| Dia: 29/10/2026

Seminário realizado em Jundiaí abordou Planos de Segurança da Água, doenças relacionadas ao saneamento e boas práticas laboratoriais, além de apresentar projetos desenvolvidos nas Bacias PCJ

A aplicação do conhecimento técnico na prevenção de riscos à saúde e na gestão dos recursos hídricos foi o foco do IX Seminário de Saúde Ambiental dos Comitês PCJ, realizado nesta terça-feira, 27 de outubro, no auditório da DAE S/A, em Jundiaí (SP). Com o tema “Saúde Ambiental na Prática: da Prevenção à Gestão de Riscos”, o evento promoveu discussões, compartilhou experiências e aprofundou conhecimentos sobre questões relacionadas à saúde ambiental.

Promovido pela Câmara Técnica de Saúde Ambiental (CT-SAM) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o seminário contou com três imersões técnicas sobre a elaboração de Planos de Segurança da Água (PSA), as Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) e as boas práticas em laboratórios de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA). A programação reforçou a importância da integração entre conhecimento técnico, planejamento e ações preventivas para promover a saúde e proteger os recursos hídricos.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a relevância de se discutir o tema. “As Bacias PCJ possuem 6 milhões de habitantes, distribuídos em 15 mil quilômetros quadrados de área. Isso traz problemas relacionados à alta densidade populacional. Eventos como esse trazem para a sociedade a necessidade de se discutir as questões de gestão de riscos relacionadas à segurança da água. O seminário ressalta a necessidade de cada município elaborar seu Plano de Segurança da Água, de forma com que toda a região ganhe com isso”, observou.

Para a coordenadora da CT-SAM, Roseane Garcia, o evento foi importante, especialmente pelas discussões sobre gestão de riscos. “Nosso seminário trouxe palestrantes que orbitaram sempre no Plano de Segurança da Água, tema em que a CT-SAM foca muito e que é uma metodologia de gestão de risco. Eu mesma apresentei a revisão do Guia do Plano Municipal de Segurança da Água, publicação nossa, que, por sinal, é inédita em um comitê de bacia. Com isso, a gente entrega esse documento para a sociedade e para os participantes dos comitês de bacia e sugere para os Sistemas de Abastecimento de Água que façam seus planos de segurança da água à luz desse guia. Foi uma publicação que deu muito trabalho, mas muito prazer. Um documento que, inclusive, participou um professor internacional (José Manuel Pereira Vieira, da Universidade do Minho, em Portugal). Então, isso foi muito bom”, destacou Roseane.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o seminário faz parte da história do saneamento nas Bacias PCJ. “Esse evento da CT-SAM é mais um momento importante na história do saneamento na região porque permite a discussão sobre as doenças veiculadas pela água. Isso é parte fundamental do saneamento e da nossa vida. Por isso, aprender, conversar e planejar mais é sempre muito importante para os nossos serviços de saneamento. Parabéns à nossa Câmara Técnica de Saúde Ambiental. As discussões que tivemos aqui são muito importantes para a gente avançar cada vez mais na segurança da água”, comentou.

Imersões técnicas abordam segurança da água e saneamento

A primeira imersão técnica abordou a elaboração e a implementação dos Planos de Segurança da Água (PSA), com apresentação de Roseane Garcia. Também participaram Diego de Oliveira Pinto, da Assemae/Sanasa, Karen Tasaka, da DAE Jundiaí, e Claudoaldo dos Santos, do DAE Santa Bárbara d’Oeste, que trataram de ferramentas para levantamento da situação dos planos e de orientações para sua contratação, além do questionário elaborado pela CT-SAM, para que a CT possa fazer uma ação mais concentrada no que os municípios e serviços de saneamento querem com relação ao PSA.

Na sequência, Alexandre Pessoa Dias, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abordou as Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), com enfoque na identificação e utilização de dados para orientar ações nos territórios. “O encontro de hoje foi muito potente. Acho que o ponto forte foi exatamente relacionar o tema que eu apresentei com o Plano de Segurança da Água e os outros temas que foram abordados, porque todos eles estão muito integrados e, diante das mudanças climáticas, mais do que nunca, é uma justificativa central no sentido de avançar com os PSA, que os DRSAI possam estar dentro desses planos, para que a gente fortaleça as ações de planejamento e de melhoria da condição de vida da população do nosso país. A CT-SAM está de parabéns”, comentou Dias.

A terceira imersão foi conduzida por Rogério Santamaria, da Assemae/Sanasa, e tratou de boas práticas em laboratórios de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), com destaque para a qualidade e a confiabilidade dos resultados.

Pitch apresenta experiências do território PCJ

A programação também incluiu o “Pitch de Saúde Ambiental: Experiências do território PCJ”, moderado pela professora da Unicamp e coordenadora-adjunta da CT-SAM, Cassiana Coneglian. A atividade abriu espaço para a apresentação de projetos, soluções e boas práticas desenvolvidos na região, incentivando o compartilhamento de conhecimentos e experiências.

Foram apresentados três projetos. O primeiro, “Sistema Cantareira: monitoramento da seca e previsão/projeção hidrológica como ferramentas de apoio à segurança hídrica”, foi apresentado por Elisangela Broedel, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Na sequência, Taciana Rodrigues, da empresa Contazul, apresentou o programa “EPA – Eliminar Perdas de Água: ação, conscientização e preservação”. Por fim, Milena Ricardo, da Unicamp, falou sobre o “Plano de Segurança da Água: Ferramenta para a Gestão de Riscos nos Mananciais de Abastecimento em Iracemápolis (SP)”.

Cassiana ressaltou a importância das experiências compartilhadas. “A apresentação sobre monitoramento hidrológico do Sistema Cantareira foi extremamente importante nesses momentos de eventos extremos que estão acontecendo, pois precisamos saber a quantidade de água que teremos para os usos múltiplos. O segundo pitch, sobre o controle de perdas hídricas, também foi extremamente importante, visto que segurança de água está relacionada com qualidade e quantidade de água. Perda de água significa perda econômica, perda de um bem tão importante. Tratar a água e depois ela se perder durante a distribuição, isso é extremamente complicado. O Brasil ainda tem um índice muito elevado, então, empresas que trabalham com esse índice de perdas, favorecem muito a qualidade e a saúde ambiental. O terceiro pitch é um trabalho que está sendo desenvolvido em um município pequeno, do qual se está fazendo a avaliação de risco, e os primeiros passos para elaborar um plano de segurança da água. Esse trabalho mostra a importância de ter uma ferramenta preditiva. O PSA significa água segura, que, por sua vez, significa saúde para toda a população”, destacou.

Seminário realizado em Jundiaí abordou Planos de Segurança da Água, doenças relacionadas ao saneamento e boas práticas laboratoriais, além de apresentar projetos desenvolvidos nas Bacias PCJ

A aplicação do conhecimento técnico na prevenção de riscos à saúde e na gestão dos recursos hídricos foi o foco do IX Seminário de Saúde Ambiental dos Comitês PCJ, realizado nesta terça-feira, 27 de outubro, no auditório da DAE S/A, em Jundiaí (SP). Com o tema “Saúde Ambiental na Prática: da Prevenção à Gestão de Riscos”, o evento promoveu discussões, compartilhou experiências e aprofundou conhecimentos sobre questões relacionadas à saúde ambiental.

Promovido pela Câmara Técnica de Saúde Ambiental (CT-SAM) dos Comitês PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o seminário contou com três imersões técnicas sobre a elaboração de Planos de Segurança da Água (PSA), as Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) e as boas práticas em laboratórios de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA). A programação reforçou a importância da integração entre conhecimento técnico, planejamento e ações preventivas para promover a saúde e proteger os recursos hídricos.

O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a relevância de se discutir o tema. “As Bacias PCJ possuem 6 milhões de habitantes, distribuídos em 15 mil quilômetros quadrados de área. Isso traz problemas relacionados à alta densidade populacional. Eventos como esse trazem para a sociedade a necessidade de se discutir as questões de gestão de riscos relacionadas à segurança da água. O seminário ressalta a necessidade de cada município elaborar seu Plano de Segurança da Água, de forma com que toda a região ganhe com isso”, observou.

Para a coordenadora da CT-SAM, Roseane Garcia, o evento foi importante, especialmente pelas discussões sobre gestão de riscos. “Nosso seminário trouxe palestrantes que orbitaram sempre no Plano de Segurança da Água, tema em que a CT-SAM foca muito e que é uma metodologia de gestão de risco. Eu mesma apresentei a revisão do Guia do Plano Municipal de Segurança da Água, publicação nossa, que, por sinal, é inédita em um comitê de bacia. Com isso, a gente entrega esse documento para a sociedade e para os participantes dos comitês de bacia e sugere para os Sistemas de Abastecimento de Água que façam seus planos de segurança da água à luz desse guia. Foi uma publicação que deu muito trabalho, mas muito prazer. Um documento que, inclusive, participou um professor internacional (José Manuel Pereira Vieira, da Universidade do Minho, em Portugal). Então, isso foi muito bom”, destacou Roseane.

