Reunião virtual contou com palestra de Alexandre Vilella (CT-MH) sobre o Monitoramento Hidrológico nas Bacias PCJ e a eleição de Ana Elisa Abreu como nova coordenadora do GT-Controle
26 de fevereiro de 2026
Temas, ações estratégicas e eventos do Plano de Trabalho da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas (CT-AS) para o biênio 2026-2027 foram discutidos, planejados e aprovados pelos membros durante a 98ª Reunião Ordinária, realizada nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, por videoconferência. As atividades foram conduzidas pela coordenadora-adjunta, Marcela Aragão.
Os planos das 11 câmaras técnicas temáticas serão apreciados na próxima reunião da CT-PL, em 6 de março, e votados na plenária dos colegiados, em 31 de março.
Na CT-AS, os seis temas previstos para o biênio são: rede de monitoramento qualiquantitativo das águas subterrâneas; divulgação de conhecimentos em águas subterrâneas nos Comitês PCJ; estudos hidrogeológicos no âmbito das Bacias PCJ; delimitação de áreas de recarga e estabelecimento de diretrizes e proteção nas Bacias PCJ; estudo hidrogeológico do aquífero Tubarão; e levantamento de novas áreas para verificação de possibilidade de estudos para restrição e controle.
Durante o encontro, os membros definiram alguns palestrantes para as 10 reuniões agendadas no biênio, pelo menos três delas presenciais.
A câmara técnica programou ainda dois eventos no período. O II Fórum de Águas Subterrâneas, previsto para o segundo semestre deste ano, em Indaiatuba ou Jaguariúna, pretende envolver cada vez mais os municípios e prestadores de serviços na discussão sobre uso e regularização de poços. Após o evento, a intenção é produzir um relatório com diretrizes e boas práticas para cadastro e regularização.
“Queremos fortalecer os municípios e prestadores na regularização, simplificar fluxos e construir diretrizes aplicáveis às Bacias PCJ nesse âmbito, de combate à irregularidade, incentivo ao cadastro de poços. A gente gostaria muito de trazer luz, no evento, ao papel da gestão municipal de águas subterrâneas nesse contexto de escassez hídrica e mudanças climáticas”, destacou Marcela.
O segundo evento será o IX Workshop de Águas Subterrâneas, previsto para dois dias consecutivos de novembro de 2027, de forma presencial. Tradicionalmente, o evento tem como objetivo divulgar e ampliar o conhecimento sobre assuntos relevantes aos Comitês PCJ relacionados ao uso e proteção das águas subterrâneas, além de contribuir para a capacitação dos membros da CT-AS.
GT-Controle
Durante a reunião, foi eleita Ana Elisa Silva de Abreu (Unicamp) como nova coordenadora do Grupo de Trabalho de Controle (GT-Controle), em substituição a Mariza Fernanda da Silva (Sabesp), que deixou a função por motivos profissionais, mas permanece no grupo.
“Vou sempre continuar apoiando com tudo o que for possível”, afirmou Mariza.
A nova coordenadora recebeu elogios dos membros. “Obrigada pelas palavras de suporte e pela confiança. Queria agradecer o convite da coordenação da CT-AS. Veio em um momento oportuno. Era o que eu queria mesmo: me aproximar mais e contribuir ainda mais”, ressaltou Ana Elisa.
A próxima reunião do GT-Controle está agendada para as 14h do dia 19 de março.
Palestra
O encontro contou ainda com a palestra “Monitoramento Hidrológico nas Bacias PCJ: Inovações e Lições Aprendidas”, ministrada pelo coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), Alexandre Vilella.
Na apresentação, Vilella abordou o histórico, lições aprendidas e a importância da confiabilidade dos dados da rede de monitoramento hidrológico das Bacias PCJ, que registra, em média, mais de 1 milhão de acessos por ano. Destacou ainda que a rede foi crucial, por exemplo, para subsidiar a redução de vazão do Sistema Cantareira neste mês, em razão das chuvas.
O coordenador da CT-MH também mencionou o desafio da implantação de uma rede de monitoramento das águas subterrâneas — prevista no Plano de Trabalho da CT-AS — e a necessidade de integrar os dados à gestão das águas, evitando que se tornem apenas um repositório de informações. Ele explicou, ainda, o trabalho realizado pela Sala de Situação PCJ e pelo Sistema de Suporte a Decisões (SSD-PCJ).
“Estamos na fase de concepção da rede de monitoramento das águas subterrâneas. Ainda não temos uma data para a implantação. Vamos estruturar como será essa contratação e os demais encaminhamentos. A palestra do Alexandre foi muito importante. Teremos muito mais discussões para estruturar esse produto”, avaliou Marcela Aragão.
Estudos em Americana e Nova Odessa
Durante a reunião, também foi apresentado um breve relato sobre o andamento do contrato “Estudos Hidrogeológicos para avaliação de áreas de restrição e controle nas Bacias PCJ: Áreas urbanas de Americana e Nova Odessa”. Marcela detalhou o andamento do contrato, com a aprovação do Produto 3(caracterização geral da área, da geologia e hidrogeologia) em dezembro, após atendimento às considerações e sugestões de melhoria, e informou o início da elaboração do Produto 4, que envolve a avaliação da quantidade de águas subterrâneas, com mais de 200 visitas previstas a poços nos dois municípios.
Ela solicitou o apoio dos membros da região para divulgar o estudo e facilitar o acesso a indústrias e empresas com poços para as medições de campo, reforçando que não se trata de golpe nem de ação fiscalizatória.
José Luiz Albuquerque Filho destacou a importância do apoio local, ressaltando que a autorização para entrada em residências ou indústrias para trabalhos de campo é, historicamente, um dos principais desafios desse tipo de estudo.
Novo membro
Também foi aprovada por unanimidade a entrada da Prefeitura de Analândia na CT-AS, com Rafael Dimitrius Carneiro (titular) e Claudio Alex Gonçalves de Carvalho (suplente).
Próxima reunião
A 99ª Reunião Ordinária da CT-AS será realizada presencialmente, a partir das 9h30 do dia 16 de abril, no auditório do Instituto de Geociências da Unicamp, em Campinas.
