Apresentações reforçaram a necessidade de planejamento técnico, cooperação regional e uso racional da água frente aos desafios da escassez hídrica em 2026
A importância do planejamento preventivo e da atuação integrada entre municípios, órgãos gestores e prestadores de serviços de saneamento marcou o webinário “Ações de prevenção, mitigação e contingência diante da probabilidade de escassez hídrica – 2026”, realizado nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, pelos Comitês PCJ. O encontro reuniu representantes de diferentes instituições para avaliar o cenário hidrológico atual e discutir estratégias voltadas à segurança hídrica na região.
“Seguiremos firmes nessa longa e permanente jornada em favor da segurança hídrica das Bacias PCJ. É fundamental que cada município saiba, com antecedência, como agir diante de uma escassez hídrica. Nosso papel é estimular, promover e construir soluções integradas, sempre com base em critérios técnicos, fortalecendo os 76 municípios abrangidos pelos Comitês PCJ dentro do Plano das Bacias PCJ 2020-2035, que está em revisão”, destacou o secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva. Ele também ressaltou a importância de sensibilizar gestores e a sociedade para que a segurança hídrica se consolide como prioridade permanente na agenda municipal.
O evento foi transmitido ao vivo pelo YouTube e contou com a participação de especialistas, representantes de órgãos gestores, agências reguladoras, Ministério Público do Estado de São Paulo e operadores de sistemas de saneamento.
Programado pelo Grupo de Trabalho Estiagem (GT-Estiagem) da Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL), com apoio da Agência das Bacias PCJ, o encontro teve como foco a avaliação dos cenários hidrológicos para 2026 e a discussão de estratégias para fortalecer a segurança hídrica nas Bacias PCJ diante do período seco que se aproxima.
O diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, destacou a importância do evento. “A palavra planejamento é fundamental especialmente em momentos de escassez hídrica, mas em momentos de abundância também, quando chove muito, para que a gente possa dar conta de diminuir os riscos e os impactos. Os Comitês e a Agência PCJ cumprem o seu papel aqui, com esse evento, de chamar todas as entidades, todos aqueles que tem alguma tarefa a desenvolver, seja no abastecimento público, seja verificação da saúde pública, a questão do planejamento, da regulação, enfim, para que a gente consiga pensar estrategicamente em o que fazer em cada momento. Estamos atentos a esses movimentos. É o nosso dia a dia. Todos os dias estamos aqui trabalhando, pensando nessas atividades: no que tem que fazer do planejamento, como coletar e tratar esgoto, como construir barragens, quando é o caso. Sabemos que só barragem não resolve, é necessário proteger os mananciais, combater perdas de água, uma série de atividades para dar conta do uso eficiente da água”, refletiu Razera.
Na abertura, foi apresentado o prognóstico da estiagem nas Bacias PCJ, com destaque para o atual cenário do Sistema Cantareira, que opera em faixa de restrição e mantém medidas como a suspensão de novas outorgas e a declaração de escassez hídrica. O contexto reforçou a necessidade de planejamento antecipado por parte dos municípios e prestadores de serviços.
Durante o Painel 1, representantes de instituições estaduais e federais abordaram medidas regulatórias, estratégias de gestão e ações de monitoramento voltadas à prevenção e mitigação dos efeitos da escassez hídrica. Também foram discutidos os impactos da estiagem sobre o abastecimento público, a saúde e o meio ambiente, além da importância da atuação articulada entre os diferentes níveis de governo.
O Painel 2 reuniu prestadores de serviços de saneamento, que apresentaram experiências, desafios e iniciativas adotadas em contextos de criticidade hídrica, com destaque para ações de gestão de perdas, campanhas de uso consciente da água e aprimoramento dos planos de contingência.
Ao longo do evento, foi reforçada a importância do planejamento integrado, do monitoramento contínuo das condições hidrológicas e da adoção de medidas preventivas para ampliar a resiliência dos municípios frente ao período seco de 2026.
O webinário integra o conjunto de ações dos Comitês PCJ voltadas ao fortalecimento da governança e da segurança hídrica na região, buscando antecipar cenários e estimular a preparação coordenada entre os diversos atores envolvidos na gestão dos recursos hídricos.
Além dos Comitês e da Agência PCJ, as apresentações foram feitas por representantes da SP-Águas, ANA(Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), ARES-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ), Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde/SP, Ministério Público do Estado de São Paulo (GAEMA PCJ – Piracicaba e Campinas), e dos prestadores de serviços de saneamento, com participação da Sabesp, Sanasa Campinas, BRK Ambiental e Semae Piracicaba.
Assista ao webinário na íntegra:
