Assunto foi apresentado por coordenador de Sistemas de Informação da Agência das Bacias PCJ, na 112ª Reunião Ordinária
12 de agosto de 2026
A Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água na Indústria (CT-Indústria) realizou, no dia 12 de agosto, sua 112ª Reunião Ordinária, por videoconferência. Entre os assuntos discutidos estiveram a situação da Rede Telemétrica PCJ e o processo de Revisão do Plano das Bacias PCJ 2020 a 2035. As apresentações foram conduzidas por Eduardo Cuoco Léo, coordenador de Sistemas de Informação da Agência das Bacias PCJ.
O primeiro tópico abordado por Léo foi a Rede de Monitoramento de Águas Superficiais das Bacias PCJ. Ele detalhou o histórico, desde 1930, com a rede manual no estado de São Paulo, até 2025, com o contrato FEHIDRO para aquisição de novas estações automáticas de monitoramento e o contrato de manutenção da rede de monitoramento qualiquantitativo (CT nº 031/2025).
Falou também sobre os principais usos do sistema de monitoramento, com destaque para o embasamento das discussões e tomadas de decisão da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH); a operação do Sistema Cantareira e os serviços de saneamento, especialmente a jusante do Sistema Cantareira; o acompanhamento da Sala de Situação; a emissão de alertas para a SP-Águas, referentes a postos com riscos de cheias; a supervisão de usos automonitorados (SIDECC-R); e a emissão de boletins hidrológicos (a cada 12 horas), quantitativos (diários e mensais) e integrados de quantidade e qualidade (mensais). Os dados também subsidiam o Plano de Ação para o Rio Piracicaba, servem como base para a operação com restrição de uso e para o planejamento de outorgas, alimentam o SSD PCJ e servem para disponibilização pública dos dados.
Apresentou a Rede Telemétrica PCJ, que conta com 37 estações automáticas de quantidade, em parceria com a SP-Águas, com previsão de instalação de mais duas estações para monitoramento de chuvas e vazões. Também apresentou a rede automática de qualidade PCJ, com cinco estações automáticas, em parceria com a CETESB, com previsão de instalação de mais três estações. Para a divulgação dos dados, é utilizado o Sistema Integrado de Monitoramento de Qualidade das Águas do Estado de São Paulo (SIMQUA).
Detalhou como estão sendo realizados os serviços de operação e manutenção das estações, por meio do Contrato nº 031/2025, celebrado em 2025 entre a Fundação Agência das Bacias PCJ e a Universidade de São Paulo/Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (USP/FCTH), visando a manutenção e o aprimoramento do sistema de monitoramento hidrológico nas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Os serviços prestados no contrato são: operação e manutenção da rede telemétrica quantitativa; medição de vazão, atualização da curva-chave, levantamento de seção transversal e nivelamento topográfico; operação e manutenção da rede telemétrica de monitoramento de qualidade; transmissão e gerenciamento de dados quantitativos e qualitativos; operação de sistema automatizado para a geração de alertas contra inundações; fornecimento de dados do radar meteorológico; monitoramento por imagem; e apoio à operação da Sala de Situação PCJ.
Entre os desafios citados pelo coordenador estão a integração entre sistemas e instituições diferentes; o alto custo para que a manutenção periódica seja assegurada; a adequação dos locais para instalação e segurança dos equipamentos; a estruturação de uma rede de colaboradores diversos; e a elaboração de um plano de monitoramento qualiquantitativo das águas subterrâneas das Bacias PCJ.
Outro assunto abordado foi a Revisão do Plano das Bacias PCJ 2020 a 2035, com detalhamento sobre a importância da revisão, o cronograma, que prevê a aprovação pelos Comitês PCJ até meados de 2028, e os atores envolvidos na elaboração do Termo de Referência. Entre as premissas da revisão estão a avaliação dos programas vigentes e a criação de novos programas (atualização do Plano de Ações e dos recursos financeiros); evitar excessos nas etapas de diagnóstico e prognóstico (legado do PBH vigente); a modernização e o aprimoramento da modelagem no SSD PCJ; a implementação de propostas da USP, baseadas no Plano de Ação vigente (modelagem qualiquantitativa das Bacias PCJ); evitar retrocessos nas metas estabelecidas para o setor de saneamento, sendo que necessidades pontuais de melhorias deverão ser aprovadas no âmbito dos Comitês PCJ, com foco no alcance das metas; manter a abordagem vigente para a vazão de referência (foco: Q7,10); manter a meta final de enquadramento; considerar, para o Cantareira, as regras operacionais vigentes ou equivalentes em termos de disponibilidade hídrica; e atualizar o balanço hídrico do SAR em razão dos estudos publicados.
Sobre os produtos previstos, Léo detalhou a entrega de nove produtos, cuja aprovação será conjunta com os Comitês PCJ, bem como o conteúdo previsto para cada um deles. Entre os produtos estão o Plano de Trabalho; a consolidação das análises sobre a situação e a gestão dos recursos hídricos da bacia; a estruturação de novos programas de investimentos; a atualização do Plano de Ações e Investimentos, de acordo com a metodologia de priorização e eventuais ajustes na ordem de priorização de municípios e áreas de contribuição; a proposta de enquadramento e o Programa de Efetivação do Enquadramento (PEE) dos corpos hídricos da porção mineira das Bacias PCJ, com definição dos indicadores de acompanhamento; o PBH PCJ atualizado e o sumário executivo; o Manual Operativo para o acompanhamento do Plano de Ações atualizado (MOP Gestão); o Manual Operativo para o acompanhamento da proposta de efetivação dos enquadramentos nos corpos hídricos da porção mineira das Bacias PCJ (MOP Enquadramento); e a base de dados.
O edital está na fase de abertura dos envelopes, e a previsão é fechar o contrato ainda em 2026, para conclusão do processo de revisão em 2028.
Também na reunião, Jorge Antonio Mercanti fez um breve relato da situação do Sistema Cantareira e das Bacias PCJ, com informações sobre a precipitação pluviométrica da EMS Replan, que registrou chuvas abaixo da média nos últimos meses; a estação pluviométrica do Sistema Cantareira, que também registrou chuvas abaixo da média; e o nível histórico do Cantareira.
A próxima reunião da CT-Indústria (113ª) está agendada para o dia 7 de outubro, às 9h, por videoconferência.
