa descreveu a infraestrutura, que inclui o uso da plataforma digital EV para inscrições e submissões, espaços físicos na PUC Campinas e USP, e a produção audiovisual com a contratação de uma empresa para gravação, edição e disponibilização de conteúdo no YouTube. 

A próxima etapa de planejamento inclui a criação de um cronograma retroativo, convite de coordenadores e avaliadores, e o lançamento de chamadas para trabalhos e patrocínios. Em 2025, o evento alcançou 4.557 inscritos e 674 trabalhos submetidos, sendo considerado possivelmente o maior evento da América Latina na área de sustentabilidade e gestão sustentável de recursos hídricos. 

A próxima reunião da CT-ID será realizada no dia 20 de março de 2026, às 9h30, na Unicamp/Feagri. 

Reunião realizada em Campinas contou com a participação da secretária de Meio Ambiente do Estado, Natália Resende, e da presidente da SP Águas, Camila Viana; proposta de PPP do Governo do Estado visa ampliar a segurança hídrica nas Bacias PCJ

A proposta de concessão do Sistema Adutor Regional PCJ (SAR-PCJ), por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), foi o principal tema da 2ª Reunião do Grupo de Trabalho SAR-PCJ, realizada na sexta-feira, dia 23 de janeiro, no Ciesp Campinas. A iniciativa integra as ações do Governo do Estado de São Paulo voltadas ao fortalecimento da segurança hídrica, por seu potencial de ampliar a oferta de água para consumo humano e desenvolvimento econômico nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Vinculado à Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ, o GT-SAR-PCJ teve o encontro conduzido pelo secretário-executivo adjunto dos colegiados, André Navarro. A concessão prevê a ampliação do sistema de captação e distribuição de água, com leilão estimado até o final de 2026, contrato de 30 anos e investimentos de R$ 1,9 bilhão.

A futura concessionária será responsável pela construção e operação de três adutoras — Americana–Nova Odessa (tramo oeste), Louveira–Jundiaí (tramo centro-sul) e Pedreira–Campinas (tramo central) — além da manutenção das barragens de Pedreira, no Rio Jaguari, e de Duas Pontes, em Amparo, no Rio Camanducaia, e de uma unidade de tratamento e despoluição do Rio Camanducaia.

A proposta foi apresentada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), com participação da secretária Natália Resende, da presidente da SP Águas, Camila Viana, e do diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, Edgard Benozatti Neto, da Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI).

Durante a apresentação, foram detalhados os objetivos da concessão, com foco no aumento da resiliência do sistema de abastecimento, na integração entre mananciais e na ampliação da segurança hídrica para 21 municípios das Bacias PCJ: Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Limeira, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. O modelo prevê custos para acesso à água bruta em casos de novas outorgas e incentivos, como descontos, para municípios que reduzirem perdas e ampliarem o tratamento de esgoto.

Para a secretária Natália Resende, o diálogo promovido pelos Comitês PCJ é fundamental para o aprimoramento do projeto. “Fizemos questão de vir aqui (na reunião do GT-SAR) antes das audiências públicas. Esse ambiente é de muita qualidade. Além da história e do conhecimento, o pessoal tem uma expertise grande, olhando a bacia, as particularidades que a gente tem aqui. Então, a gente sai feliz de ver, primeiro, que está indo na linha de tudo o que conversamos. Temos pontos para melhorar, claro, e é por isso que a gente sempre está aberto, fazendo esse diálogo, e é o que vamos continuar fazendo para, de fato, concretizar esse projeto, que vai ser referência para o Brasil, não tenho dúvida nenhuma disso. Realmente, aprimoramento é a tônica dos Comitês PCJ, o trabalho conjunto, do diálogo, do planejamento”, destacou.

