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Comitês PCJ, Ares-PCJ e Arsesp debatem planejamento e ações preventivas para períodos de estiagem

Encontro virtual reuniu representantes de instituições ligadas à gestão hídrica, saneamento e regulação para debater estratégias de resiliência e segurança hídrica nas Bacias PCJ

O fortalecimento do planejamento preventivo e da atuação integrada entre instituições marcou o evento “Resiliência em Períodos de Estiagem: Planejamento para Implementação de Planos de Contingência para Escassez Hídrica”, realizado nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, de forma on-line, com transmissão pelo canal da Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ) no YouTube.

Promovido pelo GT (Grupo de Trabalho)-Estiagem, da Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) dos Comitês PCJ e pela Ares-PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ, o encontro reuniu especialistas, gestores públicos, representantes de agências reguladoras e profissionais do setor de saneamento para discutir estratégias voltadas ao enfrentamento da escassez hídrica nas Bacias PCJ.

Ao longo da programação, foram debatidos temas como protocolos de escassez hídrica, planejamento municipal, instrumentos regulatórios, perdas nos sistemas de abastecimento e ações emergenciais e estruturantes para aumento da resiliência hídrica da região.

Durante a abertura, o secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou a importância da cooperação e do alinhamento técnico-institucional para a preparação dos municípios na atuação preventiva em cenários de escassez hídrica.

“Viramos de 2025 para 2026 com quase 20% de capacidade de armazenamento no Sistema Cantareira e tivemos chuvas que trouxeram certo alívio, mas a reservação continua em estado de atenção, somada ao advento de um ‘El Niño’ neste ano. Isso sempre traz incertezas em relação aos eventos climáticos e reforça a importância de estarmos debruçados sobre um planejamento conjunto, principalmente voltado às ações preventivas de resiliência”, ressaltou Denis.

Na sequência, representantes da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ, da SP Águas, do Consórcio PCJ e da Agência das Bacias PCJ apresentaram um panorama das crises hídricas nas Bacias PCJ, os protocolos vigentes para períodos de escassez e ações de apoio aos municípios e prestadores de serviços de saneamento.

O diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, ressaltou a importância do planejamento antecipado e das ações de combate às perdas de água e de proteção dos mananciais, como plantio de árvores e conservação do solo. Ele também destacou a necessidade de investir em sistemas de informação.

“Trabalhar um sistema de informações robusto, como temos feito — e ainda precisamos avançar cada vez mais — é fundamental para termos os dados necessários para essa resiliência que estamos construindo, que não tem dia para começar nem para terminar. Tem que ser ‘ad aeternum’. Como na gestão de recursos hídricos: não dá mais para parar. O Sistema de Gestão é uma das ações em que toda a Família PCJ vem atuando fortemente para dar a consistência necessária”, afirmou Razera, que também enfatizou a parceria do PCJ com os órgãos governamentais.

Regulação

A programação também contou com apresentações da Ares-PCJ e da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) sobre o papel da regulação na segurança hídrica, abordando instrumentos regulatórios, medidas prioritárias para períodos de estiagem e riscos relacionados ao abastecimento, como perdas de água, dependência de mananciais e capacidade de reservação.

O evento também debateu ações esperadas a curto, médio e longo prazo voltadas à eficiência operacional, aos planos municipais de contingência e à implementação de medidas estruturantes para aumento da resiliência hídrica nas Bacias PCJ. Ao final, os participantes puderam formular perguntas durante espaço aberto para debate.

Em suas considerações finais, o diretor técnico-operacional da Ares-PCJ, Rodrigo Leitão, destacou a importância da integração entre as instituições. “Agradeço a todos que participaram, tanto nas exposições quanto na audiência. Achei o evento fantástico. Esse é um passo importante na integração entre as instituições. Falamos sobre monitoramento, resoluções, normatizações, formas de antever problemas e atuar na solução deles, mas acredito que essa troca de experiências seja primordial para alcançarmos os resultados esperados de forma mais rápida dentro desse contexto. Aprendi muito. Foi muito útil ouvir todas essas apresentações e experiências. Ficamos à disposição e contamos sempre com essa integração”, concluiu.

Assista ao evento na íntegra:

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