Para o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o seminário faz parte da história do saneamento nas Bacias PCJ. “Esse evento da CT-SAM é mais um momento importante na história do saneamento na região porque permite a discussão sobre as doenças veiculadas pela água. Isso é parte fundamental do saneamento e da nossa vida. Por isso, aprender, conversar e planejar mais é sempre muito importante para os nossos serviços de saneamento. Parabéns à nossa Câmara Técnica de Saúde Ambiental. As discussões que tivemos aqui são muito importantes para a gente avançar cada vez mais na segurança da água”, comentou.

Imersões técnicas abordam segurança da água e saneamento

A primeira imersão técnica abordou a elaboração e a implementação dos Planos de Segurança da Água (PSA), com apresentação de Roseane Garcia. Também participaram Diego de Oliveira Pinto, da Assemae/Sanasa, Karen Tasaka, da DAE Jundiaí, e Claudoaldo dos Santos, do DAE Santa Bárbara d’Oeste, que trataram de ferramentas para levantamento da situação dos planos e de orientações para sua contratação, além do questionário elaborado pela CT-SAM, para que a CT possa fazer uma ação mais concentrada no que os municípios e serviços de saneamento querem com relação ao PSA.

Na sequência, Alexandre Pessoa Dias, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abordou as Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), com enfoque na identificação e utilização de dados para orientar ações nos territórios. “O encontro de hoje foi muito potente. Acho que o ponto forte foi exatamente relacionar o tema que eu apresentei com o Plano de Segurança da Água e os outros temas que foram abordados, porque todos eles estão muito integrados e, diante das mudanças climáticas, mais do que nunca, é uma justificativa central no sentido de avançar com os PSA, que os DRSAI possam estar dentro desses planos, para que a gente fortaleça as ações de planejamento e de melhoria da condição de vida da população do nosso país. A CT-SAM está de parabéns”, comentou Dias.

A terceira imersão foi conduzida por Rogério Santamaria, da Assemae/Sanasa, e tratou de boas práticas em laboratórios de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), com destaque para a qualidade e a confiabilidade dos resultados.

Pitch apresenta experiências do território PCJ

A programação também incluiu o “Pitch de Saúde Ambiental: Experiências do território PCJ”, moderado pela professora da Unicamp e coordenadora-adjunta da CT-SAM, Cassiana Coneglian. A atividade abriu espaço para a apresentação de projetos, soluções e boas práticas desenvolvidos na região, incentivando o compartilhamento de conhecimentos e experiências.

Foram apresentados três projetos. O primeiro, “Sistema Cantareira: monitoramento da seca e previsão/projeção hidrológica como ferramentas de apoio à segurança hídrica”, foi apresentado por Elisangela Broedel, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Na sequência, Taciana Rodrigues, da empresa Contazul, apresentou o programa “EPA – Eliminar Perdas de Água: ação, conscientização e preservação”. Por fim, Milena Ricardo, da Unicamp, falou sobre o “Plano de Segurança da Água: Ferramenta para a Gestão de Riscos nos Mananciais de Abastecimento em Iracemápolis (SP)”.

Cassiana ressaltou a importância das experiências compartilhadas. “A apresentação sobre monitoramento hidrológico do Sistema Cantareira foi extremamente importante nesses momentos de eventos extremos que estão acontecendo, pois precisamos saber a quantidade de água que teremos para os usos múltiplos. O segundo pitch, sobre o controle de perdas hídricas, também foi extremamente importante, visto que segurança de água está relacionada com qualidade e quantidade de água. Perda de água significa perda econômica, perda de um bem tão importante. Tratar a água e depois ela se perder durante a distribuição, isso é extremamente complicado. O Brasil ainda tem um índice muito elevado, então, empresas que trabalham com esse índice de perdas, favorecem muito a qualidade e a saúde ambiental. O terceiro pitch é um trabalho que está sendo desenvolvido em um município pequeno, do qual se está fazendo a avaliação de risco, e os primeiros passos para elaborar um plano de segurança da água. Esse trabalho mostra a importância de ter uma ferramenta preditiva. O PSA significa água segura, que, por sua vez, significa saúde para toda a população”, destacou.

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