Ela também ressaltou a importância do planejamento e da atuação integrada dos colegiados. “A gente só consegue avançar porque a gente tem essa conjunção de esforços. Os Comitês PCJ reúnem representantes de vários setores. E essa multidisciplinariedade, para a gente é ótimo. O PCJ é uma referência. Planejamento, ação, prevenção, contingência: essas palavras para a gente são muito importantes e que sempre tentamos levar para a prática, para a vida das pessoas e, dessa forma, conjunta mesmo. E isso, o Comitê PCJ, ele representa muito bem para a gente. Então, para o Estado de São Paulo é muito gratificante a gente ter essa troca”, completou.

Para os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ, o Sistema de Adutor Regional é necessário para a segurança hídrica da região. “Ele é uma obra necessária para potencializar os benefícios que as duas barragens, a de Amparo e a de Pedreira, vão propiciar aqui nas Bacias PCJ. A reunião do GT-SAR foi fundamental para que todos os usuários da bacia conheçam essa estratégia do Governo do Estado, tirem suas dúvidas e possam se planejar para tudo isso que está acontecendo. Porque, repito, essas barragens e esse sistema, são fundamentais para que nos próximos anos, a gente tenha uma segurança hídrica cada vez melhor”, afirmou o diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera.

Na avaliação da presidente da SP Águas, Camila Viana, a atuação integrada das instituições é essencial para enfrentar os desafios da escassez hídrica. “Temos enfrentado uma série de anos com estiagem, anos recentes, que já sofrem os efeitos das mudanças climáticas, chuvas abaixo da média. Problemas crônicos em relação a saneamento. Então, são uma série de frentes que precisam atuar de uma forma muito complementar, com um olhar integrado. Temos os prestadores, os municípios, os Comitês, a Agência, o Consórcio. É muito importante que todos esses entes estejam alinhados para enfrentar um problema que tem diversas facetas. E isso parte de um olhar integrado e regionalizado, que é algo aqui nas Bacias PCJ muito amadurecido do ponto de vista institucional, que é de fato um exemplo para o Brasil. Então, se tem um lugar em que soluções coletivas que integram órgãos e entidades têm chances de dar certo, é aqui nas Bacias PCJ. Precisaremos desse olhar para ganhar escala, para ter infraestrutura hídrica, para permitir atravessar os próximos anos, que serão bastante desafiadores”, analisou.

Consulta e audiências públicas

O projeto está em consulta pública até 10 de fevereiro para recebimento de contribuições antes da publicação do edital de concessão. As sugestões devem ser enviadas para o e-mail segurancahidricasarpcj@cpp.sp.gov.br, por meio de formulário disponível na página do projeto no site da SPI, neste link: https://bit.ly/ProjetoSARPCJ.

Também estão previstas duas audiências públicas: uma presencial, em Campinas, no dia 29 de janeiro, às 14h, na sede da prefeitura, e outra virtual, no dia 2 de fevereiro, às 10h. As inscrições devem ser feitas no site da SPI, dentro dos prazos estabelecidos.

O GT-SAR-PCJ seguirá acompanhando as próximas etapas do processo, reafirmando o compromisso dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ com a construção de soluções estruturantes para ampliar a segurança hídrica nas Bacias PCJ.

Reunião realizada em Campinas contou com a participação da secretária de Meio Ambiente do Estado, Natália Resende, e da presidente da SP Águas, Camila Viana; proposta de PPP do Governo do Estado visa ampliar a segurança hídrica nas Bacias PCJ

A proposta de concessão do Sistema Adutor Regional PCJ (SAR-PCJ), por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), foi o principal tema da 2ª Reunião do Grupo de Trabalho SAR-PCJ, realizada na sexta-feira, dia 23 de janeiro, no Ciesp Campinas. A iniciativa integra as ações do Governo do Estado de São Paulo voltadas ao fortalecimento da segurança hídrica, por seu potencial de ampliar a oferta de água para consumo humano e desenvolvimento econômico nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Vinculado à Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ, o GT-SAR-PCJ teve o encontro conduzido pelo secretário-executivo adjunto dos colegiados, André Navarro. A concessão prevê a ampliação do sistema de captação e distribuição de água, com leilão estimado até o final de 2026, contrato de 30 anos e investimentos de R$ 1,9 bilhão.

