| Dia: 5/12/2025

Objetivo é finalizar nova minuta de deliberação no primeiro semestre de 2026

5 de dezembro de 2025

A discussão sobre os resultados da Oficina de Revisão da Política de Recuperação, Conservação e Proteção dos Mananciais foi a principal atividade da 10ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Conservação e Proteção dos Mananciais, realizada nesta sexta-feira, dia 5 de dezembro, por videoconferência. Neste mês, a Política completou dez anos desde a publicação de sua primeira deliberação.

O encontro foi conduzido pelo coordenador da CT-Mananciais, José Demarchi, que ressaltou que a meta é conseguir finalizar a minuta da nova deliberação no primeiro semestre de 2026. Após concluído, o documento será encaminhado para apreciação na Câmara Técnica de Planejamento e, em seguida, para votação final na plenária dos Comitês PCJ.

A oficina foi realizada no dia 18 de novembro, Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP), em Piracicaba, em um processo que vem sendo construído de forma contínua, participativa e integrada pela CT-Mananciais, instituições parceiras e membros dos colegiados.  “Queremos uma atualização robusta, que faça sentido, que traga benefícios efetivos não só para o funcionamento da Política de Mananciais, mas para ganharmos velocidade e escala, facilitarmos a aplicação dos recursos e aprimorarmos processos e resultados, de modo a gerar impacto real e melhorar a nossa resiliência e segurança hídrica no território. Esse é o propósito”, comentou Demarchi.

Durante a reunião, houve debate sobre a elaboração e simplificação dos Projetos Integrais de Propriedades (PIP); do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (PRADA) e do CAR (Cadastro Ambiental Rural), e também sobre o prazo de execução das ações no campo.   Ainda foram discutidas ações de manejo de solo dentro da Política de Mananciais e parcerias com os produtores rurais. Uma das propostas quanto às práticas conservacionistas — como terraceamento e pequenas barragens — é estabelecer contrato com o produtor rural prevendo a permanência e a manutenção dessas estruturas por cinco anos, conforme destacou Miguel Milinski, coordenador-adjunto da CT-Mananciais.

O assessor ambiental da Agência das Bacias PCJ, Felipe Requena, propôs uma estratégia para reduzir o tempo de execução do PIP, sugerindo que a UCE (Unidade Coordenadora de Execução) assuma a execução do PIP e da prospecção, em vez de o município ser o tomador. Segundo Requena, essa mudança — que alteraria o fluxo interno da Agência — poderia diminuir o tempo de execução do projeto de quatro anos para dois.

Cristiano Krepsky, coordenador do GT-Áreas Protegidas, destacou a necessidade de incluir na Política incentivos para a elaboração de Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) e apoio para a criação de novas unidades de conservação municipais e RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural). Também foi discutido o PMIF de Piracaia (SP), tema de audiência pública na semana anterior. Nathalia Kammer, da Simbiose, informou que o município é pioneiro e já apresenta resultados expressivos em menos de um ano, com avanços na abordagem junto aos produtores rurais focados no diálogo e não na autuação. Oficinas ajudaram a engajar a população, e a legislação local está sendo revista para adequar o instrumento do PMIF.

A coordenação da CT-Mananciais estuda a realização de uma segunda oficina ou de uma reunião extraordinária no primeiro semestre de 2026 para consolidar o processo de revisão. “Acho que ficamos com uma visão geral dos resultados. Ganhamos robustez ou, pelo menos, endosso para a estratégia. A ideia do programa do fogo, da patente, precisa estar. Monitoramento e indicadores obrigatoriamente precisam estar. Esse ‘gap’ do tempo e da possibilidade de outras instituições captarem e facilitarem os recursos são estratégias — o CAR e o PRADA. Todos esses pontos são nevrálgicos. Agora, precisamos nos debruçar em soluções para esses gargalos”, avaliou Demarchi. Grupos de trabalho deverão ser criados no início de 2026 para aprofundar as discussões e apresentar uma proposta concreta de minuta de deliberação.

A próxima reunião da CT-Mananciais (11ª Ordinária) está agendada para as 9h do dia 13 de fevereiro, por videoconferência.

Encontro aconteceu em 4 de dezembro, em Várzea Paulista

4 de dezembro de 2025

Com o objetivo de apresentar as novas regras para obtenção de recursos da Cobrança PCJ Paulista e CFURH (fontes que compõem o FEHIDRO), a Coordenação de Projetos da Agência das Bacias PCJ detalhou o novo regramento para o orçamento de 2026-2027. A reunião ocorreu no dia 4 de dezembro, em Várzea Paulista.

As alterações foram contextualizadas pelo coordenador Diogo Pedrozo e uma apresentação foi conduzida pela analista de projetos Lívia Modolo, que explicou o fluxo do processo de seleção, as regras gerais, a aplicação das diretrizes e a previsão de reabertura do processo. Ela também fez um balanço das atividades realizadas ao longo do ano. Em 2025 o GT-Análise de Empreendimentos realizou 10 reuniões, que resultaram em 29 empreendimentos analisados e 29 pareceres emitidos — desdobrados em 84 pareceres intermediários e finais. O processo resultou na indicação de 23 empreendimentos e 6 indeferimentos. A suspensão das inscrições ocorreu em agosto de 2025, porém a reabertura já está prevista para ser aprovada na plenária de 11 de dezembro deste ano.

Entre as novas regras destacam-se: 

  • a diminuição do valor máximo de financiamento permitido por empreendimento, que será divulgada anualmente no site da Agência;
  • a exigência de outorgas e licenças válidas para indicação do pleito;
  • restrição de apenas um empreendimento por tomador, por período orçamentário;
  • o impedimento da inscrição de tomadores com empreendimentos em atraso superior a dois anos, com mais de cinco contratos em execução e em inadimplência técnica. 

De acordo com o coordenador de Projetos, Diogo Pedrozo, as mudanças buscam dar mais dinamismo ao processo, com empreendimentos mais direcionados, bem estruturados e tomadores mais preparados para acompanhar sua execução.

 “Nos últimos anos, tivemos um acúmulo de saldo de recursos que, em 2025, resultou em um grande investimento, utilizando quase a totalidade dos saldos disponíveis para investimento. Diante desse contexto, a ideia foi criar regras mais restritivas, porém tecnicamente viáveis, para que os empreendimentos avancem em um nível mais profissional e efetivo”, explicou. 

O coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, destacou a importância da transparência na apresentação das novas regras. “Aqui estão praticamente todos os tomadores de recursos dos Comitês PCJ, e é fundamental que eles conheçam as regras para evitar qualquer tipo de problema após a aprovação dos recursos, seja na análise do agente técnico ou na própria licitação. Por isso trazemos essa apresentação a todos os membros, para que todos tenham o mesmo nível de conhecimento”, avaliou. 

A próxima reunião da CT-SA será no dia 12 de fevereiro de 2026, às 9h, por videoconferência.

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