A futura concessionária será responsável pela construção e operação de três adutoras — Americana–Nova Odessa (tramo oeste), Louveira–Jundiaí (tramo centro-sul) e Pedreira–Campinas (tramo central) — além da manutenção das barragens de Pedreira, no Rio Jaguari, e de Duas Pontes, em Amparo, no Rio Camanducaia, e de uma unidade de tratamento e despoluição do Rio Camanducaia.

A proposta foi apresentada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), com participação da secretária Natália Resende, da presidente da SP Águas, Camila Viana, e do diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, Edgard Benozatti Neto, da Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI).

Durante a apresentação, foram detalhados os objetivos da concessão, com foco no aumento da resiliência do sistema de abastecimento, na integração entre mananciais e na ampliação da segurança hídrica para 21 municípios das Bacias PCJ: Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Limeira, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. O modelo prevê custos para acesso à água bruta em casos de novas outorgas e incentivos, como descontos, para municípios que reduzirem perdas e ampliarem o tratamento de esgoto.

Para a secretária Natália Resende, o diálogo promovido pelos Comitês PCJ é fundamental para o aprimoramento do projeto. “Fizemos questão de vir aqui (na reunião do GT-SAR) antes das audiências públicas. Esse ambiente é de muita qualidade. Além da história e do conhecimento, o pessoal tem uma expertise grande, olhando a bacia, as particularidades que a gente tem aqui. Então, a gente sai feliz de ver, primeiro, que está indo na linha de tudo o que conversamos. Temos pontos para melhorar, claro, e é por isso que a gente sempre está aberto, fazendo esse diálogo, e é o que vamos continuar fazendo para, de fato, concretizar esse projeto, que vai ser referência para o Brasil, não tenho dúvida nenhuma disso. Realmente, aprimoramento é a tônica dos Comitês PCJ, o trabalho conjunto, do diálogo, do planejamento”, destacou.

Ela também ressaltou a importância do planejamento e da atuação integrada dos colegiados. “A gente só consegue avançar porque a gente tem essa conjunção de esforços. Os Comitês PCJ reúnem representantes de vários setores. E essa multidisciplinariedade, para a gente é ótimo. O PCJ é uma referência. Planejamento, ação, prevenção, contingência: essas palavras para a gente são muito importantes e que sempre tentamos levar para a prática, para a vida das pessoas e, dessa forma, conjunta mesmo. E isso, o Comitê PCJ, ele representa muito bem para a gente. Então, para o Estado de São Paulo é muito gratificante a gente ter essa troca”, completou.

Para os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ, o Sistema de Adutor Regional é necessário para a segurança hídrica da região. “Ele é uma obra necessária para potencializar os benefícios que as duas barragens, a de Amparo e a de Pedreira, vão propiciar aqui nas Bacias PCJ. A reunião do GT-SAR foi fundamental para que todos os usuários da bacia conheçam essa estratégia do Governo do Estado, tirem suas dúvidas e possam se planejar para tudo isso que está acontecendo. Porque, repito, essas barragens e esse sistema, são fundamentais para que nos próximos anos, a gente tenha uma segurança hídrica cada vez melhor”, afirmou o diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera.

Na avaliação da presidente da SP Águas, Camila Viana, a atuação integrada das instituições é essencial para enfrentar os desafios da escassez hídrica. “Temos enfrentado uma série de anos com estiagem, anos recentes, que já sofrem os efeitos das mudanças climáticas, chuvas abaixo da média. Problemas crônicos em relação a saneamento. Então, são uma série de frentes que precisam atuar de uma forma muito complementar, com um olhar integrado. Temos os prestadores, os municípios, os Comitês, a Agência, o Consórcio. É muito importante que todos esses entes estejam alinhados para enfrentar um problema que tem diversas facetas. E isso parte de um olhar integrado e regionalizado, que é algo aqui nas Bacias PCJ muito amadurecido do ponto de vista institucional, que é de fato um exemplo para o Brasil. Então, se tem um lugar em que soluções coletivas que integram órgãos e entidades têm chances de dar certo, é aqui nas Bacias PCJ. Precisaremos desse olhar para ganhar escala, para ter infraestrutura hídrica, para permitir atravessar os próximos anos, que serão bastante desafiadores”, analisou.

Consulta e audiências públicas

O projeto está em consulta pública até 10 de fevereiro para recebimento de contribuições antes da publicação do edital de concessão. As sugestões devem ser enviadas para o e-mail segurancahidricasarpcj@cpp.sp.gov.br, por meio de formulário disponível na página do projeto no site da SPI, neste link: https://bit.ly/ProjetoSARPCJ.

Também estão previstas duas audiências públicas: uma presencial, em Campinas, no dia 29 de janeiro, às 14h, na sede da prefeitura, e outra virtual, no dia 2 de fevereiro, às 10h. As inscrições devem ser feitas no site da SPI, dentro dos prazos estabelecidos.

O GT-SAR-PCJ seguirá acompanhando as próximas etapas do processo, reafirmando o compromisso dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ com a construção de soluções estruturantes para ampliar a segurança hídrica nas Bacias PCJ.

Reunião virtual contou com a participação da presidente da Agência SP-Águas, Camila Viana

14 de janeiro de 2026

A situação crítica do Sistema Cantareira, cuja capacidade está abaixo dos 20%, e os desafios para a estiagem em 2026 foram os principais temas debatidos durante a 275ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico, realizada por videoconferência nesta quarta-feira, dia 14 de janeiro.

O encontro, conduzido pelo coordenador da CT-MH, Alexandre Vilella, contou com a participação da presidente da Agência SP Águas, Camila Viana, além de outros representantes da mesma instituição, diretores dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ, e especialista da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico).

Na abertura, Camila Viana reafirmou o compromisso de atuar de forma conjunta com o Comitê PCJ diante do cenário de escassez hídrica e de incertezas climatológicas, com a realização de reuniões técnicas semanais. Ela também destacou que o objetivo é preservar o sistema Cantareira e garantir os usos múltiplos.  

“Esse é o nosso maior objetivo: garantir que o PCJ tenha água na quantidade e qualidade que precisa e que a região metropolitana de São Paulo tenha condições de atravessar esse período difícil que a estamos vivendo. O meu compromisso aqui é que a gente caminhe junto. É um desafio operar as descargas no período úmido, considerando especialmente o cenário de incerteza climatológica, com chuvas abaixo da média de forma recorrente”, comentou a presidente da SP Águas.

“São nesses momentos de crise que a gente aprende e evolui”, destacou o diretor da SP-Águas, Anderson Esteves, ressaltando o compromisso de manter reuniões frequentes com os Comitês PCJ.

Na sequência, houve apresentações de técnicos da Sala de Situação PCJ sobre chuvas/vazões nos meses de dezembro e janeiro e perspectivas para os próximos meses e da Agência SP-Águas sobre a situação atual e projeções para o Sistema Integrado Metropolitano.

O vice-presidente dos Comitês PCJ, Marco Antônio dos Santos, aproveitou o encontro para comentar a baixa vazão da água no Rio Atibaia, em Valinhos (SP), registrada em dois dias de dezembro, e destacar o esforço conjunto para evitar situações desse tipo.

“Quando se trata de uma vazão abaixo de 10 m³/s, as Bacias PCJ sofrem muito. Primeiro, porque a qualidade da água cai drasticamente e o tratamento se torna mais complexo. Segundo, porque todo o sistema, de forma geral, fica prejudicado. Que todos nós trabalhemos visando garantir água em quantidade e qualidade para todo o nosso estado, administrando o Sistema Cantareira de forma correta e sistemática”, afirmou.

Vilella esclareceu sobre a complexidade de se administrar as descargas do Cantareira para as Bacias PCJ. “Esse posto de Valinhos está mais ou menos a 100 quilômetros do pé da barragem. É um rio. Não é um tubo. Ou seja, é um rio com operação de PCH, com transposição, com captação, com infiltração, com evaporação, enfim, com todos os elementos de externalidades, que, claro, qualquer modelo matemático tem muita dificuldade de capturar absolutamente todas essas questões. Esse é o desafio de fazer gestão com casas decimais. O PCJ, talvez, seja uma das únicas bacias do Brasil que trabalha com duas casas decimais, o que impõe um desafio adicional nesse trecho de 100 quilômetros”, explicou.

Debates

Durante a reunião, os membros ainda debateram a necessidade de fortalecer o monitoramento, os termos de alocação de água e a estratégia de comunicação coordenada para períodos críticos.

Houve ainda apresentação sobre as vazões dos principais rios das Bacias PCJ, Sistema Cantareira e ocorrências registradas pelos usuários em dezembro, com a condução de Vilella. Em 13 de janeiro, o Cantareira estava com apenas 19,3% de sua capacidade, na faixa de restrição. Em 2025, na mesma data, o índice era de 50,6%, e, em 2024, de 70,2%.

O coordenador do GT-Previsão do Tempo, Jorge Mercanti, também apresentou as previsões meteorológicas. Segundo ele, não há indicativos de chuvas acima da média nos próximos meses. “Pode ser que não tenhamos aquela recuperação desejável para chegar no período seco”, disse.

Conservação do solo e modernização das ETAS

Em sua fala, o diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, destacou a parceria entre Comitê, Agência, CT-MH e órgãos outorgantes, mencionando os investimentos que os Comitês PCJ, via Agência PCJ, têm feito no sistema, como redes de monitoramento de quantidade e qualidade da água.

Ele ressaltou que a recorrência de crises hídricas exige a adoção de soluções de longo prazo, como o incentivo à implantação de pequenos reservatórios e conservação de solo nos municípios. “Mais importante do que plantar árvore – e plantar árvore é importante – é garantir que a área agricultável tenham práticas adequadas de conservação de solo, para que a água possa realmente penetrar no solo e fazer as nossas nascentes fluírem”, reforçou. 

Razera também enfatizou a necessidade de investimentos na modernização das Estações de Tratamento de Água e despoluição dos rios. “Tecnologias para isso a gente tem. Custam, é claro, mas não podemos abrir mão desse desses estudos para podermos superar o que as mudanças climáticas estão provocando”, concluiu.

“A criticidade nos exige pensar de forma antecipada. Fico muito feliz que a CT-SAM e CT-SA estão se debruçando sobre a modernização das ETAs. Há municípios com dificuldades operacionais imensas”, observou a promotora de Justiça do Gaema PCJ Piracicaba, Alexandra Facciolli Martins.  

GT-SAR

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, aproveitou o encontro virtual para reiterar o convite para a reunião do GT-SAR-PCJ (Sistema Adutor Regional), que ocorrerá a partir das 10h na sexta-feira, 23 de janeiro, no CIESP, em Campinas, e contará com a presença da secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, e da diretoria da SP Águas.  

Na ocasião, será feita a apresentação da Parceria Público-Privada para o Sistema Adutor Regional PCJ (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística – SEMIL e Secretaria de Parcerias e Investimentos – SPI) e também sobre o início da consulta pública da concessão de Drenagem e Segurança Hídrica nas Bacias PCJ (Novas barragens rios Jaguari e Camanducaia, SAR PCJ e UTR Camanducaia).

Novo membro

No encontro, foi aprovada por unanimidade a entrada da Prefeitura de Analândia como novo membro na CT-MH, representada por Rafael Dimitrius Carneiro(titular) e Claudio Alex Gonçalves de Carvalho (suplente). Com o ingresso da Prefeitura de Analândia, a CT-MH passa a contar com 42 entidades.

Próxima reunião

A próxima reunião da CT-MH (276ª) está agendada para o dia 5 de fevereiro, a partir das 9h30, no Museu da Água de Indaiatuba.

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